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A Nokia vai tentar abafar Apple e outros rivais com uma gama de produtos touch.
A prova disso é o novo Nokia 5800.
Mesmos cantos arredondados, tela parecida e software que opera com o toque de um dedo.

Especialistas dizem que o 5800 tem uma melhor câmera, incluindo uma lente Carl Zeiss. Na Internet o seu navegador pode manipular arquivos Flash, que o iPhone não pode. E ele vem com GPS de navegação (como fazem os mais novos iPhones).
A Nokia vai lançar os produtos simultaneamente em todo o mundo, explorando um sistema de distribuição que nem a Apple nem qualquer outro concorrente pode igualar. O 5800 pode lidar com 60 línguas diferentes que abrangem 90% da humanidade e estará nas lojas em todo o globo.

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Um episódio inesperado mistura falta de segurança, invasão de privacidade, erro de funcionário, miopia da empresa e levanta algumas questões sobre proteção de senhas.
Com André Barros
Não sei se você chegou a tomar conhecimento, mas no final de agosto um banco inglês trocou a senha de um cliente – provavelmente por considerar imprópria a senha escolhida. Bizarro, não?!
Segundo matéria no BBC Brasil, o cliente havia escolhido a senha “Lloyds é uma porcaria” como seu código de segurança para realizar transações bancárias e acabou tendo sua senha alterada para “não é não” por um funcionário do banco.
Mas como assim, um funcionário do banco alterando sua senha?
Essa história aconteceu com Steve Jetley, que mora na cidade de Shrewsbury, ao norte da Inglaterra, que escolheu a senha que criticava o banco após ter um problema com um esquema de seguro de viagens associado à sua conta.
Ao tentar acessar a conta no serviço bancário pelo telefone sem sucesso, ele acabou descobrindo que sua senha havia sido alterada. Ao passar a informação pelo telefone a uma funcionária, ela disse que a senha não estava registrada no sistema do banco.
Após pedir para a funcionária trocar novamente a senha para a original, “Lloyds é uma porcaria”, ele teve seu pedido negado com a alegação de que o código não era “apropriado”.
Teve outras tentativas fracassadas de solicitações para alterar a senha quando propôs “Lloyds é um lixo”, “O Barclays é melhor” e “censura”.
O Lloyds se desculpou ao cliente em um comunicado afirmando que os funcionários envolvidos não trabalhavam mais para a empresa.
Debatendo a questão com alguns amigos, levantamos algumas fragilidades que podem impactar na imagem da marca como:
- 1. Essa empresa está realmente preocupada com a satisfação de seus clientes? Parece uma loucura falar disso em 2008, mas aparentemente a reação da empresa foi só após a notícia ter sido publicada. Será que a senha “Lloyds é uma porcaria” não passa algum recado?
- 2. Até que ponto foi invasão de privacidade? Não sei se quero que um funcionário do banco saiba minha senha. Será que este funcionário não poderia testar se eu uso algum padrão de senha tentando acessar uma conta em um outro banco?
- 3. Ainda na linha de não se preocupar com a satisfação, cogitamos que o caso passa uma imagem de empresa arrogante, pois a funcionária estava mais preocupada em arrumar algum motivo para justificar que o cliente não ia poder usar uma senha “imprópria” do que saber quais foram os motivos que levaram seu cliente adotar aquela postura. Será que o cliente queria chamar a atenção da empresa para algum problema? Eu acho que sim!
- 4. O funcionário ignorou que sua ação poderia causar um mal-estar a marca, ignorou o fato de que a internet é um canal aberto de comunicação entre P2P que ocorre nas redes sociais, blogs e todo buzz instantâneo nos twitters e MSNs que ocorrem num segundo pelo mundo. Um amigo que admiro muito, Romeo Busarello, tem uma definição perfeita para a internet como canal de comunicação. Segundo ele é o canal “Fale como todo mundo” e com certeza neste momento tem muita gente com nostalgia dos bons tempos do canal exclusivo empresa cliente, o antigo “fale conosco”.
