Integração do GPS com outras tecnologias
Por Henrique Imbertti Jr em 30 dUTC setembro 2008, 03:09
 

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Há um tempo eu escrevi sobre o GPS na vida noturna e as métricas em tempo real. Observo que a utilização do GPS está aumentando consideravelmente no mundo e novos serviços estão sendo criados em conjunto com outras tecnologias.

Quem tem GPS no carro ou em outros dispositivos, como Iphone ou Blackberry, sabe que ao dirigir é um grande incômodo ter que dividir a atenção entre a estrada e a pequena tela do dispositivo para acompanhar o caminho. É perigoso e pode gerar acidentes, inclusive.

Escutar instruções também é possível, mas muitas vezes elas não são precisas e acabam confundindo o motorista.

Para solucionar este problema, foi criado um produto inovador chamado Virtual Cable, que segundo o fabricante, é instalado sem alterar a aparência do veículo. Apesar de ainda não estar à venda (está em fase de protótipo), creio que ele tem um grande potencial para ser explorado.

O dispositivo simplesmente projeta uma linha vermelha no pára-brisas para que você possa segui-la. Incrível, não acha? Assim, você tem instruções precisas do caminho a ser traçado sem ter a necessidade de desviar a atenção da estrada. Isso em uma “tela” bem grande, de um modo simples, seguro e intuitivo.

Para dirigir à noite em rodovias escuras, o produto também parece ser uma ótima solução, pois mostra com antecedência as curvas, pequenas entradas e evita manobras perigosas no último momento.

Esta forma de orientação me lembra a história de João e Maria, na qual o garoto marcava o caminho na floresta jogando migalhas de pão para não se perder e saber o caminho de volta para casa. Artifício seguido também pelo pessoal da usabilidade, o famoso breadcrumb ou navegação estrutural.

Se o Virtual Cable consegue projetar algo no seu pára-brisas como uma linha vermelha, imagine só o que ele poderá fazer no futuro. Já pensou se você puder configurar suas preferências para buscar restaurantes, cinemas ou outros estabelecimentos mais próximos de você?

Muitos mashups também poderão surgir, como uma integração entre o Citysense e o Virtual Cable, ou seja, informações de redes sociais exibidas no pára-brisas do seu carro. Mas de forma discreta, lógico, pois o principal objetivo é chegar até o destino de forma segura.

Alguém tem alguma outra idéia? Realmente o céu é o limite!

Mais detalhes sobre a tecnologia utilizada no site do produto.

 

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Painel de Social Media na III Semana de Comunicação da ESPM
Por Rodrigo Polacco em 30 dUTC setembro 2008, 11:09
 

Na semana passada tive o prazer de participar da III semana de comunicação da ESPM. Evento organizado pelo Fernando Conte, diretor do centro acadêmico 4 de dezembro, teve para sua palestra de abertura Abel Reis, sócio da AgênciaClick, a maior agência de makerting digital do país.

O painel que participei foi muito bacana e contou abertura do professor Emmanuel Dias, diretor de marketing e novos negócios da ESPM, que levantou questões sobre como mensurar resultados de ações em social media e os limites éticos para o uso sem permissão de informações dos usuários coletadas na rede para avaliar resultados da marca. Perguntas que são na verdade um desafio visto que o tema social media só começou a ganhar mais força no último ano.

Dividindo o painel com o Gil Giardelli, CEO da Permission Marketing, e do Edney Souza, um dos sócios da Pólvora, empresa com 100% de DNA em ações de social media, tive a oportunidade de mostrar o que é social media e como uma empresa deve se comunicar com as pessoas nesse ambiente de diálogo.

Mostrei alguns cases que são muito bacanas:

  • O da EA com o Tiger Woods onde a empresa literalmente abraçou a causa e colocou um vídeo de resposta mostrando que o game não tinha um bug que permitia o Tiger Woods andar sobre a água, pois na verdade ele é um deus;
  • o case da Tecnisa, empresa referência em inovação em marketing digital, é sensacional, pois eles conseguiram vender um apartamento pelo Second Life e usam o canal como forma de geração de conteúdo espontâneo através de seu blog e área para acadêmicos;
  • por último mostrei o case da Pedigree, feito por sua agência digital, a ID/TDWA. Foi pensada uma ação muito criativa e inovadora que chegou a conquistar o presidente do Yahoo! Brasil a se engajar na causa, totalmente web 2.0. A ação consistia em fazer os três maiores portais de busca do Brasil – Google, Yahoo! e MSN – usarem de suas ferramentas de social media para ajudar a arrumar lar para três cachorros.

