Para o seu site ficar bem no IE 8
Por Clecia Simões em 13 dUTC abril 2009, 05:04
 

A versão 8 do navegador Internet Explorer foi lançada e finalmente está cada vez mais perto dos padrões de web. Fizemos uma série de testes para que seu site seja exibido corretamente e mantenha as métricas corretas.

O Internet Explorer 8 chega com uma melhoria considerável na compatibilidade com os padrões web. Mas isso acabou gerando um certo problema na visualização de sites criados para versões anteriores do IE, que deixaram de ser exibidos corretamente. Para resolver essa falha, a Microsoft desenvolveu o módulo de compatibilidade.

Se você está incluído entre os sites cujo desenvolvimento foi realizado para versões de IE 7 ou anteriores, a boa notícia é que é bem simples fazer com que o IE 8 detecte a versão original e faça automaticamente as correções necessárias para a sua exibição perfeita.

Para preparar o seu site para ser visualizado no IE 8, basta inserir a tag abaixo no código HTML da sua página:

<meta content=”IE=7″ http-equiv=”X-UA-Compatible” />

Ou

<meta http-equiv=”X-UA-Compatible” content=”IE=EmulateIE7″ />

Nessa nova versão do IE, o módulo de compatibilidade também pode ser acionado diretamente pelo visitante, através de um botão exibido na barra de endereço.

Mas se você já fez todas as modificações necessárias para que ele seja visualizado corretamente e não quer correr o risco do seu visitante passar por esse questionamento, você pode forçar a visualização exclusiva no IE 8, incluindo IE=EmulateIE8 no conteúdo da tag de exemplo acima.

As ferramentas da Predicta já estão sendo atualizadas para detectar corretamente o navegador utilizado pelo visitante, independente da utilização ou não do módulo de compatibilidade e os dados não sofrerão nenhum impacto.

A nova versão do IE 8 oferece ainda o recurso InPrivate, que permite a navegação sem gravação de histórico, cache e cookies, recurso útil para usuários que compartilham máquinas, mas que pode impactar nas métricas de mensuração de sites e publicidade online.

Essa funcionalidade não é automática. É acionada pelo próprio usuário, o que acreditamos não ser um comportamento de massa. O que acontece quando utilizada é que os cookies são gerados, mas são removidos automaticamente no final da navegação.

Além disso, o modo InPrivate verifica todas os elementos exibidos na sua página que não fazem parte do seu domínio, como por exemplo, o Java Script utilizado nas tags do Google Analytics. Se a funcionalidade InPrivate verificar o mesmo Java Script externo em mais de dez sites diferentes, bloqueará automaticamente o download dessa tag e, consequentemente, deixará de contabilizar todas as visitas posteriores a qualquer site que tenha uma tag de GA instalada. Dessa forma, as métricas do seu site vão para o ralo.

O Predicta Atmosphere não vai sofrer desse mal. Nosso padrão é instalar as tags no domínio do próprio cliente, e não da Predicta, como em outras ferramentas de Web Analytics.

Se você tiver mais dúvidas sobre o impacto da chegada do Internet Explorer 8 no seu site, ligue para a gente ou acesse o site da Microsoft, onde estão essas e outras dicas.

 

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Claudia Woods concorre à vaga no Conselho da Web Analytics Association
Por Clecia Simões em 09 dUTC abril 2009, 02:04
 

Executiva da Predicta é a única representante brasileira indicada a integrar o conselho diretivo da associação. A eleição eletrônica ocorre entre os dias 27 de março e 10 de abril.

A disseminação e o crescimento do mercado de marketing online no mundo dependem, cada vez mais, do entendimento das necessidades da audiência desse potente canal de comunicação. A Internet é o único meio onde tudo pode ser medido, interpretado e transformado em aprendizado para melhorar constantemente a experiência do consumidor. E isso só é possível graças à indústria de Web Analytics, que fornece as ferramentas necessárias para identificar cada passo do comportamento das pessoas que navegam na web.

Com o propósito de contribuir de forma ativa com a evolução global desse segmento, a Webanalytics Associations (WAA) foi constituída em 2003 e desde então se tornou a única associação mundial interlocutora entre empresas, fornecedores profissionais e organizações que utilizam esse tipo de serviço. O seu corpo diretivo é formado por representantes das principais empresas que atuam nesse mercado.