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Para mim o mais bizarro foi pensar que as senhas podem estar armazenadas como “string” na internet e por isso, pedi a um amigo meu da Predicta, André Barros, nosso gerente de tecnologia que nos explicasse um pouco mais as questões de segurança relacionadas a confidencialidade da senha.
Segundo André, ao analisamos a segurança de uma aplicação/serviço web, um dos pontos a considerar é o armazenamento de senhas “abertas” em banco de dados. Isso pode ser identificado quando no serviço de troca de senhas, disponíveis em 100% dos sistemas, sua senha anterior é exibida para você. Se isso ocorre, desconfie, pois é sinal que o serviço armazena sua senha diretamente, sem nenhuma criptografia.
Outra forma de identificar o problema ocorre quando você recebe sua senha anterior por e-mail. Se considerarmos que grande parte dos usuários utiliza a mesma senha para diversos serviços, essa questão torna-se ainda mais relevante.
O método mais comum utilizado para evitar esse problema é a utilização da técnica de hash. A senha informada pelo usuário é submetida a um algoritmo, que a transforma para uma seqüência de caracteres, e essa sim é armazenada no banco de dados.
Quando o usuário efetua login na aplicação o mesmo processo é realizado com a senha informada, e os dois hashs são então comparados. Se baterem, a senha confere. Esses algoritmos têm por característica funcionarem apenas em um sentido, ou seja, com o hash não é possível chegar à senha original – ou ao menos, é muito difícil, em termos computacionais.
Para o usuário, a melhor indicação de que o site segue as recomendações é quando ele sempre pede para fornecer sua senha antiga para validação no processo de troca, mas claro, sem exibi-la para você. Na seqüência é gerada uma senha aleatória, que é enviada para o e-mail cadastrado.
Leia mais sobre o caso na BBC Brasil: Banco inglês troca senha malcriada de cliente
Referências sobre senhas, políticas e melhores práticas na Wikipedia: Password
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Estivemos lá: acompanhe os destaques do SunTechDays, realizado em São Paulo, em 29 e 30 de setembro.
No mundo Java, sempre tema principal do evento, a Sun continua suportando fortemente tecnologias como JSF (JavaServerFaces) e EJB3. Seguindo a tendência apresentada no JustJava, os WebServices RESTful também vem ganhando força, com apoio de frameworks e adoção pela comunidade, se mostrando uma solução viável para a grande maioria das aplicações web, nas quais requisitos como transações e segurança não são tão críticos.
No mundo do desenvolvimento web 2.0, soluções como o JQuery, Dojo e Comet prometem simplificar bastante a vida dos programadores que tem que lidar como tecnologias Ajax e escrever código JavaScript.
Do lado da JVM, foram apresentadas algumas mudanças previstas para a próxima versão e alguns mecanismos para monitorar e melhorar o desempenho das aplicações. O IDE da Sun, o Netbeans, também foi bastante discutido – praticamente todos os demos foram realizados sobre essa plataforma – seu suporte a novos frameworks e mesmo novas linguagens. O ambiente de desenvolvimento em sua última versão já conta com suporte completo ao desenvolvimento de aplicações Ruby e JRuby e para a próxima, foi prometido suporte a PHP.
E nem só de Java vive o SunTechDays. Além das sessões sobre a plataforma da Sun, foram apresentadas também temas envolvendo o banco de dados MySQL, recentemente adquirido pela companhia, e que em breve deverá contar com suporte local no Brasil, da própria Sun. Essa sempre foi uma dos principais barreiras levantadas pelas empresas para adoção do produto.
Solução de virtualização (bastante interessante, por sinal), o VirtualBox, produto simples e gratuito permite executar vários sistemas operacionais simultaneamente (um em cada janela, claro). É uma opção viável para quem quer testar novos ambientes sem ter que montar múltiplos boots, ou ainda para os desenvolvedores que precisam testar suas aplicações em SOs diferentes.
Também foi apresentado o projeto Zembly, iniciativa interessante da Sun, que permite a desenvolvedores (e não desenvolvedores) combinarem aplicativos de redes sociais, como o Meebo e o Facebook, criando seus próprios serviços e disponibilizando para a comunidade, sem custo.
