IE 8 vai bloquear anúncios e tracking de usuários?
Por Rodrigo Polacco em 28 dUTC agosto 2008, 11:08
 

Pelo ponto de vista da defesa da privacidade, a próxima versão do Internet Explorer pode ser considerada um bom passo.

Mas pelo ponto de vista dos anunciantes restam dúvidas, considerando detalhes que acabam de ser divulgados. A nova versão do browser da Microsoft, líder de mercado, deverá oferecer um feature que bloqueia anúncios e mesmo conteúdos de terceiros.

Segundo o vice presidente do IAB nos Estados Unidos, Mike Zaneis, esta nova função poderá trazer consequências para as economias da internet.

A maior parte da publicidade na internet é servida por redes de anunciantes e bloquear os anúncios vai atrapalhar. Apesar deste feature não ser novidade, ele preocupa porque será oferecido no browser mais usado no mundo.

Segundo a Microsoft, o feature conhecido como InPrivate Blocking não foi criado para bloquear anúncios, mas na prática alguns anúncios poderão ser bloqueados, porque serão bloqueados pedaços de código que os sites usam para acompanhar o movimento de usuários na web.

Se for isso mesmo, vai ser complicado. Vamos aguardar.

Leia mais no Washington Post: Accidental Ad Blocker.

 

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Ação viral do i9 através de blogs foi positiva
Por Fred Pacheco em 27 dUTC agosto 2008, 04:08
 

A Coca-Cola, através de sua equipe de relações públicas, enviou em julho uma mini geladeira personalizada para nove blogueiros selecionados no Brasil como formadores de opinião.

O brinde continha em primeira mão uma garrafa de i9 – antes de seu lançamento – e a geladeira ligada via USB fazia surgir um pop up na tela do computador com cenas rápidas do making off do filme de lançamento.

Alguns blogueiros comentaram o acontecido, o que foi suficiente para alguns veículos acusarem os selecionados de serem “blogs-de-aluguel”.

Na verdade foi apenas uma habilidosa ação para proporcionar a alguns formadores de opinião a experiência com o produto antes dos demais mortais, para que, ao se sentirem privilegiados, fossem motivados a comentar. Não envolvia compra de posts ou direcionamento das opiniões.

Isso se chama “conteúdo publieditorial” em um bom planejamento de marketing e sempre foi feito também nos veículos offline.

Com o tempo esta discussão não existirá mais, pois entenderão que o canal online é a evolução dos meios offline. Os antigos que se segurem, pois a tendência é cada vez mais estes novos canais ganharem força por sua credibilidade, por suas características e por sua proximidade com os leitores. A Coca já percebeu isso… É uma tendência de desconstrução dos ícones midiáticos.

E qual foi o resultado da ação?

Esperei para ver o resultado pós-debate e acredito que foi melhor que o esperado, pois além da divulgação planejada nos blogs (onde dos nove escolhidos, cinco publicaram posts), houve uma multiplicação de conteúdos motivados pelo polêmico termo “blogs-de-aluguel”.

Hoje, um mês depois, existem aproximadamente 16.400 posts e matérias comentando o lançamento do produto e/ou a campanha de uso dos blogs – quase todos defendendo a ação! Chegou até mesmo ao O Globo.

É o famoso “falem mal, mas falem de mim” potencializado no canal online.

Veja no You Tube o vídeo de lançamento.
Veja um dos sites personalizados para os blogueiros.

 

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O fim da era dos cliques
Por Fred Pacheco em 26 dUTC agosto 2008, 07:08
 

Ainda não vamos tirar os botões do mouse, mas devemos tirá-los do planejamento e das métricas de campanhas online.

O antigo e ultrapassado % CTR (taxa de cliques) mede apenas quantas vezes uma peça foi clicada a cada cem exibições. Mas não mostra se o usuário realmente chegou ao website, se esperou o carregamento, se navegou no conteúdo ou, o mais importante, se realizou uma compra ou conversão.

As análises devem avaliar a eficiência da campanha até sua ponta final, acompanhando diferentes indicadores: custo de impressão da peça, custo por usuário impactado, custo por visita no site e custo de aquisição de um cliente, entre outros.