Deixo aqui a apresentação aberta para quem se interessar no assunto.

Namastê,
=^)

Mais sobre Tiger Woods caminhar na água, aqui no NaMedida: quando o bug vira oportunidade.

 

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Blogs nas empresas é sinal de comunicação e inteligência
Por Fred Pacheco em 29 dUTC setembro 2008, 02:09
 

Uma empresa não deve deixar de dialogar com seus stakeholders, pois disso depende a sobrevivência de seu negócio. Mas poucas organizações percebem o valor desta comunicação para enriquecer sua inteligência de mercado.

Quanto menos uma empresa ouve seus públicos, mais distante da afeição e da decisão de compra se torna.

A satisfação ou não em relação à empresa é recorrente nas conversas informais de funcionários e clientes. A famosa “rádio peão” (atual, peão.com) está presente nos corredores da empresa, no café ou mesmo em um blog! Sim, o blog e outras ferramentas da chamada Web 2.0 aproximam os stakeholders, criando um ambiente de troca de opiniões, colaboração e inteligência. As pessoas gostam de ser ouvidas e sentir que sua opinião tem relevância, por isso ouvi-las vale ouro para uma empresa que saiba aproveitar as informações do blog para sua área de inteligência.

Embora algumas empresas receiem abrir um espaço democrático onde, em tese, se arriscariam a receber comentários negativos, eles serão feitos de qualquer forma em outros lugares.

Então que os possíveis comentários negativos cheguem em um canal onde se possa analisar os resultados, observar, aprender e até responder às críticas. Jonathan Schwartz, CEO da Sun, lembra que “a função de qualquer líder é comunicar e pelos blogs ele pode interagir com imediatismo e autenticidade”.

Um aspecto relevante é aproveitar o aprendizado na inteligência da empresa, que pode trazer insumos sobre tendências de forma mais imediata e barata que uma pesquisa de mercado. Por meio deste veículo é possível antecipar movimentos, necessidades e opiniões dos consumidores. Outro ponto, é que a comunicação pode ser avaliada e refinada, testando diversas formas, medindo a reação, as respostas, a viralização e a geração de buzz word.

Levitt e Dubner dizem que “saber o quê e como medir faz o mundo parecer menos complicado”. Alguns exemplos de dados relevantes que podem ser medidos em blogs na maioria das empresas, dentre muitos outros:

  • O que traz os usuários (referers, keywords, offline)
  • Assuntos com mais eco (comentários por post, conteúdos mais lidos)
  • O que gera relevância para a marca (viralização, indicações)
  • Qual comunicação gera mais efeito (respostas a posts, destino após leitura)
  • Geração de mídia espontânea (publicação de notícias x publicação de posts)

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Se para grandes empresas o blog já fornece dados importantes, para as pequenas e médias pode ser ainda mais relevante, como única fonte em organizações sem verbas de pesquisas e estudos externos. Bem trabalhado e integrado em um sistema de dados do marketing da empresa, será valioso no planejamento e medição de resultados.

Por outro lado, a inteligência deve atentar-se sobre quais temas oferecer no blog. É importante saber quais conteúdos os stakeholders desejam, oferecendo informações de forma simples e direta. Se não estiver atenta a estas expectativas, os públicos buscarão informações em outras fontes fora de seu controle, podendo ter acesso a dados distorcidos e conclusões equivocadas.

Um exemplo ocorreu na reestruturação da Starbucks. Os clientes estavam apreensivos com o futuro da empresa, que não utilizou nenhum canal aberto para amenizar os ânimos. O resultado foi a criação de um blog não-oficial nos EUA – o Starbucks Gossip, onde clientes especulavam sobre o fato. Para contornar, o presidente Howard Schultz começou a publicar um post por semana em blog oficial, reduzindo a insegurança de seus públicos e gerando resultados até sobre as ações da empresa na Bolsa de Valores.

No Brasil, a construtora Tecnisa utiliza esse ciclo, com um blog corporativo desde 2006. A inteligência da organização observou que um momento crítico no relacionamento com compradores de imóveis na planta era a dissonância cognitiva durante a espera da entrega. Para mantê-los informados do andamento das obras, a empresa publica informações e fotos no seu blog e incentiva a participação dos clientes, na troca de opiniões e idéias, para observar as principais inseguranças.

