Predicta NaMedida

Internet na visão dos web analistas da Predicta

Archive for the ‘ Relacionamento ’ Category

Todo fim de ano as empresas enviam as tradicionais mensagens de boas festas e feliz ano, o que não deixa de ser também uma oportunidade de relacionamento e branding. Empresas ligadas à comunicação e propaganda procuram inovar e mostrar um pouco de seu poder criativo.

Neste final de ano que passou, ganhou um ponto a agência Sinc por sua ação de fim de ano junto aos amigos e parceiros. A mecânica utilizada foi extremamente simples: enviaram cartões virtuais, como o exemplo abaixo, com instruções para efetuar uma busca por nosso nome no Google ou no Yahoo.

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E aí surgia a surpresa: os nomes constavam como links patrocinados, juntamente com os votos da agência:

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Parabéns por mais uma ação simples e genial.

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Um estudo mostra que os consumidores americanos estão perdendo a confiança no Wal-Mart em conseqüência do recall da Mattel.

O grupo de consultoria de marketing Strategic Name Development conduziu o estudo entre os dias 22 e 23 de agosto, pouco antes da Mattel anunciar o terceiro recall de brinquedos.

A empresa entrevistou online 503 consumidores e descobriu que somente 40% deles confiam no Wal-Mart para mantê-los seguros contra produtos feitos na China.

Quando perguntados sobre comprar do Wal-Mart vs. Target, 39% disseram ser mais temerosos em comprar do Wal-Mart enquanto 22% disseram o mesmo sobre o Target.

Mais detalhes no About.com: Study Shows Mattel’s Recalls Affect Wal-Mart.

Recentemente a Apple anunciou corte nos preços do iPhone – de $599 para $399 – e vários usuários que haviam feito compra nos dois meses iniciais ficaram insatisfeitos, por terem pago $200 a mais.

E não é que eles anunciam $100 em créditos para estes usuários que fizeram as compras do aparelho (pela Apple ou AT&T) até o momento? Estima-se cerca de 600 mil usuários, ou míseros $60 milhões.

Mais detalhes na carta aberta do Steve Jobs: To all iPhone customers.

Todos nós já trabalhamos com pessoas que exercem de forma brilhante os papéis que lhes foram designados, mas possuem algum tipo de deficiência em sua personalidade que torna o convívio difícil e até contraproducente.

Se você concorda com a afirmação acima, pare e reflita por um instante: será que o problema é seu colega ou você?

Provavelmente você atribuiu a responsabilidade ao seu colega, o que é natural, dado que é muito mais fácil enxergar problemas nos outros do que em nós mesmos.

Mas será justo atribuir a ele 100% dessa responsabilidade? Como em um casamento, na relação profissional são as pequenas atitudes que acabam deteriorando o dia-a-dia. Nesse caso, todos nós temos determinados comportamentos que não servem para absolutamente nada além de irritar os outros.

Ninguém é perfeito. Todos lutamos contra os próprios demônios e cometemos erros. No entanto, muitas vezes nos tornamos míopes e defendemos com unhas e dentes atitudes vazias, acreditando que elas são parte fundamental do nosso sucesso.

Marshall Goldsmith, uma autoridade em treinamento de executivos, principalmente quando se trata de comportamento, conseguiu sintetizar os 20 hábitos irritantes que mais estimulam problemas de relacionamento nas empresas, independentemente do seu tamanho. Gostaria de dividi-los com vocês (fui obrigado a manter alguns em inglês, para não alterar o sentido):

1. Vencer demais. A necessidade de se sentir vencedor a todo custo e em todas as discussões – quando importa, quando não importa e principalmente quando vencer ou não está totalmente fora do foco da discussão;

2. Adicionar valor excessivo. A necessidade de dar pitaco em qualquer discussão;

3. Passing judgement. A necessidade de pré-julgar os outros e impor seus padrões a eles;

4. Fazer comentários destrutivos. Utilizar sarcasmos desnecessários e observações ferinas achando que nos farão soar afiados e inteligentes;

5. Começar frases com não, mas ou no entanto. O uso excessivo de qualificadores negativos que dizem secretamente para o seu interlocutor: “Eu estou certo, você está errado.”

