Predicta NaMedida

Internet na visão dos web analistas da Predicta

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O que você faz, ao sentar-se frente ao computador e abrir o seu browser?

Cada um tem a sua rotina. Particularmente, entro primeiro no UOL e me dirijo à Folha para saber das notícias do dia. Logo após, verifico se tenho e-mails novos nas minhas três caixas de correio principais. Talvez entre em um site de esportes para ver as vitórias do Tricolor. Basicamente, sigo um padrão de visitas e meus sites preferidos nem estão necessariamente nos meus Favoritos.

Parece que todo mundo é assim: pesquisa realizada pelo instituto inglês Directgov aponta que apenas seis sites são acessados com freqüência por cada usuário. Foram aplicados 10 mil questionários na Inglaterra e o resultado apontou que 95% dos usuários acessam a internet com o destino e um caminho pré-definido.

Trazendo esses dados para cá, podemos acreditar que um dos sites que fazem parte deste caminho é um portal (UOL, iG, Terra), onde podemos ter acesso a diversas informações sem a necessidade de procurar em algum buscador o assunto que desejamos. Outro membro comum da lista são os sites de notícias e normalmente os veículos que possuem mídia offline têm boa audiência na internet pela “tradição” que os mantém na mente dos usuários.

Se você se encaixa neste cenário e percebe que sua rotina não muda há algum tempo, lembre-se que informação também é diversidade. Uma das formas de enriquecer a sua rotina de visitação é procurar novos sites dentro de seus interesses. Talvez começar a utilizar o velho Bookmarks para marcar aqueles realmente favoritos, para que você não precise lembrar o endereço e volte facilmente.

Tudo isso acontece porque o ser humano gosta da rotina. De certa forma, todos temos um fluxo a seguir todos os dias. As crianças vão à escola os adultos vão trabalhar. Estamos acostumados a traçar um caminho que nos proporciona mais eficiência e eficácia, mesmo porque “time is money”.

Mais no Adonline: Usuários visitam com freqüencia não mais do que 6 sites.

Blogs são recentes e uma das principais componentes da Web 2.0, onde qualquer um pode criar conteúdo sem precisar passar horas desenvolvendo um página. Para criar um, basta um simples cadastro (Blig, UOL Blog, Blogger) e começar a escrever.

O que faz alguém ter um blog? O motivo mais comum é simplesmente a oportunidade de criar conteúdo. É uma atividade raramente remunerada, movida mais por paixão ou hobbie; o “blogueiro” escreve porque quer. Algumas pessoas gostam de descrever o seu blog como um diário pessoal; outras criticam justamente esta característica. Particularmente, também tenho um, onde estão meus trabalhos da faculdade, guardados para serem mostrados a outras pessoas futuramente.

Blogs também não são apenas constituídos de puro texto: há os fotoblogs e videoblogs. Todos vão ser lidos ou vistos por uma variedade de usuários que podem ou não ser o público alvo do autor em questão.

Tendo em mente que as informações que constituem um blog vêm “direto do coração” há uma questão em relação à credibilidade da informação. Uma pesquisa realizada em março passado constatou que 43% do público os procura em busca de leitura para entretenimento ou interesse pessoal e apenas 12.3% acessam blogs para trabalho.

Hoje muitos blogs visam remuneração através de links contextuais, entre outras formas de obter ganhos. Claro que os blogueiros devem dar valor a o que estão escrevendo e alguns já são realmente profissionais, mas seria uma pena se algum dia os blogs forem vistos apenas como sites de notícias e não entretenimento.

Ao escrever um post para um blog, não pense como uma obrigação mas sim uma diversão. Escreva sobre algo que o interesse e que outras pessoas gostariam de ler.

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No eMarketer: Blog Reading Is a Free-Floating Affair .

No blog Sinistras: O que motiva alguém a ter um Blog?.

Utilizando estudos de webanalytics podemos descobrir que o clique nem sempre é o fator principal para atingir um objetivo final de uma campanha (como a venda de um produto).

Um exemplo disso acontece quando o usuário é impactado por uma peça da campanha, não clica, mas decide depois visitar o site, pois teve interesse no que lhe foi apresentado.

Portanto, para avaliar o real resultado do impacto da campanha online, deve ser considerado o post-impression, além de outros conceitos.

