O assunto marketing mobile ganha cada vez mais espaço. Prova disso é um estudo que o eMarketer divulgou este ano estimando que o gasto em publicidade mobile mundial deve ficar perto de U$ 5 bilhões. Parece muito, mas é um valor que deve triplicar até 2011.
Hoje os anunciantes investem cerca de 87% em campanhas de resposta direta e deixam apenas 13% para ações de branding no dispositivo.
A Dynamic Logic divulgou resultados de pesquisas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos que medem os efeitos de marca em campanhas publicitárias em diversos setores (bebidas, automóveis, eletrônicos, entretenimento, serviços financeiros, varejo, telecomunicação, viagens). As campanhas incluem WAP para exibir anúncios em sites e aplicações móveis para download.
Entre os principais resultados apontados pelo estudo (que comparou o resultado de pessoas expostas a ações mobile com o de pessoas não expostas) foi que a publicidade móvel pode ser um meio eficaz para alavancar a marca durante todo o processo do funil de decisão.
O aumento médio de 23,9 pontos percentuais em mobile ad awareness mostrou que as campanhas estão conseguindo captar a atenção das pessoas. Fato que pode ser conseqüência da novidade do meio, pois muitas pessoas podem estar intrigadas e assim prestam mais atenção à publicidade nos dispositivos móveis.
No Brasil, se considerarmos os acessos à internet via iPhone apurados pela Predicta entre os meses de março e abril, foram mais de 330 mil acessos à internet, um crescimento de aproximadamente 1% ao dia. Se continuar nesse ritmo alucinante, nem dependerá da venda legalizada para se superar a marca de 1 milhão de acessos até o final de 2008, como já publicamos anteriormente.
E não é só isso. Hoje este é o objeto predileto das pessoas – a Nortel Networks, maior fabricante norte-americana de telefones, divulgou um estudo conduzido pela IDC pelo qual mais de 30% dos trabalhadores, se tivessem que sair de casa por 24 horas e pudessem levar consigo apenas um objeto, levariam o celular. Ganhando de carteira, laptop, mp3 e qualquer outra coisa. Afinal, hoje é possível fazer a maioria das coisas pelo aparelho.
Agora a questão é: as empresas devem repensar em como usar o dispositivo para se comunicar com as pessoas. Tanto na parte receptiva (ou site) como na parte ativa (ou campanhas).