Pela primeira vez, uma brasileira foi convidada a concorrer ao novo conselho diretivo da WAA, na eleição que acontece agora, entre os dias 27 de março e 10 de abril. Claudia Woods, diretora de marketing e inteligência da Predicta, é a única representante do País na eleição e concorre com oito renomados profissionais do setor na categoria Vendor, que representa os fornecedores de serviços de Web Analytics.

Claudia ficou lisonjeada com a indicação e acredita que pode agregar competências relevantes ao Conselho, já que possui experiência de 10 anos no segmento e atua como membro ativo da Interactive Advertising Bureau Brasil e é tutora do WebAnalytics Certificate Course, da Universidade da British Columbia.

“Se tivesse que resumir em uma única palavra qual é o principal desafio da WAA para os próximos dois anos, diria que é sincronia. Observei durante todo esse tempo em que trabalho no mercado que raramente existe sintonia entre as partes envolvidas em uma estratégia de comunicação online. Com interlocutores trabalhando em níveis diferentes de conhecimento e sofisticação é praticamente impossível implementar idéias realmente inovadoras”, afirma.

Segundo Claudia, por se tratar de uma associação internacional criada nos Estados Unidos, a WAA precisa evoluir sua presença internacional e contar com a visão de profissionais de outros mercados.

“Essa troca não tem preço. Nos dá a oportunidade de usar a experiência do mercado americano, já tão desenvolvido, para ajudar países que estão crescendo nesse segmento como nós. Por representar uma empresa líder no mercado de Web Analytics latino-americano, acredito que tenho experiência e vontade para ser a voz local da WAA, já que entendemos as necessidades desse mercado na região e conhecemos bem a realidade mundial,” complementa.

O principal objetivo da executiva da Predicta na WAA é amplificar a visão sobre a utilização das ferramentas de Web Analytics.

“Quero mudar a forma como as empresas enxergam o mercado. Os profissionais ainda não entenderam o poder dessa ferramenta, que faz muito mais que medir e pode realmente ajudar na otimização de investimentos, redução de custos e a melhorar a experiência do consumidor” finaliza.

A votação será eletrônica e os membros da WAA receberão a cédula via e-mail. Os profissionais eleitos atuarão na associação pelos próximos dois anos.

Mais detalhes no site da Webanalytics Associations (WAA): Vendor Nominees 2009.

 

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Usando datas especiais para relacionamento
Por Fred Pacheco em 01 dUTC abril 2009, 05:04
 

O Google e suas infinitas empresas têm a hábito de customizar seus layouts em cada data especial ou comemorativa.

Hoje, primeiro de abril, não poderia ser diferente. O Youtube recebia seus usuários ao contrário:

primabril-v1.jpg

E na página de help ainda sugeria alternativas para seus usuários assistirem o vídeo com conforto: pendurar o monitor de ponta-cabeça; dobrar o pescoço ao contrário; ou mudar-se para a Austrália.

primabril-v2.jpg

 

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UPA articula a criação do Usability BoK
Por Rodrigo Polacco em 27 dUTC março 2009, 05:03
 

Usabilidade será a bola da vez, a exemplo do que aconteceu com a gestão de projetos. Vem aí o Usability Body of Knowledge e você pode influir se quiser.

Em 2000, a preocupação das empresas era ter um site e em alguns casos fazer parceria com um portal, que seria responsável por aumentar a visibilidade e mensurar os resultados.

Com o estouro da bolha em 2001, o mercado de forma geral ficou um pouco estagnado. Mas como a internet é um ambiente em expansão, continuou crescendo à taxa de dois dígitos, tornando-se mais relevante.

Até que em 2004 a preocupação migrou de ter um site para a de mensurar os resultados e entender melhor o comportamento do usuário dentro do site.

O mercado seguiu evoluindo e no final de 2005, início de 2006, o marketing de links patrocinados se tornou uma febre pela perspectiva de aumento de audiência a baixo custo. Ainda em 2006, mais para o final do ano, a importância da otimização para o site se posicionar melhor na busca orgânica entrou no radar das empresas e SEO foi a onda do momento.

Com o aumento do tráfego e mensuração dos resultados a necessidade que surgiu foi a de melhorar a experiência do usuário dentro do ambiente receptivo. Assim, ferramentas que fazem A/B testing, testes multivariados e projetos de usabilidade começaram a proliferar e tomar conta do mercado.