Esses foram pontos em destaque. Novamente não foi possível acompanhar todas as sessões – foram três linhas de palestras simultâneas, uma com foco em Java, outra sobre MySQL e produtividade e a terceira sobre OpenSolaris.
Este mês vamos participar do Software Summit, evento focado em desenvolvimento, que vai ocorrer no Colorado, USA, entre os dias 19 e 24 de outubro. Novidades em breve.
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Cloud computing é um modelo de computação em que os dados, arquivos e aplicações ficam em servidores virtuais, acessíveis através de uma rede.
É interessante para empresas, pois simplifica o investimento em infra-estrutura, já que a empresa paga pelo uso dos serviços (máquinas, rede, processamento, memória etc), sem a necessidade de comprar servidores “fisicos” e arcar com custos de datacenter.
Outra vantagem é poder crescer com o sistema. Em alguns minutos, pode-se ter um (ou mais) servidores (virtuais) novos, com as configurações que forem necessárias, rodando sua aplicação e aumentando a capacidade de resposta.
Esse serviço já vem sendo oferecido por players como Google e Amazon. Agora, a Microsoft entra no jogo.
Dentro de um mês, deve revelar ao mercado o “Windows Cloud”, sistema operacional ainda sem nome, voltado para desenvolvedores que atuam com aplicações de cloud computing (computação em nuvem).
Segundo Steve Ballmer, o CEO da Microsoft, há planos de acelerar a oferta de software como serviço e a Microsoft está trabalhando em uma tecnologia que vai permitir que usuários façam edições online de documentos. O sistema não tem relação com o Windows 7, sucessor do Windows Vista.
“Queremos softwares mais poderosos do que aqueles que rodam no navegador”, respondeu Ballmer, quando perguntado sobre uma concorrência com o Google Docs.
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As redes sociais continuam mostrando fôlego. Nessa segunda-feira, foi apresentado no SunTechDays, em São Paulo, o Zembly, plataforma que permite aos desenvolvedores (e mesmo não desenvolvedores) criar e combinar pequenos aplicativos para redes sociais e ainda adicionar novas funcionalidades.
O novo serviço fornece um ambiente para desenvolvimento (próximo aos IDEs, dos desenvolvedores), mas diretamente na web – os aplicativos devem ser desenvolvidos em Javascript. Existe também funcionalidades para testes e depuração diretamente na ferramenta, além da hospedagem gratuita.
Usando uma API fornecida, o desenvolvedor pode integrar serviços disponíveis no Facebook, Meebo e integrá-los com iPhone apps, Google gadgets, widgets e outros.
Segundo Sang Shin, evangelista da Sun e palestrante no evento, o serviço pretende ser um “wikipedia para redes sociais”. Essa afirmação é confirmada diretamente na homepage do próprio site.
Ainda segundo Sang, o serviço, hospedado pela própria Sun, ainda está em estágio de beta. Questionado sobre novas funcionalidades, como a possibilidade de armazenamento de dados, ele afirma que “o serviço irá evoluir conforme a necessidade e uso da comunidade. Entretanto, os próprios desenvolvedores poderiam desenvolver um serviço de armazenamento como esse e disponibilizá-los para outros usuários”.
Fica a idéia: que tal um serviço como esse hospedado no Cloud do Google?
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Scrum é um método de ágil para gerenciamento de projetos. Como a maioria dos métodos ágeis, ele foi baseado no manifesto ágil, de 2001. Segundo o próprio nome, um dos objetivos principais é trazer agilidade para o gerenciamento de projetos, aumentando o nível de resposta a mudanças.
Aplicado inicialmente no desenvolvimento de software, área onde tradicionalmente os projetos sofrem constantes mudanças de escopo, devido a mudanças no ambiente de negócios, inovações, legislação, concorrência e outros fatores, Scrum vem sendo aplicado em outras áreas, atingindo bons resultados, na maioria dos casos.
Ainda assim, implantar Scrum nem sempre é uma tarefa simples. Diversos fatores contribuem para simplificar ou, em alguns casos, complicar o processo. No mínimo, são pontos que precisam de atenção. Entre eles, vale destacar:
Síndrome da bala de prata. Não existe solução mágica! Saiba reconhecer se Scrum é o método mais adequado para o seu projeto ou organização, entendendo quais situações onde ele se aplica melhor e tem os maiores benefícios.