A importância de cada indicador irá variar de acordo com o objetivo de cada campanha.

Uma campanha institucional ou de comunicação simples pode comunicar diretamente nas peças através de interação, sem cliques ou visitas a websites. Neste caso, o mais importante é medir quantas interações ocorreram com a peça, e não apenas os cliques. Tecnologias como widgets podem realizar operações no próprio ambiente do portal, como encontrar a loja física mais próxima.

Formatos de rich media ajudam bastante porque permitem convidar o usuário a uma interação com pouco espaço ocupado – e quando o usuário demonstra interesse a peça entregará a informação relevante.

Por exemplo, uma oferta de consórcio da Ford que permita ao cliente interagir definindo no calendário até quando pode esperar pelo carro. Seriam exibidas informações correspondentes a esta decisão e se continuar interessado, aí o cliente ao clicar será direcionado para a contratação em uma página específica com os parâmetros selecionados.

No futuro, é possível que se reduza também a importância do clique dentro do site visitado. Ainda são considerados importantes o número de páginas por visita ou o número de cliques, mas será mais interessante medir a efetiva interação do usuário com os conteúdos e o tempo dedicado.

Por exemplo, há páginas de vídeo onde não basta saber se o cliente chegou até elas, mas se assistiu o vídeo até o fim, se passou adiante, se comentou, se aumentou a janela.

O mesmo vale para outros conteúdo. Um excelente conteúdo experimental de site que interage inteiramente sem cliques pode ser visto no projeto Dontclick.it.

Esta é na verdade a forma natural das pessoas – não viemos com botões nas pontas dos dedos e estamos acostumados a interagir tocando ou arrastando. É melhor já ter o resultado da interação sem precisar clicar e aguardar – fazer o usuário clicar é cada vez mais difícil; ele está mais desconfiado.

Esta é a razão pela qual o iPhone faz tanto sucesso: interage através dos toques dos dedos com gestos como arrastar, ao invés de clicar em uma seta para o lado.

 

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Firefox cresceu 36% em sete meses no Brasil
Por Fred Pacheco em 25 dUTC agosto 2008, 04:08
 

Navegador ganhou 1,5 pontos percentuais entre maio e julho, o que representa mais de 80 milhões de acessos.

O incômodo em relação ao monopólio da Microsoft pode ser um dos principais motivos para o crescimento de seu principal concorrente no segmento de navegadores, o Firefox. Somente nos primeiros sete meses deste ano, o número de acessos à Internet via Firefox cresceu impressionantes 36%, segundo dados apurados pela Predicta, enquanto o acesso total à web manteve-se praticamente estável com crescimento de apenas 1,6%.

Outros motivos podem ser apontados. O Firefox é um navegador que possibilita ao usuário maior flexibilidade e controle da ferramenta. Outra questão que não pode ser deixar de lado é o marketing realizado pela Mozilla na ocasião do lançamento da versão 3.0, em meados de junho, quando aconteceu o download day. Somente neste dia, o Brasil realizou 598 mil downloads da ferramenta.

O Firefox tem suas qualidades: a versão 3 é mais rápida e oferece melhorias em segurança, organização pessoal e downloads em relação à anterior. O boca a boca foi importante, pois o usuário que utiliza a ferramenta e compara as vantagens em relação ao Internet Explorer vai sugerir para os amigos mais próximos.

A campanha da Mozilla tinha como objetivo colocar o Firefox 3 no Guiness Book como o software mais baixado em 24 horas. Nos Estados Unidos o browser teve oito milhões de downloads no dia do lançamento. As várias versões do Firefox representam 18,41% do mercado mundial de navegadores, que o Internet Explorer ainda domina o mercado, com 73,75%, segundo a NetApplications.

No Brasil

No Brasil, o navegador já detém 8,2% de participação do mercado e vem crescendo diante do líder Internet Explorer, da Microsoft, que já vem instalado no Windows. Os demais navegadores detêm apenas 1%.