6. Dizer ao mundo o quão esperto nós somos. A necessidade de mostrar para as pessoas que nós somos mais espertos do que elas acham.

7. Falar com raiva. Usar volatilidade emocional como uma ferramenta.

8. Negatividade ou “Deixe-me explicar porque isso não vai funcionar”. A necessidade de compartilhar nossos pensamentos negativos, mesmo quando não somos perguntados.

9. Não compartilhar informação. A recusa em compartilhar informações visando ganhar ou manter uma vantagem sobre os outros.

10. Não dar reconhecimento adequado. A incapacidade de elogiar e recompensar o trabalho bem feito.

11. Buscar ganhar créditos não merecidos. A forma mais irritante de superestimar nossa contribuição para qualquer sucesso.

12. Dar desculpas. A necessidade de caracterizar nosso comportamento irritante como algo permanente e imutável para que as outras pessoas tenham que nos desculpar por ele.

13. Clinging to the past. A necessidade de tirar nossa responsabilidade em determinado assunto e culpar pessoas e eventos do nosso passado; uma variação de “culpar os outros”.

14. Playing Favorites. Falhar em ver que estamos tratando pessoas de forma injusta.

15. Recusa em admitir culpa. A inabilidade de tomar responsabilidade por nossas ações, admitindo erros ou reconhecendo que nossas ações afetam os outros.

16. Não escutar. A forma mais passivo-agressiva de desrespeito com os colegas

17. Falhar em expressar gratidão. A forma mais básica de mau hábito.

18. Punir o mensageiro. A necessidade de atacar o inocente que geralmente está querendo apenas nos ajudar.

19. Passing the buck. A necessidade de culpar todo mundo menos nós mesmos;

20. Necessidade excessiva de ser “eu”. Exaltar nossas falhas e virtudes simplesmente porque acreditamos que elas definem o que nós somos.

Há quem diga que alguns desses hábitos acima são virtudes. Na minha visão geral, ao contrário, são atitudes que irritam as pessoas à nossa volta e nos impedem de atingir nosso potencial como equipe.

Que tal analisar cada um desses maus hábitos procurando identificá-los em seu comportamento? Está com dificuldade em enxergar, mas ainda assim quer melhorar? Peça ajuda a um colega de trabalho e ouça atentamente seu feedback (sem retrucar! E no final agradeça).

Fica aqui o meu convite para que você reflita sobre o assunto e tente colocar em prática o que acredita poder fazer para melhorar. Você não vai mudar da noite para o dia, pois muitos desses hábitos nos acompanham há anos. Mas apenas reconhecer e querer evoluir já é um grande passo.

HAI!

Fontes:

  • Harvard Business Review on Leadership – Vários autores – Harvard Business School Press (September 1998)
  • What Got You Here Won’t Get You There – Marshall Goldsmith – Hyperion (January 9, 2007)

Blogs são recentes e uma das principais componentes da Web 2.0, onde qualquer um pode criar conteúdo sem precisar passar horas desenvolvendo um página. Para criar um, basta um simples cadastro (Blig, UOL Blog, Blogger) e começar a escrever.

O que faz alguém ter um blog? O motivo mais comum é simplesmente a oportunidade de criar conteúdo. É uma atividade raramente remunerada, movida mais por paixão ou hobbie; o “blogueiro” escreve porque quer. Algumas pessoas gostam de descrever o seu blog como um diário pessoal; outras criticam justamente esta característica. Particularmente, também tenho um, onde estão meus trabalhos da faculdade, guardados para serem mostrados a outras pessoas futuramente.

Blogs também não são apenas constituídos de puro texto: há os fotoblogs e videoblogs. Todos vão ser lidos ou vistos por uma variedade de usuários que podem ou não ser o público alvo do autor em questão.

Tendo em mente que as informações que constituem um blog vêm “direto do coração” há uma questão em relação à credibilidade da informação. Uma pesquisa realizada em março passado constatou que 43% do público os procura em busca de leitura para entretenimento ou interesse pessoal e apenas 12.3% acessam blogs para trabalho.