Projetos de inovação, com alto grau de mudanças, escopo não muito bem definidos ou que precisam de resultados no curto prazo são fortes candidatos.
No outro extremo, situações em que existem fortes requisitos contratuais, amarrando fortemente prazos e escopo – ou quando a organização já possui maturidade e experiência com projetos semelhantes (implantações de sistemas, por exemplo) – podem ser candidatos para uma abordagem mais “tradicional”.
Prazo de entrega e custo dos projetos. Uma das criticas comuns ao Scrum é que não existe uma data para o término do projeto. Embora seja sim possível ter estimativas com Scrum, aqui existe a necessidade de uma mudança de paradigma.
Toda estimativa, seja de prazo ou de custos, por mais realista e bem feita que seja, ainda é uma estimativa, possui uma margem de erro e fatores de riscos associados. Algumas abordagens mais tradicionais de gerenciamento de projetos tentem a se proteger das mudanças, criando processos, às vezes complicados ou mesmo burocráticos, para tornar alto o custo da mudança.
Métodos ágeis tratam a mudança como parte natural do processo, onde a mudança e o aprendizado da equipe e do cliente levam a um produto final melhor. A equipe se compromete com aquilo que vai realmente entregar e nada além. À medida que essas entregas são realizadas com sucesso, o cliente vê o resultado e adquire confiança de que a equipe pode não prometer com tudo o que ele deseja, mas entregará aquilo com o que se comprometer. É um começo, pois trabalhar com objetivos realistas é melhor do que a frustração de não alcançar esses objetivos. Ainda assim, pode não ser aplicável para todos os tipos de projetos.
Não despreze a engenharia de software. Outra critica comum ao Scrum, especialmente em desenvolvimento de software, é que com ele não existe documentação do projeto e / ou produto. Na verdade, Scrum é um método ágil de gerenciamento de projetos, que não restringe quaisquer outros tipos de atividades que podem e devem ser realizadas.
Qualquer que seja o método de gestão adotado, levantamento de requisitos, análise, projeto, codificação, testes e documentação devem estar sempre presentes, pois são disciplinas de engenharia de software, e embora não estejam formalmente previstas, a organização deve adotar seus próprios mecanismos para garantir a qualidade do produto.
A diferença fundamental é que todas essas disciplinas /atividades são realizadas em ciclos menores (sprints), e de forma incremental.
Gerentes funcionais. Outra questão que deve ser considerada é a posição do gerente funcional no Scrum. A equipe passa a ter autonomia para definir o que será e o que não será desenvolvido em cada sprint e o papel do gerente funcional pode mudar consideravelmente quando isso acontece. Na maioria dos casos, ele não define mais o cada funcionário fará e passa a atuar mais como facilitador, provendo os recursos necessários para que a equipe alcance os resultados do projeto, ajudando os scrum masters na realização de seu trabalho de remoção de impedimentos.
Nesse sentido, passa a ter um papel menos ligado as atividades diárias, e mais ligado ao desenvolvimento dos profissionais, aumentando a capacidade de resposta da própria equipe. Alguns gerentes podem resistir a esse tipo de mudança, encarando como perda de influência, e por isso essa questão precisa ser muito bem alinhada, com uma clara (re)definição de papéis.
Mantenha a disciplina sempre. O Scrum não possui muitos processos de controle e mesmo as reuniões previstas tem objetivos muito bem definidos. A reunião diária foi desenhada para ser a mais objetiva e rápida possível (15 minutos, no máximo).
Ainda assim, é importante garantir que os (poucos) processos sejam seguidos, para que os resultados sejam mantidos no longo prazo, para que impedimentos sejam levantados e removidos, para que exista o canal de comunicação constante com o cliente, e para que ocorra a evolução do próprio processo.
Após a fase inicial, existe uma tendência de “relaxar” em alguns processos, não realizar algumas reuniões, em especial quando o time trabalha muito próximo (times pequenos) e com grau de interação alto. Não caia nessa tentação, mantenha a disciplina.