Post-impression é o índice dos visitantes que foram impactados pela campanha e que acessaram o site sem ter clicado nas peças. Ele pode ser expressado pela seguinte equação:

  • total de visitas feitas por “non clickers” / total de visitas da campanha (clickers + non clickers)

Uma segunda relação pode ser vista quando além do post-impression, onde olhamos para compra do produto fora do fluxo de compra do site, consideramos também as compras feitas na loja física.

Um estudo de marketing feito pelo Media-Screen descobriu que 50% dos usuários de banda larga nos Estados Unidos dizem ser influenciados a comprar depois de pesquisar no site da loja, mesmo que a loja possua um fluxo de compra online batendo de frente com a televisão (11%).

O site pode funcionar como apenas uma vitrine (window shopping), pois algumas pessoas preferem utilizar os cinco sentidos para interagir com o produto antes de chegar a uma decisão final. Outras pessoas ainda têm medo de comprar online.

É importante lembrar que devemos analisar onde o site ou a campanha online podem influenciar na decisão de compra, mesmo que ela não ocorra diretamente ligada ao fluxo de compra online. Teoricamente podemos dizer que se o usuário não conclui o fluxo, não se trata necessariamente de um cliente perdido.

O estudo concluiu que a internet é uma grande influência para a compra e que está em primeiro lugar em relação ao outros meios de comunicação.

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Internet Retailer: 50% of broadband users say the Internet influenced a recent purchase.

eMarketer: Are Retail Sites Driving Consumers to Stores?.

MediaPost Publications: Artigo requer cadastro.

De acordo com um estudo feito pela Hitwise, uma empresa de inteligência online, os sites de social networking tiveram um aumento de 11.5% entre apenas janeiro e fevereiro deste ano e representam 6.5% de todo o tráfego da internet mundial.

Muitos brasileiros pensam que o Orkut é a maior sensação da internet. Mas, de acordo com o estudo, o Orkut – ambiente dominado pelos brasileiros, mesmo não administrado por uma empresa brasileira – está em 14º lugar entre os sites de social networking.

Estar tão cheio de usuários que falam português de certa forma prejudica o Orkut, que não pode competir com outros websites com usuários de todos os lugares do mundo, que se sentiriam desconfortáveis com uma comunidade que só conversa em português. Por este ponto de vista, o YouTube foi o primeiro website onde os brasileiros conseguiram ficar harmonia com os outros usuários.

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Mais no blog da ZDNet: Social network traffic up 11.5 percent; MySpace still dominates.

Site da Hitwise.

De acordo as estimativas do eMarketer, no ano passado houve um grande aumento na receita dos quatro maiores portais norte-americanos vinda propaganda online.

Os quatro grandes são Google, Yahoo, AOL e MSN, respectivamente. As estimativas surpreendem ao mostrar que 57.4% de todo o investimento de propaganda online nos Estados Unidos é direcionado para esses portais.

Houve também, segundo o estudo, um aumento de 53% na receita do Google entre 2006 e 2007 vinda de anúncios.

Por fim o estudo ainda mostra que os quatro grandes possuem mais de 100 milhões de unique visitors mensais.

Estes números servem de certa medida como parâmetro para os anunciantes brasileiros, mesmo que os quatro grandes aqui não sejam necessariamente os mesmos de lá.

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Mais detalhes no eMarketer: The Big Four Get Bigger.

Todos conhecem os links patrocinados encontrados em buscadores como Google e Yahoo. O anunciante nesse tipo de propaganda paga por clique e trabalha com características distintas em relação a outros tipos de propaganda online, pois a exibição dos anúncios está relacionada às buscas realizadas.

Uma variação dos links patrocinados contextuais produziu o “in-text advertising”. In-text ads são compostos de palavras dentro de um texto, que pode estar em um blog, por exemplo.

Normalmente quando pensamos em uma combinação entre os serviços, pensamos em melhoria e inovação. Porém, os in-text ads não estão fazendo muito sucesso em relação aos links patrocinados. Particularmente, considero que os in-text ads dificultam a leitura do texto e incentivam o usuário a clicar no link, quando este pode desejar mais informações sobre a palavra (como no Wikipedia) e não comprar um produto relacionado a ela.

O problema principal é a segmentação. Um caso comum nos in-text ads acontece quando estamos lendo um texto sobre “baladas”, por exemplo, e o texto possui um in-text ad na palavra “ingresso” – porém o link leva para um site de ingressos para jogos de futebol.