O público considerado são os visitantes que acessam sites dos clientes da Predicta. Em um período de 30 dias, podemos dizer que mais de 98% dos internautas brasileiros foram expostos a uma das ferramentas da Predicta.

firefox_cresce.jpg

 

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Campanhas virais no You Tube cada vez melhores
Por Douglas Tokuno em 24 dUTC agosto 2008, 01:08
 

Fabricante de game transforma um bug apontado por usuário em oportunidade para chamar mais atenção sobre o produto de forma muito positiva.

Há dois anos atrás, o Polacco já tinha falado aqui sobre a utilização do YouTube como forma de distribuição de campanhas virais. Naquele artigo ficou a dúvida se esta nova forma diferenciada de publicidade gratuita seria duradoura, em função do posicionamento do Google sobre a utilização do You Tube como um veículo gratuito, ao invés do anunciante pagar por uma publicidade.

Bom, parece que não houve nenhuma restrição aos anunciantes, que encontraram formas cada vez mais criativas e inusitadas para promover marcas e produtos.

Uma mania que se tornou bastante comum entre os usuários é a realização de vídeos de gadgets sendo desempacotados e testados pela primeira vez. Aproveitando essa onda, a Samsung fez um buzz com o seu novo lançamento, o Samsung Omnia. O vídeo apresenta o “unboxing” do produto e inclusive divulga um suposto blog de tecnologia. Quando o usuário visita esse blog, a Samsung revela sua estratégia e não se esquece de dar créditos aos usuários que inspiraram a campanha. (Fux, obrigado pela dica!)

Não só os vídeos de usuários podem servir de inspiração para as campanhas, mas também uma resposta a um vídeo pode se tornar uma grande oportunidade para gerar um buzz positivo para a marca. Em minha opinião, o melhor exemplo disso é o caso da fabricante de jogos EA Sports.

Um usuário chamado Levinator25 postou um vídeo mostrando um bug no jogo Tiger Woods PGA Tour 08. Neste review, o usuário mostra o jogador Tiger Woods batendo uma bola e andando em cima de um lago. Ironicamente, o usuário apelida a nova funcionalidade do jogo de “Jesus Shot”. Confira abaixo!

Ao invés de corrigir o jogo e fazer uma campanha para recuperar um eventual dano à marca (considerada um dos melhores fabricantes de jogos de esportes), a EA Sports simplesmente colocou um vídeo de resposta.

Neste vídeo, a companhia mostra parte do review do usuário Levinator25 e responde realmente de maneira muito criativa.

Resumindo: o que parecia ser um bug no jogo acabou se transformando em um feature (não vão ter que gastar dinheiro corrigindo isso). A imagem da empresa, que poderia estar arranhada com o post do usuário, foi totalmente revertida para uma campanha muito criativa e que gerou vários comentários em diversos blogs e no próprio You Tube.

Pelo jeito, os anunciantes estão começando a prestar mais atenção nos usuários e comunidades para criarem anúncios muito mais interessantes e relevantes.

 

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Ainda pergunta por que mobile marketing?
Por Rodrigo Polacco em 21 dUTC agosto 2008, 10:08
 

O assunto marketing mobile ganha cada vez mais espaço. Prova disso é um estudo que o eMarketer divulgou este ano estimando que o gasto em publicidade mobile mundial deve ficar perto de U$ 5 bilhões. Parece muito, mas é um valor que deve triplicar até 2011.

Hoje os anunciantes investem cerca de 87% em campanhas de resposta direta e deixam apenas 13% para ações de branding no dispositivo.

A Dynamic Logic divulgou resultados de pesquisas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos que medem os efeitos de marca em campanhas publicitárias em diversos setores (bebidas, automóveis, eletrônicos, entretenimento, serviços financeiros, varejo, telecomunicação, viagens). As campanhas incluem WAP para exibir anúncios em sites e aplicações móveis para download.

Entre os principais resultados apontados pelo estudo (que comparou o resultado de pessoas expostas a ações mobile com o de pessoas não expostas) foi que a publicidade móvel pode ser um meio eficaz para alavancar a marca durante todo o processo do funil de decisão.

O aumento médio de 23,9 pontos percentuais em mobile ad awareness mostrou que as campanhas estão conseguindo captar a atenção das pessoas. Fato que pode ser conseqüência da novidade do meio, pois muitas pessoas podem estar intrigadas e assim prestam mais atenção à publicidade nos dispositivos móveis.