Hoje muitos blogs visam remuneração através de links contextuais, entre outras formas de obter ganhos. Claro que os blogueiros devem dar valor a o que estão escrevendo e alguns já são realmente profissionais, mas seria uma pena se algum dia os blogs forem vistos apenas como sites de notícias e não entretenimento.

Ao escrever um post para um blog, não pense como uma obrigação mas sim uma diversão. Escreva sobre algo que o interesse e que outras pessoas gostariam de ler.

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No eMarketer: Blog Reading Is a Free-Floating Affair .

No blog Sinistras: O que motiva alguém a ter um Blog?.

Todos os dias ao abrirmos nossos e-mails somos inundados por mensagens não solicitadas, mais conhecidas por spam. Estamos exaustos de receber este tipo de comunicação que além de não ter sido solicitada toma nosso tempo para restaurar a caixa de entrada.

Mas não confunda spam com e-mail marketing, pois o segundo é uma comunicação que nos cadastramos para receber. O e-mail marketing é mais comum em sites de notícias e e-commerce onde durante o cadastro solicitamos que o site nos envie noticias sobre temas específicos que realmente nos interessam. Porém, mesmo o e-mail marketing está gerando uma certa saturação, pois quando o veículo passa muitos e-mails com pouca relevância sejam promoções mal segmentadas de um site de e-commerce ou notícias que não nos interessam ele acaba gerando o mesmo problema de limpeza da caixa de entrada.

Outra forma de enviar mensagens para os consumidores, ainda pouco explorado no Brasil, é o SMS, envio de mensagens instantâneas enviadas pelo celular.

Muitas pessoas ficam “felizes” ao receber um SMS. Ao contrário de um e-mail, a “caixa de entrada” de mensagens SMS das pessoas ainda não está saturada (não necessariamente de apenas SMS marketing, como também de mensagens pessoais).

Vale lembrar que a permissão por parte do usuário para receber as mensagens é um item essencial.

Hoje o celular faz parte do vestuário de uma pessoa; o Brasil alcançou a cifra de 100 milhões de celulares. Ou seja, ninguém sai de casa ou vai para algum lugar sem ele. O celular é mais próximo do que o e-mail.

Muitas empresas ainda não exploram o SMS porque não sabem que o envio de mensagens não édifícil. Um pequeno aparelho que possui um chip de telefonia celular é conectado a um ERP ou algum outro sistema empresarial e utiliza a própria database do sistema, para envia mensagens para qualquer grupo de clientes em pouco tempo.

O custo, ao contrário que muitos pensam, não é muito elevado. A TIM, por exemplo, possui um cartão com 200 torpedos que custa apenas R$ 10,00, ou seja, R$0,05 por torpedo enviado. Diferente de uma mensagem enviada de celular para celular, que tem custo médio de R$ 0,35 por “torpedo”.

Conheço uma empresa de produz testes e vacinas de alergia e tem como clientes médicos e seus pacientes. Através de seu banco de dados interligado, este aparelho SMS avisa quando o cliente vai receber a mercadoria; comunica quando ela foi postada para envio por transporte aéreo ou terrestre; que deve agendar nova consulta com seu médico para continuar o tratamento e não interromper o ciclo da vacina de alergia, pois são tratamento específicos e de longa duração.

Tudo acontece de maneira personalizada, com o nome do cliente e frases curtas e direcionadas. Para o médico a empresa envia informações sobre o envio de mercadorias, “reminders” para o pagamento ou até um “feliz dia dos médicos”, que ajuda no dia-dia e fideliza o cliente. A empresa recebeu muitos feedbacks positivos de seus clientes, o que mostra o sucesso da nova tecnologia.

Como qualquer serviço, o SMS também possui suas desvantagens, como a limitação de 145 caracteres por mensagem. Possui também leis mais rígidas de privacidade, que devem ser respeitadas. Ao enviar um SMS ao seu cliente (sempre consentido), a mensagem deve ser amigável e pertinente – contendo algo que o cliente deseja receber e no qual está interessado.