Esta semana recebi um e-mail da UPA (Usability Professional Association) com uma novidade que promete desmistificar e ajudar na disseminação de boas práticas de usabilidade, a criação do Usability BoK (Usability Body of Knowledge).

A proposta é criar uma referência viva que represente o conhecimento coletivo da profissão usabilidade e que seja uma referência na definição do âmbito da profissão, seguindo os mesmos passos da gestão de projetos anos atrás que culminou na criação do PMBoK.

Para participar da criação do Usability BoK precisa ser membro da UPA.

Mais detalhes no site do Usability Body of Knowledge.

 

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EWD e ETI juntos
Por Clecia Simões em 26 dUTC março 2009, 09:03
 

O EWD (Encontro de Webdesign) e o ETI (Encontro de Tecnologia da Informação) serão um evento único.

A primeira edição deste ano terá início no Rio de Janeiro, dia 28/03 (sábado), no Centro de Convenções SulAmérica e seguirá para mais oito cidades nos próximos meses.

  • Conteúdo Espaço Design: entretenimento (conceitos e cases), interfaces ricas, inovação digital e redes sociais.
  • Conteúdo Espaço Tecnologia: CMSs livres, arquitetura Java, aplicações ricas (Flex e Air), desenvolvimento ágil e RoR.
  • Conteúdo Espaço Oficinas: emprendedorismo e WordPress.

A Arteccom oferece um desconto especial no ingresso para quem ler esse post e enviar e-mail para publicidade@arteccom.com.br com o título “desconto para parceiros”.

 

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A crise vai desacelerar o crescimento do marketing digital
Por Rodrigo Polacco em 23 dUTC março 2009, 04:03
 

Saiu no último dia 16 de março os resultados e previsões de 2009 do IAB. O documento preparado pelo comitê de métricas do instituto traz diversas informações sobre o mercado de internet brasileira.

Um dos destaques do documento é a projeção do faturamento da internet que para 2009 ficou em R$ 987 milhões. O crescimento de 30% projetado representa uma desaceleração de 15 pontos percentuais se compararmos com o crescimento médio apresentado em 2007 e 2008. Sinal de que a marolinha do Lula já está começando a fazer efeito na internet.

A boa notícia é que o mercado de marketing digital irá crescer. Afinal, em anos de crise as empresas costumam cobrar mais eficiência de suas agências e o mercado digital é ambiente mais propício em mostrar resultados.
previsao_iab_2009.jpg

Outros destaques da apresentação são:

  • A internet brasileira já atinge 62,3 milhões de usuários deve fechar o ano atingindo aproximadamente 1/3 da população brasileira com 68,5 milhões de usuários;
  • As vendas de PCs superaram em 50% as vendas de TVs;
  • 39% da classe C já acessa a internet, tornando-se a classe que mais com maior adoção ao meio;
  • 83% dos acessos residenciais à internet são via banda larga.

Namastê!

 

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CMMi e Scrum são compatíveis?
Por André Barros em 19 dUTC março 2009, 10:03
 

O CMMi, sigla para Capability Maturity Model Integration, é definido como um modelo de referência que contém práticas necessárias à maturidade em áreas/disciplinas específicas, como engenharia de sistemas, engenharia de software, desenvolvimento de processo, entre outros (fonte: wikipedia, br).

Trocando em miúdos, define um conjunto de boas práticas de gerenciamento para o processo de desenvolvimento de software.

Parte-se da premissa de que a qualidade do produto final (os sistemas entregues) está diretamente ligada à maturidade do processo responsável por sua construção. Embora tenha perdido parte de sua popularidade, o CMMi continua importante, em especial para fábricas de software, pois diversas organizações somente adquirem software ou serviços relacionados de empresas com certificação nível 3 – entre elas o governo americano, possivelmente um dos maiores compradores de software do mundo.

Scrum, por sua vez, é uma metodologia de gerenciamento ágil de projetos, que vem ganhando ampla adesão da comunidade e empresas ligadas ao processo de criação de software. Entre outras razões, destacam-se os resultados obtidos, além da simplicidade do processo.

É considerado um dos métodos “light”, pois possui poucas práticas e controle, quando comparado a métodos mais “tradicionais”. A pergunta que fica é: é possível para uma organização adotar as práticas do Scrum e ainda assim obter o grau de CMMi? O método é suficiente para obter a certificação?

