Digital Age: impressões de lá de dentro
Por André S.C. de Freitas em 27 dAmerica/Sao_Paulo agosto 2009, 05:08
 

Ainda sobre a Digital Age 2.0, na sequência do post anterior, sobre a apresentação de Tony Hsieh, CEO da Zappos.com

As outras palestras foram boas também, mas ofuscadas pelo brilho da primeira.

David Moore, CEO da Realmedia 24/7, falou muito simploriamente sobre banners, CTRs e AdNetworks. Mais do mesmo. Mas teve uma coisa bastante interessante (pelo menos eu achei): ele exemplificou que, para o anunciante, dependendo se o seu cliente está na “curva de compra” ou “ciclo de compra”, é determinante onde anunciar.

Ou seja, um site de vendas de passagens aéreas não deveria anunciar em sites de turismo porque seriam pequenas as chances de converter, pois as pessoas naquele momento ainda não buscam passagens, mas estudam passeios e pesquisam lugares.

Achei a teoria interessante. Claro que existem exceções, mas vale a pena um exercício mental e aplicar este conceito para outras atividades.

No painel dos portais, UOL, MSN, Yahoo, Google e RealMedia Latam se prenderam aos mesmos debates: se o banner vai morrer e como podemos ganhar uma fatia maior do bolo publicitário.

E todos deram os parabéns publicamente ao UOL (com salva de palmas merecida) pelo material publicado meses atrás com o objetivo de educar o mercado publicitário.

O palestrante da IBM, diretor de marketing, mostrou porque a IBM perde seu poder de marca a cada dia. Falou sobre os blogs da IBM e como os seus 500 milhões de funcionarios interagem através deles. Nada social, nada internet, IBM style.

Sobre o painel de capital social prefiro não comentar. Foi muito fraco e a apresentadora só fez muitas piadas sem graça. Marcelo Tripoli foi sensato e tentou mudar o rumo da prosa, sem sucesso.

Uma frase legal no meio do debate:

“Ao apresentar conceitos inovadores para alguns clientes, sempre me perguntam:
- Você tem algum case de sucesso ?
Ninguém entende que se a reposta for positiva, deixa de ser uma inovação.”


Chad Hurley, sócio-fundador do Youtube
, foi Google style: sem divulgar números e sem apresentação. Preferiu responder perguntas dos editores e do público. Perguntas que foram muito mal organizadas pelo evento, que botou uma reporter sonolenta para fazer as perguntas.

Algumas das melhores perguntas :

- Are you ashamed of your first release? Feita por mim mas que não chegou a ser lida e respondida (em homenagem ao PK).

- What is the first thing Google’s CEO Eric Schmidt asks you? E a resposta foi - What should I be watching on Youtube?.

Resposta que deixa claro um dos principais pontos a incomodar os Tubers: content recommendation e content segmentation. São itens de muita importância para Chad Hurley.

Ele também falou que o streaming e a velocidade x qualidade também é uma fonte de muito investimento e preocupação ainda.

E citou um exemplo interessante de bandas de rock que decidem as cidades da turnê a partir de informações de acesso do YouTube. E preparam playlists para cada cidade baseado no interesse da cidade em cada música. Muito interessante!

Outro assunto que Chad destacou bastante: o modelo de comercialização de vídeos de parceiros, onde produtoras de videos podem vender seus conteúdos para a base de usuários do YouTube. O modelo será implementado em breve nos EUA.

No geral o evento foi muito interessante. Ver e conversar com gente do nosso mercado é sempre gratificante. Encontrar clientes e parceiros nesse ambiente é muito importante para a Predicta e nosso crescimento. Sempre nos mostra que estamos muito bem posicionados e que nosso conhecimento é, de fato, mais desenvolvido.

Nesses momentos podemos testemunhar o quanto a marca Predicta pesa neste mercado, o quanto somos considerados e o quanto o mercado nos admira e respeita. Sempre que volto destes eventos sinto um orgulho maior ainda de participar desta empresa.

 

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2 Responses

  1. Mauro Segura Says:

    Prezado André.
    Respeito sua opinião, mas não entendi quando comenta a respeito de minha apresentação no Digital Age, especialmente quando escreve: “nada social, nada internet, IBM style”.
    Informo que a IBM foi uma das primeiras empresas a adotar as mídias sociais de forma ampla e transparente. Qualquer funcionário da IBM no mundo pode criar e usar mídias sociais, com liberdade total de expressão. Temos mais de 10 mil blogs internos e externos. Nos últimos anos, uma grande parte dos produtos e serviços da IBM foi desenvolvida através da colaboração massiva entre funcionários, parceiros e clientes. Desde o início da década que a IBM vem investindo fortemente em padrões abertos como o LINUX. Foi a IBM, há 12 anos, que lançou o conceito de e-business no mercado, dizendo que a internet iria revolucionar o mundo.
    E, em relação a marca, as duas maiores pesquisas de marca do mundo, Interbrand e Millard Brown, colocam a marca da IBM entre as 5 primeiras no mundo.
    Enfim, eu não entendi seu comentário, mas respeito seu ponto de vista e opinião. Apenas convido você a conhecer um pouco mais a IBM. Abraços. Mauro Segura.

  2. Andre Freitas Says:

    Prezado Mauro,
    Obrigado por ter aberto o dialogo e questionar minha opinião.
    Tenho total noção que a Internet existe hoje, em boa parte, ao esforço da IBM – dentre outras – em pesquisa e desenvolvimento. Saiba também que meu primeiro grande PC foi um IBM 5150 e também tive um IBM PS/2 50 (depois de TKs, Apples e MSXs).
    Entre nós estavam as principais pessoas da internet brasileira, portanto esperava algo mais inovador da IBM. Acho que você optou por um assunto mais conservador, para um publico que esperava assuntos novos e frescos.
    Seu ultimo slide poderia ter sido fantástico caso apresentado em detalhes. Aqueles pontos são relevantes para este tipo de público. Fiquei super curioso para saber qual a definição de ‘internet 3d’ e outras inovações citadas. Ainda estou.
    Achei que isso seria mais interessante.
    Quanto a frase “IBM style”, foi com grande respeito que falei isso. Minha opinião da IBM hoje é de ser uma grande empresa conservadora, que uma vez foi revolucionária e agora seu tamanho não permite ser mais ágil. Mas quando pensamos em empresas inovadoras e que atuam no mercado de internet, pensamos sempre em Google, Microsoft, Amazon, Zappos dentre outras.
    Obrigado pelo diálogo,
    Abraços,
    Andre F

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