Um grande desafio para os sites de vendas é reter o usuário na página de compra, sem que ele desista ou vá procurar outras formas de se informar sobre o produto e adquiri-lo em outro lugar. Este fator ocorre principalmente com mercadorias de maior valor, como eletrônicos, jóias e automóveis.

Muitos sites de e-commerce procuram para prender os usuários no site oferecendo mais informações sobre os produtos. Hoje os chats com atendentes online são muito comuns e alguns utilizam também exibição 3D e vídeos dos produtos. images.jpg

A nova estratégia do eBay para diminuir este comportamento e reter o usuário é utilizar a empresa de comunicação Voip Skype, comprada pelo E-bay ano passado. Através de uma ligação de voz pela web o cliente obtém mais informações sem sair da página de compra. A integração com o telefone gera mais receita para o eBay e também mais cadastros para o Skype.

Este novo recurso do eBay, que terá o nome “Skype Me”, deve ser anunciado ainda nesta semana.

eBay revela estratégia desenhada para Skype

O público consumidor tem sido cada vez mais impactado por diferentes formatos publicitários.

Isso ocorre em função da pulverização da atenção dos consumidores em diversos meios de comunicação, como TV, internet, jornal, rádio, celular e marketing direto, entre outros.

Com o consumidor saturado de informações, o desafio dos anunciantes tem sido conseguir a atenção dos consumidores, pois os formatos mais tradicionais não têm mais conseguido alcançar a eficiência que se tinha no passado.

Para se ter um exemplo, aqui no Brasil na década de 80 bastava ao planejador de mídia voltado a produtos de varejo ter verba para algumas inserções no horário nobre da TV de maior cobertura (Rede Globo) e pronto, estava praticamente tudo resolvido. O foco deste profissional estava para a capacidade de negociação, pois fórmulas matemáticas previam a eficiência baseada na cobertura e freqüência da campanha.

Com este novo cenário, os mídias (ou planejadores de mídia) estão sendo forçados a repensar o planejamento criativamente, pois como diz o dito popular: “o que foi sucesso ontem não garante o sucesso de hoje”.

Afinal de contas a nova moeda é a atenção do consumidor. Para conseguir a atenção do consumidor itens como novidade, relevância e adequação podem diferenciar uma campanha de sucesso de uma campanha qualquer.

Neste mesmo cenário, na internet os veículos estão buscando suprir a necessidade da relevância através de segmentações mais assertivas, o que é bastante transmitido na figura do Targeting Comportamental.

Já os mídias encontraram na internet a possibilidade da criação de campanhas virais (ou Buzz Marketing) de sucesso devido a adequação do meio para divulgação de informações.

Com este novo filão surgiram agências especializadas na criação de campanhas virais utilizando vídeos no Youtube, advergames, e-mail marketing e blogs. Neste filão alguns já se destacam, como é o caso de Cal McAllister, fundador de uma empresa especializada em vídeos-virais, que já atendeu clientes como Microsoft e Nike.

Em sua última campanha (“Tea Partay”) para a Smirnoff, apesar de toda a controvérsia causada pela distribuição no Youtube, Cal MacAlllister conseguiu um resultado bastante positivo. Foram mais de 1 (um) milhão de visualizações do vídeo, que possui cerca de dois minutoes e meio de duração. Um resultado bastante impressionante, não? Mas isso é apenas o que foi medido dentro do Youtube, pois a campanha conta também com um hotsite (www.teapartay.com), de onde é possível baixar o vídeo que pode ser compartilhado por e-mail, em FTPs e sites pessoais.

Traçando um paralelo com os formatos mais tradicionais de publicidade online, fica a pergunta: quantas impressões seriam necessárias para termos 1 milhão de cliques com mais de 2,5 minutos de interação com a marca? Quem sabe? O fato é que idéias criativas e inovadoras podem apresentar resultados surpreendentes.

Talvez a farra da publicidade gratuita no Youtube acabe, mas certamente outras formas impensadas surgirão.

Leia no Advertising Age: sociedade de consumidores nos Estados Unidos investigam se vídeos virais violam a privacidade do consumidor. Viral Video Marketing Under Scrutiny By Watchdog Groups