O CMMi é dividido em níveis de maturidade. Quanto mais avançado em seus níveis, mais estável é o processo de desenvolvimento da organização e maior o seu grau de maturidade. De forma resumida:

  • Nível 1: processo ad-hoc. Não definido, não existe um processo claro de desenvolvimento. Nesse nível, os resultados não podem ser previstos.
  • Nível 2: processo repetido. Nesse nível, um processo inicial é definido e seguido sempre.
  • Nível 3: processo definido. Aqui o processo é claramente definido; suas entradas, etapas e saídas estão claras, e ele é seguindo sempre.
  • Nível 4: gerenciado. O processo é medido e são tomadas ações corretivas (gerenciamento).
  • Nível 5: melhoria continua. O processo inclui, em si mesmo, revisões frequentes, com o objetivo de otimizá-lo continuamente.

.

No início o CMMi foi relacionado ao modelo tradicional de desenvolvimento de software, ou “waterfall”. Essa comparação, embora natural, não é uma restrição do modelo. Se compararmos os níveis de maturidade do CCMi com as práticas previstas no Scrum, começando pelo nível 2, veremos que ele atende muitos dos requisitos previstos:

Nível 2 – processo repetido

Ao adotar Scrum como metodologia, a organização passa automaticamente a contar com um processo sobre o qual operar.

As reuniões de planejamento de releases servem para construir uma visão para o projeto, bem como definir os objetos e o produto final, ainda que em alto nível, sem o grau de detalhamento previsto em outras metodologias.

As reuniões de planejamento de Sprint definem ou reavaliam prioridades, decisões e soluções adotadas, adaptando o projeto à realidade corporativa, que está em constante evolução.

As reuniões diárias servem como ponto de comunicação constante entre os membros da equipe, realinhando e adaptando o projeto em uma base diária.

Nível 3 – processo definido

Da mesma forma, Scrum passa a ser o processo definido para a organização. Entretanto, será necessário (re)definir as práticas de engenharia de software que serão aplicadas – Scrum é um método para gerenciamento de projetos e não prevê organicamente nenhuma dessas práticas. Para atingir esse estágio, será necessário complementar o processo, com a ajuda da(s) equipe(s), já que a metodologia é empírica.

Nível 4 – processo gerenciado (quantitativo)

Existem poucos controle “formais” previstos no Scrum, destacando-se o burndown chart, que permite avaliar a taxa de “consumo” do backlog, tando dos sprints como dos releases. Além disso, é possível medir a velocidade da equipe, a taxa com que ela consegue entregar software completo e funcional (itens do backlog).

Com isso em mãos, é possível tomar medidas corretivas e buscar aumentar a velocidade – ferramentas, automação de processos repetitivos etc., que são a chave para o próximo nível.

Fica a critério da organização definir controles e métricas adicionais que julgar necessários. Vale lembrar, contudo, que a maioria dos controles do Scrum ocorre nas diversas reuniões previstas, de maneira mais informal. Esses checkpoints se configuram como as melhores fontes de informação para identificar se o projeto está nos trilhos.

Nível 5 – melhoria continua

Sprint Review e Sprint Retrospective são previstos como momentos para apresentar o trabalho desenvolvido e para que a própria equipe encontre métodos para melhorar o trabalho, baseado na experiência passada, respectivamente. As lições aprendidas devem ser registradas, devem passar a fazer parte da base de conhecimentos da empresa e transmitidas aos demais times. Com essas informações, a gerência e o próprio time podem tomar medidas que ampliem a capacidade de resposta do time, melhorem a qualidade e eliminem processos desnecessários.

Em seu livro Agile Projet Management with Scrum, Ken Schwaber faz um breve comparativo entre algumas das KPAs (key practice areas) dos niveis dois e três do CMMi e as práticas do Scrum, que reproduzo aqui. Uma marca simples significa aderência parcial, uma dupla significa aderência completa:

Level – Key Process Area – Rating

2 – Requirements management – **
2 – Software Project planning – **
2 – Software Project tracking and oversight – **
2 – Software subcontract management – **
2 – Software quality assurance – **
2 – Software configuration management – *
3 – Organization process focus – *
3 – Organization process definition – *
3 – Training program – *
3 – Integrated Software management – *
3 – Software product engineering – **
3 – Intergroup coordination – **
3 – Peer review – **

O que não está previsto no método – práticas de engenharia de software – são as principais adaptações que deverão ser incluídas pela organização. Essas práticas deverão provir das melhores práticas de arquitetura, complementadas com a experiência da equipe, obtida de forma empírica. Quando definidas, devem ser comunicadas, reforçadas e medidas pela gerência.