No Brasil, se considerarmos os acessos à internet via iPhone apurados pela Predicta entre os meses de março e abril, foram mais de 330 mil acessos à internet, um crescimento de aproximadamente 1% ao dia. Se continuar nesse ritmo alucinante, nem dependerá da venda legalizada para se superar a marca de 1 milhão de acessos até o final de 2008, como já publicamos anteriormente.

E não é só isso. Hoje este é o objeto predileto das pessoas – a Nortel Networks, maior fabricante norte-americana de telefones, divulgou um estudo conduzido pela IDC pelo qual mais de 30% dos trabalhadores, se tivessem que sair de casa por 24 horas e pudessem levar consigo apenas um objeto, levariam o celular. Ganhando de carteira, laptop, mp3 e qualquer outra coisa. Afinal, hoje é possível fazer a maioria das coisas pelo aparelho.

Agora a questão é: as empresas devem repensar em como usar o dispositivo para se comunicar com as pessoas. Tanto na parte receptiva (ou site) como na parte ativa (ou campanhas).

mobile_branding.jpg

 

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Knol do Google tem uma forcinha do buscador?
Por Daniel Almeida em 19 dUTC agosto 2008, 11:08
 

Vale a pena conferir a evolução do Knol, ainda em versão beta. Trata-se de um site de conteúdo, onde as pessoas compartilham seus conhecimentos, uma espécie de Wikipedia do Google.

Ainda é recente, mas vale uma olhadinha.

A home do Knol.
Leia mais no Adnews: O Google é uma empresa de mídia?.

 

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Como foi o PMI Global Congress 2008 Latin America
Por Henrique Imbertti Jr em 15 dUTC agosto 2008, 01:08
 

Durante os dias 11, 12 e 13 de agosto, a Predicta esteve presente no PMI Global Congress 2008 – Latin America, um evento internacional promovido pelo Project Management Institute (PMI), que é hoje a maior entidade mundial sem fins lucrativos voltada ao gerenciamento de projetos.

O congresso foi campeão em números e considerado pelo PMI como o maior já realizado fora dos EUA, com cerca de mil participantes e mais de 300 pessoas na fila de espera!

A demanda excedeu as expectativas do PMI, sendo que as inscrições esgotaram com duas semanas antes do início do evento. Notamos que realmente o ambiente estava muito cheio e em alguns momentos a organização sofreu para deixar tudo sobre controle, mas no geral o evento foi muito bom.

Tudo foi transmitido simultaneamente em português, inglês e espanhol. Praticamente toda a comunidade de gerenciamento de projetos do Brasil e da América Latina estava presente. Foi uma oportunidade espetacular de aprendizado e de ampliação do networking.

Obviamente não pudemos estar presentes em todas as palestras do evento, mas conseguimos cobrir boa parte da programação. Pelo menos a organização disponibilizou no site do evento os slides de todas as palestras.

Gostaríamos de destacar, de forma resumida, o conteúdo de algumas das palestras que presenciamos . Escolhemos muitos temas relacionados à PMO (Project Management Office), pois o nosso Escritório de Projetos está aos poucos se estabilizando e em constante evolução, e também, sobre a gestão ágil de projetos, dado que estamos o aplicando com muito sucesso aqui na Predicta.

Bruce Woerner apresentou a “Liderança em PMO: Um catalisador para acelerar o crescimento no Escritório de Projetos de Tecnologia da Informação”. Ele citou sobre a função do líder na orientação do seu desenvolvimento desde a infância, passando pela adolescência até a fase adulta. Mostrou, também, como aplicar a liderança do PMO para acelerar o crescimento ao longo dos estágios de maturação.

A palestra de Anthony Reed “A equação da realização – gerenciamento de projetos pessoal e profissional”. Ele mostra a utilização do gerenciamento de projetos na vida e no trabalho. Cita que desde subir os degraus da muralha da China, até montar uma indústria ou uma empresa, temos desafios e podemos aplicar os conceitos clássicos de gerenciamento de projetos.