Além desses pontos, algumas dicas podem ajudar no processo de implantação:
Capacite a equipe, crie uma base de profissionais qualificados. Uma forma simples de reduzir a resistência é capacitar pessoas chave que possam disseminar as práticas e conduzir a fase inicial de implantação. Esses agentes de mudança serão os primeiros scrum masters.
Comece simples, crie um case, mostre resultados. Dependendo da cultura da organização, pode ser difícil tentar mudar completamente o processo de trabalho. Começar com um grupo menor, ou mesmo com um projeto mais simples, mostrando os resultados atingidos, poderá facilitar a aceitação da mudança. Não tente fazer tudo de uma vez.
Adicione complexidade aos poucos. Se o grau de resistência à mudança for alto, é possível iniciar com algumas reuniões e práticas e incluir novos processos quando os anteriores forem assimilados pela equipe. Por exemplo, pode-se iniciar com reuniões de planejamento no inicio do sprint, mais reuniões diárias e uma reunião simples ao final do sprint, combinando review e retrospective.
Quando essas práticas forem assimiladas, novos processos podem ser introduzidos. Um dashboard, ainda que simples, dá visibilidade ao processo, e é altamente recomendável desde o inicio.
Busque apoio externo (treinamento / consultoria), quando possível.
Defina claramente o cliente. Defina o Product Owner e tenha certeza que ele representa os principais stakeholders e tem autoridade para tomar decisões: um grande desafio em alguns projetos é definir o cliente. Diversos stakeholders podem ter expectativas em relação ao produto final, e nem sempre essas expectativas estão alinhadas. Sempre que possível, defina alguém (Product Owner) que represente os interesses dos diversos stakeholders, alinhando e centralizando as expectativas sobre o que deve ser efetivamente entregue. Tenha esse elemento sempre próximo ao time e certifique-se de que ele tenha autoridade suficiente para tomar decisões.
Comunicação, comunicação, comunicação. Fato: com scrum, o número de reuniões aumenta muito. Também aumenta o grau de interação entre os membros da equipe e entre cliente e equipe. Mas a equipe pode e deve realizar suas próprias reuniões de planejamento técnico e todas as outras que forem necessárias. Importante também manter os stakeholders alinhados com a evolução dos sprints – o dashboard ajuda, mas as vezes não é suficiente. Use todos canais disponíveis para comunicar o projeto – e-mails, blogs, newsletters etc.
Mensure a velocidade da equipe. A cada sprint, a evolução do trabalho da equipe deve ser registrada, para que se possa ter uma noção clara do ritmo das entregas – se o objetivo será alcançado, ou se existe algum problema impedindo que o objetivo seja atingido. Esse histórico irá gerar uma base sobre a qual a própria equipe poderá melhorar com tempo, identificando gargalos e tomando ações de melhoria.
No planejamento, seja realista. Depois de alguns sprints, a equipe começa a enxergar melhor a sua própria capacidade de resposta. É sempre importante ter os pés no chão durante o planejamento, assumindo entregas que sejam desafiadoras, mas que a equipe seja realmente capaz de atingir. Nada mais frustrante que chegar ao final de um ciclo e não alcançar o objetivo definido.
Mais na Wikipedia: Scrum (development) e Agile Manifesto.
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Há um tempo eu escrevi sobre o GPS na vida noturna e as métricas em tempo real. Observo que a utilização do GPS está aumentando consideravelmente no mundo e novos serviços estão sendo criados em conjunto com outras tecnologias.
Quem tem GPS no carro ou em outros dispositivos, como Iphone ou Blackberry, sabe que ao dirigir é um grande incômodo ter que dividir a atenção entre a estrada e a pequena tela do dispositivo para acompanhar o caminho. É perigoso e pode gerar acidentes, inclusive.
Escutar instruções também é possível, mas muitas vezes elas não são precisas e acabam confundindo o motorista.
Para solucionar este problema, foi criado um produto inovador chamado Virtual Cable, que segundo o fabricante, é instalado sem alterar a aparência do veículo. Apesar de ainda não estar à venda (está em fase de protótipo), creio que ele tem um grande potencial para ser explorado.