Uma combinação das práticas do Scrum (para projetos) e de XP (Extreme Programming), para complementar a engenharia de software, pode ajudar. Para níveis de maturidade superiores ao três, contudo, diversos novos processos de controle deverão ser adotados, tanto técnicos quanto gerenciais.

Conclusões

O que vimos é que Scrum pode fornecer o arcabouço sobre o qual construir (e evoluir) o gerenciamento de projetos de software, com algumas adaptações, sendo em uma primeira análise, compatível com a maioria dos processos do CMMi, ao menos até o nível 3.

Acima desse nível (4 e 5) serão necessárias diversas adaptações, incluindo novos processos e controles – de engenharia de software como de gestão. Valerá uma análise de custo-benefício com relação à adoção dessas práticas complementares. O desafio, como sempre, é manter a flexibilidade e agilidade, com a organização necessária para garantir a qualidade do produto final.

Mais sobre Scrum na Wikipedia.
Mais sobre CMMi na Wikipedia (em inglês).

 

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Escalando projetos com Scrum
Por André Barros em 26 dUTC fevereiro 2009, 10:02
 

Scrum é uma metodologia de gerenciamento ágil de projetos que vem ganhando popularidade nos últimos anos. É utilizada principalmente em projetos de desenvolvimento de software, onde o grau de incerteza e a variação de escopo tendem a ser altos.

Assim como a maioria dos métodos ágeis, Scrum funciona melhor com times relativamente pequenos, de até sete ou oito integrantes. Isso se deve em grande parte ao fato de que a comunicação direta e constante é um dos fundamentos do método.

Quando o time cresce acima desse limite – que é empírico, como tudo no Scrum – o esforço de comunicação começa a se tornar gradativamente maior, as informações tendem a fluir mais lentamente e começa a ser necessário empregar outros mecanismos para garantir que os stakeholders recebam as informações de que necessitam. Em resumo, a eficiência começa a cair gradativamente.

Considere ainda que, em diversos projetos, não é possível ter todo o time compartilhando o mesmo ambiente físico. Em alguns casos, as equipe podem estar inclusive em países e fusos horários diferentes, o que dificulta ainda mais a comunicação e interação entre os integrantes da equipe.

Uma das soluções propostas por Ken Schwaber, um dos criadores do Scrum, em seu livro “Agile Project Management with Scrum” (que recomendo fortemente) para aplicar a metodologia em equipe maiores é o chamado “Scrum of Scrums”.

Em resumo, significa quebrar o time em equipes menores, multi-disciplinares, evitando assim os “silos de competências”. Esses times menores, que estarão dentro do limite de integrantes recomendado, devem ser auto-suficientes, no sentido de serem capazes de entregar conjuntos completos de funcionalidade a cada sprint.

Para sincronizar os esforços dos diversos times, os Scrum Masters de cada equipe devem se reunir em uma reunião equivalente a “Daily Meeting” – participam apenas os representantes de cada time e o Scrum Master principal.

Nessa reunião também se aplicam os mesmos princípios da original: os representantes de cada time dizem o que foi realizado desde a reunião anterior, em que irão trabalhar até a próxima e o que está impedindo-os de realizar seu trabalho ou obter o máximo desempenho.

Para auxiliar as diversas equipes é recomendado que exista a figura do Scrum Master central. Este herda as mesmas atribuições dos Scrum Masters no Scrum tradicional, mas seu compromisso é relativo ao conjunto dos times. Por exemplo, se diversas equipes reportam problemas com o ambiente de homologação, é seu papel conseguir (de alguma forma) que esse impedimento seja removido. As retrospectivas, que ocorrem no final de cada sprint, também devem ser realizadas de forma semelhante, com os representantes de cada time.

Para isso, algumas condições devem ser observadas. Em especial, o projeto deve ser passível de ser dividido em funcionalidades e essas distribuídas aos diversos times, o que nem sempre é simples. É preciso também criar uma arquitetura inicial, padrões e práticas claras de engenharia, de forma a evitar que o sistema se torne uma colcha de retalhos.