Gostamos muito de um vídeo que ele exibiu sobre um concurso realizado pela The Building Industry Association of San Diego que mostra uma casa completa sendo construída em um tempo recorde de 2 horas e 45 minutos! Realmente foi um projeto desafiador que utilizou com muita criatividade e trabalho em equipe. Vale a pena assistir.

“Great Project Managers” foi o tema de Michael O’Brochta. Ele discutiu sobre o que faz um gerente de projeto ser excelente, por que seus projetos são bem-sucedidos (ou fracassam) e sobre as competências desses gerentes de projetos. Seu estudo se inspirou em padrões de competências, pesquisas do PMI e em três livros:

O trabalho foi muito objetivo, pois sintetizou o conteúdo destas três publicações. O’Brochta citou também os 7 Ps que devemos seguir para obter sucesso nos projetos: “Prior Project Planning Prevents Poor Project Performance”. Além disso, ele passou uma lista sobre o que os grandes gerentes de projetos fazem e “como fazer” na prática.

O curioso é que muitos dos princípios discutidos nesta palestra estão na gestão ágil de projetos e nós estamos utilizando aqui com sucesso. O Scrum utiliza conceitos como: comunicação efetiva e transparente; rápido feedback do cliente; liderança servidora; quebra de um projeto em uma série de iterações curtas (sprints); entregas freqüentes e intermediárias de funcionalidades 100% desenvolvidas; entre outros.

Pablo LIedo completou o tema com sua palestra sobre “Gerenciamento de projetos Lean”, que é uma das técnicas mais modernas para tornar os projetos mais eficientes. Sabemos que o Scrum tem em sua base o pensamento enxuto pregado pelo Lean, ou seja, maximizar o valor e eliminar os desperdícios nos projetos. Além disso, devemos procurar sempre o valor dos projetos na mente dos usuários finais e clientes do projeto, e não na de seus projetistas, ou seja, o cliente deve fazer parte da equipe. LIedo tem muita experiência no assunto e mostrou vários casos práticos da aplicação destas técnicas. Foi sensacional.

Em sua apresentação, Carlos Colón falou sobre um tema que eu conheço superficialmente: o modelo de maturidade em gerenciamento de projetos organizacionais (OPM3®) e sua relação com a cultura organizacional. Ele levantou esta discussão, pois atualmente o OPM3 não considera a cultura organizacional como parte do modelo. Pouquíssimas pessoas da platéia tinham aplicado o modelo de maturidade em suas empresas, mas creio que este número deve aumentar junto com a quantidade de PMOs que estão sendo implantados. Afinal, antes de iniciar este tipo de implantação é preciso saber o nível de maturidade da empresa para tomar atitudes adequadas.

Uma das melhores sessões do evento, em nossa opinião , foi sobre as “Competências Técnicas para Gestor de Portfolio”, que foi muito bem apresentada pela Margareth Carneiro. Ela domina as técnicas de oratória e tem grande conhecimento do assunto, ou seja, sucesso total. O trabalho apresentado na palestra faz parte de sua dissertação de mestrado que teve grande aceitação no meio profissional. Segundo ela, a literatura na área de portfolio ainda é muito restrita e um bom livro que mostra como aplicar estes conceitos na prática é Project Portfolio Management Tools and Techniques da IIL. Com certeza utilizaremos essa bibliografia em nossos estudos. Foi muito interessante a análise que ela fez entre as competências da empresa (que podem ser feitas como OPM3) e as competências individuais.

Outro ponto interessante, é que hoje a gestão de portfolios é realizada por pessoas ligadas ao planejamento estratégico da empresa, mas a tendência é que os gestores de projetos seniores se tornem gestores de portfolios, ou seja, este cargo será comum. Além disso, tudo indica que em breve o PMI deverá lançar uma certificação nesta área, assim como fez recentemente na área de programas, riscos e schedule. Resumindo, a gestão de portolios está em ascensão e promete bastante para os próximos anos.

Foi muito bom ver palestrantes que são mestrandos da USP. Eles trataram de temas muito interessantes (que inclusive estamos vivenciando na Predicta) com rigor acadêmico e aplicações práticas. O Edivandro Conforto falou sobre a “avaliação de um método ágil para planejamento e controle de projetos inovadores”.