O dispositivo simplesmente projeta uma linha vermelha no pára-brisas para que você possa segui-la. Incrível, não acha? Assim, você tem instruções precisas do caminho a ser traçado sem ter a necessidade de desviar a atenção da estrada. Isso em uma “tela” bem grande, de um modo simples, seguro e intuitivo.
Para dirigir à noite em rodovias escuras, o produto também parece ser uma ótima solução, pois mostra com antecedência as curvas, pequenas entradas e evita manobras perigosas no último momento.
Esta forma de orientação me lembra a história de João e Maria, na qual o garoto marcava o caminho na floresta jogando migalhas de pão para não se perder e saber o caminho de volta para casa. Artifício seguido também pelo pessoal da usabilidade, o famoso breadcrumb ou navegação estrutural.
Se o Virtual Cable consegue projetar algo no seu pára-brisas como uma linha vermelha, imagine só o que ele poderá fazer no futuro. Já pensou se você puder configurar suas preferências para buscar restaurantes, cinemas ou outros estabelecimentos mais próximos de você?
Muitos mashups também poderão surgir, como uma integração entre o Citysense e o Virtual Cable, ou seja, informações de redes sociais exibidas no pára-brisas do seu carro. Mas de forma discreta, lógico, pois o principal objetivo é chegar até o destino de forma segura.
Alguém tem alguma outra idéia? Realmente o céu é o limite!
Mais detalhes sobre a tecnologia utilizada no site do produto.
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A Akamai Technologies, uma caching server americana que acompanha boa parte do tráfego online mundial (10% – 20%) disponibilizou um serviço bastante interessante: monitora em tempo real sobre a densidade de tráfego de informação por região geográfica, latência de conexão de grandes cidades e a quantidade de ataques sofridos nas últimas horas.
Tudo fácil de acompanhar, principalmente pela utilização de “mapas de calor” que ajudam na análise dos dados.
Destaque à relevância do tráfego brasileiro não só na América do Sul, mas globalmente (levem em consideração o horário do gráfico):

Vale a pena também checar os painéis com a quantidade de hits e streams requisitados por cada região e os dados de tráfego por categorias: varejo, notícias e música!
Veja no site da Akamai: Real time web monitor.
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A Oracle estabeleceu parceria para disponibilizar a nova versão de seu banco de dados 11g Fusion Middleware no serviço de Cloud Computing da Amazon (EC2).
O anúncio foi feito segunda-feira, 22 de setembro, no Oracle Open World. Com isso, os usuários do serviço da Amazon poderão contar com um dos maiores players do mercado de banco de dados para suportar suas operações, usando licenças de software existentes no EC2, sem custo adicional.
Além disso, para simplificar a utilização do EC2, Oracle e Amazon desenvolveram as AMIs (Amazon Machine Images), produto e serviço que permite que os usuários criem novas máquinas virtuais com o 11g e Oracle Enterprise Linux em alguns minutos.
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Durante os dias 10 e 11 de setembro, a Predicta esteve presente no JustJava 2008, sétima edição de um dos maiores eventos da comunidade Java no Brasil.
O evento foi promovido pelo SouJava, principal grupo de usuários Java do estado de São Paulo, estado que tradicionalmente sedia o evento, em parceria com a Sucesu-SP e outras empresas e organizações.
O evento desse ano manteve a tradição de qualidade das palestras, em especial nos quesitos qualidade técnica, disponibilidade e acessibilidade dos palestrantes para trocar experiências.
Java e Scrum: metodologia de desenvolvimento
Não é possível comparecer a todas as palestras, pois ocorrem três sessões em paralelo, com temas variando entre iniciantes e avançados. Mas o público certamente não ficou decepcionado: a surpresa ficou por conta da inclusão de algumas palestras sobre metodologias de desenvolvimento ágil em um evento de Java – com destaque para as sessões sobre Scrum – o que somente reforça o sucesso que vem sendo alcançado no casamento entre esse método de gerenciamento de projetos e a tecnologia.
Foram apresentados alguns casos de sucesso, com destaque para as palestras do UOL e da Dell.