Outro dia, ao ler notícias, o texto tinha palavra “cadastro” – que levava a um site de empregos. Em outra situação, a palavra era “América” e conduzia a uma empresa aérea. Nestes casos claramente a segmentação do link não estava relacionada à matéria que o usuário estava lendo.

Palavras muito genéricas normalmente não funcionam ou dificilmente são relacionadas com o artigo em questão. Algumas palavras funcionam melhores do que outras: a palavra “banda-larga”, por exemplo, normalmente é comprada por empresas de serviços de banda-larga. Neste caso o leitor de um artigo sobre as vantagens de possuir banda-larga potencialmente poderá estar interessado em adquirir o serviço.

Ainda estamos engatinhando nesse novo tipo de propaganda online. Talvez algum dia possamos segmentar os links dinamicamente para que sejam melhor relacionados aos textos que o usuário está lendo. Deste modo, mesmo que dificultem a leitura, encontrariam mais pessoas potencialmente abertas aos produtos oferecidos.

Leia no iMediaConnection: In-Text Ads: A Finer Level of Control.

Todos os dias ao abrirmos nossos e-mails somos inundados por mensagens não solicitadas, mais conhecidas por spam. Estamos exaustos de receber este tipo de comunicação que além de não ter sido solicitada toma nosso tempo para restaurar a caixa de entrada.

Mas não confunda spam com e-mail marketing, pois o segundo é uma comunicação que nos cadastramos para receber. O e-mail marketing é mais comum em sites de notícias e e-commerce onde durante o cadastro solicitamos que o site nos envie noticias sobre temas específicos que realmente nos interessam. Porém, mesmo o e-mail marketing está gerando uma certa saturação, pois quando o veículo passa muitos e-mails com pouca relevância sejam promoções mal segmentadas de um site de e-commerce ou notícias que não nos interessam ele acaba gerando o mesmo problema de limpeza da caixa de entrada.

Outra forma de enviar mensagens para os consumidores, ainda pouco explorado no Brasil, é o SMS, envio de mensagens instantâneas enviadas pelo celular.

Muitas pessoas ficam “felizes” ao receber um SMS. Ao contrário de um e-mail, a “caixa de entrada” de mensagens SMS das pessoas ainda não está saturada (não necessariamente de apenas SMS marketing, como também de mensagens pessoais).

Vale lembrar que a permissão por parte do usuário para receber as mensagens é um item essencial.

Hoje o celular faz parte do vestuário de uma pessoa; o Brasil alcançou a cifra de 100 milhões de celulares. Ou seja, ninguém sai de casa ou vai para algum lugar sem ele. O celular é mais próximo do que o e-mail.

Muitas empresas ainda não exploram o SMS porque não sabem que o envio de mensagens não édifícil. Um pequeno aparelho que possui um chip de telefonia celular é conectado a um ERP ou algum outro sistema empresarial e utiliza a própria database do sistema, para envia mensagens para qualquer grupo de clientes em pouco tempo.

O custo, ao contrário que muitos pensam, não é muito elevado. A TIM, por exemplo, possui um cartão com 200 torpedos que custa apenas R$ 10,00, ou seja, R$0,05 por torpedo enviado. Diferente de uma mensagem enviada de celular para celular, que tem custo médio de R$ 0,35 por “torpedo”.

Conheço uma empresa de produz testes e vacinas de alergia e tem como clientes médicos e seus pacientes. Através de seu banco de dados interligado, este aparelho SMS avisa quando o cliente vai receber a mercadoria; comunica quando ela foi postada para envio por transporte aéreo ou terrestre; que deve agendar nova consulta com seu médico para continuar o tratamento e não interromper o ciclo da vacina de alergia, pois são tratamento específicos e de longa duração.

Tudo acontece de maneira personalizada, com o nome do cliente e frases curtas e direcionadas. Para o médico a empresa envia informações sobre o envio de mercadorias, “reminders” para o pagamento ou até um “feliz dia dos médicos”, que ajuda no dia-dia e fideliza o cliente. A empresa recebeu muitos feedbacks positivos de seus clientes, o que mostra o sucesso da nova tecnologia.

Como qualquer serviço, o SMS também possui suas desvantagens, como a limitação de 145 caracteres por mensagem. Possui também leis mais rígidas de privacidade, que devem ser respeitadas. Ao enviar um SMS ao seu cliente (sempre consentido), a mensagem deve ser amigável e pertinente – contendo algo que o cliente deseja receber e no qual está interessado.