Pelos argumentos expostos, fica clara a importância do blog corporativo. Não só para a eficiência da comunicação da empresa com seus públicos, como também para o fortalecimento do negócio da organização. Além de ser uma ferramenta de baixo custo, pode em muitos casos tornar-se uma aliada estratégica ao fornecer dados relevantes para a área de inteligência, desde que suportado por uma boa ferramenta de webanalytics. Portanto, aproveite e não deixe que eles parem de falar sobre você!

 

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O monitor da web em tempo real
Por Gian Arena em 28 dUTC setembro 2008, 11:09
 

A Akamai Technologies, uma caching server americana que acompanha boa parte do tráfego online mundial (10% – 20%) disponibilizou um serviço bastante interessante: monitora em tempo real sobre a densidade de tráfego de informação por região geográfica, latência de conexão de grandes cidades e a quantidade de ataques sofridos nas últimas horas.

Tudo fácil de acompanhar, principalmente pela utilização de “mapas de calor” que ajudam na análise dos dados.

Destaque à relevância do tráfego brasileiro não só na América do Sul, mas globalmente (levem em consideração o horário do gráfico):

akamai.GIF

Vale a pena também checar os painéis com a quantidade de hits e streams requisitados por cada região e os dados de tráfego por categorias: varejo, notícias e música!

Veja no site da Akamai: Real time web monitor.

 

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Yahoo tem ótima solução para web mobile
Por André Fatala em 26 dUTC setembro 2008, 07:09
 

Deixando o Google um pouco de lado… O Yahoo! tem uma ferramenta muito legal para mobile.

O Yahoo Go! é a solução essencial do momento para o usuário de celular. É uma oferta completa que permite aproveitar o melhor da internet em seu celular – de graça. Envie um e-mail, carregue fotos, busque respostas, consulte a cotação de ações ou receba as últimas notícias.

A aplicação é muito legal. Fácil de navegar e você pode acessar o Flickr, o Maps, e-mails – tudo na mesma aplicação. Neste ponto é bem melhor que o Google, onde você tem que baixar as aplicações separadas e rodar cada uma, como o Gmail, o Google Maps etc.

yahoo_go.png

 

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Parceria Amazon Oracle: banco de dados 11g no cloud
Por André Barros em 25 dUTC setembro 2008, 02:09
 

A Oracle estabeleceu parceria para disponibilizar a nova versão de seu banco de dados 11g Fusion Middleware no serviço de Cloud Computing da Amazon (EC2).

O anúncio foi feito segunda-feira, 22 de setembro, no Oracle Open World. Com isso, os usuários do serviço da Amazon poderão contar com um dos maiores players do mercado de banco de dados para suportar suas operações, usando licenças de software existentes no EC2, sem custo adicional.

Além disso, para simplificar a utilização do EC2, Oracle e Amazon desenvolveram as AMIs (Amazon Machine Images), produto e serviço que permite que os usuários criem novas máquinas virtuais com o 11g e Oracle Enterprise Linux em alguns minutos.

 

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Três coisas que vale a pena conferir
Por Rodrigo Polacco em 24 dUTC setembro 2008, 11:09
 

Hoje o Google comemora 10 anos e pela comemoração há duas coisas a destacar:

  • 1. O site de comemoração, que traz fatos destes 10 anos de história.
  • 2. O Projeto 10^100, que quer idéias que ajudem a mudar o mundo. Soa audacioso, mas é o Google, né?

Sem dúvida o Projeto 10^100 foi a coisa mais legal que vi esta semana.

Não! Teve um case da Nintendo com o You Tube no mesmo nível.

Essas são três coisas que vale a pena conferir.

 

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Ford rouba a cena no aniversário da GM
Por Fred Pacheco em 24 dUTC setembro 2008, 11:09
 

Existe um excelente case de marketing viral se espalhando neste momento.

Trata-se de uma brincadeira que a Ford resolveu fazer durante o centésimo aniversário da principal concorrente GM. Conta a estória que na véspera circulou o seguinte e-mail no prédio da matriz em Detroit:

Alguns anos atrás nós celebramos nosso 100° aniversário nos negócios… e que 100 anos foram esses. Nesta terça-feira, dia 16 de setembro, a General Motors celebrará seu 100° aniversário.