No UOL, o Scrum vem sendo implantado ao longo dos últimos dois anos (se considerarmos o momento em que os estudos foram iniciados). A estratégia adotada foi a capacitação dos times de desenvolvimento, com treinamento e consultoria de uma organização internacional de certificação.
Hoje, o UOL já conta com vários times de projeto rodando sobre o novo método, com excelentes resultados já alcançados na percepção dos clientes internos e no valor agregado para o negócio.
A Dell, por sua vez, apresentou um case bastante interessante, de equipes de projetos distribuídas em alguns países do mundo.
Situações como essa, cada vez mais comuns, exigem criatividade dos times e dos gerentes de projeto para lidar com questões como comunicação, expectativas dos usuários e fuso horário.
Por exemplo, para garantir que as reuniões diárias continuassem ocorrendo com todo o time, foram usados recursos como vídeo-conferência – embora o pessoal do Brasil tivesse que acordar às 3 da manhã para participar…
Também foram adotados softwares de apoio para coordenação das atividades, mas o bom e velho dashboard, com post-its foi mantido em alguns países.
Voltando para o Java em si, interessante notar o amadurecimento da tecnologia JSF (Java Server Faces). Várias empresas ainda resistem na sua adoção, em particular devido ao (ainda) sucesso da parceria Struts + tiles + validator, vovô do desenvolvimento MVC, que foi largamente utilizado há cerca de cinco anos e continua sendo base de diversos sistemas. Mas a adoção de JSF vem crescendo e a tecnologia já parece madura o suficiente para ser adotada em novos projetos, em grande parte devido ao apoio de organizações como Sun e JBoss, disponibilizando seu framework RichFaces, que se destaca como uma das principais implementações do mercado.
Nota também para a (excelente) palestra sobre Webservices REST, realizada pelo Rafael Pereira, da GlobalCode. Bom notar que hoje podemos contar com opções “light” para desenvolver serviços web simples, sem todo o overhead e complexidade que tradicionalmente as implementações de SOA trazem.
Claro, como foi observado pelo publico ao final da palestra, REST é indicado para contextos mais simples, onde requisitos como segurança e transações não sejam tão rígidos. Está longe de ser solução para todos os problemas, mas vem com o beneficio da simplicidade, e pode ser adaptado para a grande maioria dos cenários mais comuns, além de contar com suporte de alguns frameworks.
No mundo J2ME (mobile) fora apresentados temas como desenvolvimento para BlackBerry e redes sociais para celular. Nota triste ficou por conta do cancelamento da palestra sobre Cloud-computing, que foi substituída por uma interessante sessão sobre pequenas ferramentas/projetos que podem melhorar a produtividade das equipes de desenvolvimento. Vale conferir no site Java Tools.
Para o dia-a-dia dos desenvolvedores, diversas palestras apresentaram soluções para melhorar a confiabilidade do código e produtividade. Soluções para integração contínua, TDD (Test-driven development), construção de testes unitários além, claro, dos já tradicionais sistemas de controle de versão. Tudo integrado para criar um ambiente de desenvolvimento completo, com alta confiabilidade e produtividade das equipes.
Para aqueles que nunca participaram, fica como recomendação: as muvucas – sessões abertas que ocorrem ao final do dia e cujos temas são definidos pela própria platéia ao longo do evento – são ótimas oportunidades para troca de experiências e networking, devido ao clima informal.
Estivemos presentes nas sessões sobre desenvolvimento ágil – o primeiro dia foi tão legal que continuamos no segundo – e indicamos fortemente.
Fica do evento a certeza de que Java hoje é uma tecnologia madura, adotada pelas maiores organizações, que precisam de segurança e confiabilidade. A plataforma está presente desde sistemas de grande porte, como o sistema de pagamentos Brasileiro, até o menor dos dispositivos móveis – praticamente todos os celulares do mercado rodam uma implementação de Java. Mas que ainda tem muito espaço para evoluir e conta com uma comunidade presente e atuante.
Seguindo o mês dos eventos Java, vem ai o SunTechDays 2008, que vai ocorrer também em São Paulo, nos dias 29 e 30 de setembro.
Novamente a Predicta estará presente, dessa vez com grande participação de sua equipe. Teremos novidades em breve!
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