Em seu livro, Ken menciona algumas equipes que utilizaram, com sucesso, um “Sprint Zero”, onde especialistas (engenheiros seniores) foram responsáveis por criar uma arquitetura inicial, além de definir os padrões que seriam utilizados no restante do projeto.

Nos sprints seguintes, cada um dos diversos times que foram formados recebeu pelo menos um dos integrantes do Sprint Zero, que se tornou responsável por disseminar o conhecimento da arquitetura e garantir a aderência das novas funcionalidades desenvolvidas aos padrões e práticas de engenharia de software. Esses integrantes se tornaram a ponte para disseminar a visão comum do projeto entre os times.

É claro que coordenar os esforços de um conjunto de equipes tende a ser um desafio maior do que em times simples – e exigirá deles, do Scrum Master e Product Owner as conhecidas adaptabilidade, flexibilidade e criatividade tão conhecidas no Scrum.

Caberá ao time do projeto bolar soluções para os problemas que surgirem, não apenas nas questões técnicas, mas também em aspectos como comunicação e integração, fatores críticos ao sucesso de qualquer projeto, e em especial para equipes geograficamente separadas.

Soluções criativas como blogs, wikis, programas de mensagens instantâneas podem auxiliar bastante. Existem opções gratuitas para todas essas ferramentas. Pessoalmente, recomendo ainda que a reunião diária seja realizada utilizando uma ferramenta de videoconferência, ou no mínimo, com um conference-call. Uma conversa de alguns minutos pode eliminar algumas dezenas de e-mails.

 

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Taxas de conversão no e-commerce acima de 20%?
Por Rodrigo Polacco em 28 dUTC janeiro 2009, 02:01
 

Para quem está procurando dados sobre conversões, o Bryan Eisenberg acabou de colocar em seu blog as dez maiores taxas de conversão dos sites de e-commerce nos EUA.

A informação é calculada baseada no painel da Nielsen Netratings e o mais impressionante são as taxas de conversão superiores a 19%. Segue o ranking publicado no blog dele:

  1. ProFlowers 31.1%
  2. LL Bean 25.7%
  3. Amazon 23.7%
  4. VitaCost 23.0%
  5. Coldwater Creek 22.4%
  6. QVC 21.1%
  7. Roamans 20.4%
  8. Office Depot 20.2%
  9. LandsEnd 19.3%
  10. Victoria’s Secret 19.2%

Fonte: Nielsen Online, Marketing Charts

Ele também publicou outras informações de varejo baseadas num estudo da Coremetrics:

  • Page Views Per Session 12.01
  • Product Page Views Per Session 2.99
  • Average Time on Site (in seconds) 503.01
  • Average Items/Order 4.76
  • Average Order Value $124.48
  • Shopping Cart Conversion Rate 38.16%
  • Shopping Cart Abandonment 61.84%
  • New Visitor Conversion Rate 2.69%
  • On-site Search Session 18.97%

Fonte: LIVEmark Benchmarks US da Coremetrics (PDF). Veja também benchmarks do Reino Unido em pdf.

Mais no FutureNow: Top 10 Online Retailers by Conversion Rate: December 2008.

 

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Sample Lab: loja japonesa dá produtos em troca de avaliação
Por Fábio Fregni em 27 dUTC janeiro 2009, 09:01
 

Que tal entrar em uma loja, escolher alguns produtos e sair sem pagar?

Esse foi a forma que a Sample Lab criou para testar os produtos de alguns fabricantes. Baseado no conceito de amostra grátis, os consumidores podem levar para casa produtos recém-lançados ou que ainda nem foram para o mercado.

Cada cliente pode pegar até cinco produtos por mês e essa quantidade pode se estender dependendo do acúmulo de pontos.

Porém isso não é tão simples assim – a loja não está aberta ao público em geral. Para ser membro você precisa se cadastrar, pagar uma taxa de adesão (¥ 300) e uma anuidade que gira em torno de ¥ 1 mil.

Além disso, os consumidores preenchem uma pesquisa sobre os produtos testados, fazendo com que as empresas identifiquem melhor seu público e suas preferências de consumo.

Boa parte do público que frequenta a loja é composto de pessoas antenadas com o que há de mais novo no mercado (os formadores de opinião), que espalham as novidades por livre e espontânea vontade.

Site da Sample Lab, em japonês.

samplelab.jpg

 

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