Como demonstração das nossas felicitações e de boa vontade, a parte sul da nossa sede será iluminada nesta segunda à noite.

Isso acontecerá abrindo e fechando estrategicamente algumas janelas específicas da parte sul do prédio. Na segunda, dia 15, por favor não mude a posição ou a direção das suas persianas para assegurar que a sede esteja brilhantemente iluminada para o 100° aniversário da General Motors. Nós pedimos sua cooperação e agradecemos você por nos ajudar a fazer a Ford Motor Company brilhar.

Desta forma, prédio da Ford ficou com a seguinte aparência brincalhona:

ford_happy_100_gm.jpg

O resultado da ação inusitada foi a viralização da notícia. Como você está vendo agora, milhares de outras pessoas estão sendo atingidas, sem a Ford precisar investir sequer um centavo nisso tudo.

É um ótimo exemplo de como ações inovadores podem, a custos muito menores, trazer resultados muito mais eficientes para divulgação da marca…

E ainda roubar todo o foco da GM durante seu aniversário. A Ford realmente brilhou na web.

 

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Google desaconselha URLs amigáveis em sites dinâmicos
Por Rodrigo Polacco em 23 dUTC setembro 2008, 03:09
 

Hoje saiu um post no Google Webmaster Central, blog oficial do Google, desaconselhando o uso de URLs amigáveis para sites que utilizam páginas dinâmicas.

A discussão está a todo vapor, pois isso contradiz as estruturas e URLs sugeridas em projetos de SEO. O blog já tem mais de 50 comentários, alguns mais ácidos outros mais amenos.

Eu discordo da recomendação e acho um pouco contraditório com o posicionamento do Google, que sempre argumentou que posicionava melhor sites que disponibilizavam informações relevantes ao cliente final.

Eu como cliente final gosto mais de URLs amigáveis, mas isso sou eu. Parece que os bots vão preferir ler as URLs de outra forma.

Foi interessante ver que o blog usa URLs amigáveis ao invés de parâmetros na sua estrutura.

Mais no Webmaster Central Blog do Google: Dynamic URLs vs. static URLs.

 

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Medir sim… mas o quê?
Por Rodrigo Polacco em 22 dUTC setembro 2008, 08:09
 

A internet hoje segue pelo mesmo caminho que outros mercados mais maduros passaram anteriormente. As pessoas falam em CRM, ROI, ORI, RFM e milhares de outras siglas que representam métricas relevantes para o negócio.

Nos últimos anos tenho visto muitos profissionais capazes caírem numa espécie de armadilha que eu chamo de “síndrome do afogamento de informações”, ou seja, as pessoas na euforia de medir tudo o que a internet permite acabam perdidas por esquecer o mais básico que é a razão de uma métrica existir.

Gosto muito da definição de sistemas de gerenciamento colocada por Christopher Meyer na Harvard Business Review de maio/junho de 1994, que é:

“The traditional role of traditional measurement systems… is to pull ‘good information’ up so that senior managers can make ‘good decisions’ that flows down. To that end, each relatively independent function has its own set of measures, whose main purpose is to inform about its activities.”

Christopher Meyer, “How the Right Measures Help Teams Excel,” Harvard Business Review, May – June 1994

Além de esta definição sintetizar bem a idéia, aqui vão algumas dicas extraídas do livro Keeping Score (Quality Resources, 1996), de Mark Graham Brown, que certamente ajudarão você a encontrar as melhores métricas para seu negócio.

  • Medir apenas o necessário: concentre-se nas métricas vitais, ou seja, nas poucas variáveis chaves do seu negócio.
  • Os acompanhamentos das métricas devem se concentrar nos fatores necessários para o sucesso de seu negócio: Key Business Drivers.
  • Os acompanhamentos devem ser um mix de informações do passado, presente e futuro.
  • Os acompanhamentos devem ser baseados nas necessidades dos clientes, acionistas e diretores.
  • A disseminação das informações deve começar do topo e fluir para todos os níveis hierárquicos da empresa.
  • Diversos índices podem ser combinados na criação de um índice global para facilitar o acompanhamento.
  • As métricas devem ser revistas ou ajustadas para acompanhar as mudanças no modelo de negócio ou na estratégia da empresa.

Minha dica é: comece simples e vá sofisticando conforme a necessidade e lembre-se que uma maratona começa pelo primeiro passo.

 

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