Ele propôs um método para planejar e controlar estes projetos usando a abordagem ágil, seguindo-se os procedimentos para utilizá-lo e os resultados de dois casos. Ele foi vencedor do “Student Regional Paper Award”. A inspiração dele foi baseada em três livros:

Infelizmente nós não pudemos assisti-la, mas conversamos com ele ao final da palestra e trocamos contatos. Vamos tentar ajudá-lo nesta pesquisa.

Outra discussão sobre PMOs foi levantada por Murilo Lima, que apresentou uma “Análise crítica de fatores que afetam o planejamento de um escritório de projetos: Um estudo de caso”. O trabalho contém um estudo de caso da implantação de um PMO em uma grande indústria brasileira, analisando o planejamento, a implantação, os problemas encontrados e os resultados obtidos. Para fechar, participamos de uma sessão bastante prática e dinâmica sobre “Simulação da restrição tripla no gerenciamento”

O argentino José Esterkin conduziu muito bem o trabalho. Nesta sessão foi possível interagir com diversos participantes, pois fomos divididos em grupos de executores do projeto e um grupo de patrocinadores. No nosso grupo ocorreu uma grande mistura de linguagens, pois além dos brasileiros, havia um chileno e um holandês que só falava em inglês.

Foi uma experiência muito rica, pois além do time multicultural também vivenciamos diversos problemas que acontecem durante o planejamento e execução de um projeto, o que fazer para solucioná-los, como negociar com os stakeholders e gerenciar as influências no escopo, tempo, custo e qualidade.

Além das palestras, foi possível rever amigos do Chapter Espírito Santo do PMI e conhecer mais pessoas do Chapter São Paulo. Encontramos também professores e alunos da pós-graduação da USP, colegas da Johnson & Johnson que fizeram o treinamento Certified ScrumMaster e várias pessoas de diversas empresas.

O local do próximo PMI Global Congress – Latin America, que será em 2009, foi anunciado no final do evento. A cidade escolhida foi Lima, Peru. Esperamos estar lá novamente!

Saiba mais no podcast publicado por Ricardo Vargas.
Site do evento.
Chapter do PMI São Paulo.

 

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Internet faz a diferença na cobertura das Olimpíadas
Por Rafael Uceda em 14 dUTC agosto 2008, 01:08
 

As Olimpíadas de Pequim iniciaram há quase uma semana. Infelizmente temos um fuso horário de 11 horas entre Brasil e China, fazendo com que grande parte do evento seja de madrugada.

Nas Olimpíadas de Sidney, oito anos atrás, tivemos o mesmo problema, só que não havia alguns artifícios que temos hoje.

Grandes portais exibem resumidamente os fatos ocorridos durante o dia em Pequim (como se fosse um boletim), além das seções especiais dedicadas aos Jogos Olímpicos.

Não assisti a abertura das Olimpíadas de Pequim, já que era horário comercial aqui no Brasil. Só fui assistir no começo dessa semana os melhores momentos no YouTube, que permite escolher o vídeo que você quer. Assim vi a delegação brasileira entrando e o momento que a tocha foi acendida.

Para alguns jogos de certas modalidades, ainda fazemos esforços para ficar acordado e assistir, mas acompanhar grande parte das Olimpíadas é impossível.

O esforço da internet para trazer placares online, quadro de medalhas, blogs especializados e boletins diários faz com que eu de alguma maneira possa lembrar mais dos recordes, fatos e jogos desta olimpíada.

Se nas Olimpíadas de Sidney já existissem essas ferramentas, os jogos provavelmente teriam sido lembrados até hoje.

 

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Anatel libera venda do novo iPhone no Brasil
Por Rodrigo Polacco em 13 dUTC agosto 2008, 10:08
 

Finalmente a Anatel liberou a venda do novo iPhone, mas isso não significa que ele chegará em breve nas lojas das operadoras. A data mais provável é perto do Natal.

Mais detalhes no G1: Anatel libera venda do novo iPhone no Brasil.

 

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