Resiliência é a palavra da “moda”. Vem da Física e se refere à propriedade de alguns materiais de acumular energia, quando exigidos e estressados, e voltar ao seu estado original sem qualquer deformação.
O termo resiliência não é mais exclusivo da Física e hoje é usado na saúde, na psicologia e até na gestão de recursos humanos, como uma característica importante ao indivíduo, em um mundo onde o stress domina o dia-a-dia profissional. O que é conceito antigo numa área de conhecimento vira “última palavra” em outro.
E a área de tecnologia não fica de fora desta generalização do termo. Hoje, o termo resiliência pode ser aplicado nas características de um produto (como no Roteamento Resiliente Distribuído da 3Com) ou na área de segurança onde o CERT desenvolve o Resiliency Engineering Framework.
Para a equipe de infra-estrutura da Predicta, mais do que um modismo, o conceito de resiliência tem a ver com atender a demanda das áreas de negócios.
Nos últimos dias, temos batido recordes internos de tráfego, atingindo a casa de 150 mbps de tráfego internet – isto em épocas em que, tradicionalmente, nosso tráfego é baixo. Dentro do modelo de trabalho da Predicta, as áreas de negócios aceitam as campanhas sem a obrigatoriedade de consultar previamente a infra-estrutura para uma análise de capacidade do ambiente.
O que faz o nosso ambiente possuir a “resiliência” necessária para atender estas demandas? Desde o desenvolvimento do nosso produto, onde as três camadas (web, application e banco de dados) são planejadas para trabalharem independente uma da outra, até o modelo de contratação de links de internet, redundantes e com a capacidade de absorver este crescimento.
Isto nos possibilita o crescimento vertical (ampliando a capacidade dos servidores) e horizontal (acrescentando novos servidores ao nosso parque). Possibilita ainda a atuação rápida em caso de necessidade de ajustes já que, com a independência de camadas, podemos atuar no ampliação do ambiente sem paralisar as atividades do ambiente de produção.
Atualmente buscamos cada vez mais desenvolver este modelo de resiliência – as equipes de desenvolvimento e infra-estrutura buscam, constantemente, novas tecnologias e conceitos que possam agregar cada vez mais ao nosso produto, diferenciando-o através de qualidades que atendam o nosso cliente.
No próximo artigo falarei um pouco do conceito de computação em nuvem (cloud computing) e como ela irá incorporar-se ao nosso conceito de resiliência.