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No mundo digital, todas as suas informações mais restritas podem ser acessadas através de uma senha. Desde e-mails pessoais até homebanking, temos senha para tudo. Ao roubar uma senha, uma pessoa pode se passar por alguém que não é, ler seus e-mails e realizar transferências bancárias. Por este motivo, seguem algumas dicas para manter a sua senha segura e sobre o que fazer se ela for roubada.
1. Troque a senha com freqüência
Esta dica muitas pessoas já conhecem, mas mesmo assim não trocam suas senhas com freqüência. A mudança de uma senha para outra não precisa ser grande, talvez você possa colocar uma letra a mais na senha mudando de A para B e depois para C para ficar mais fácil de lembrar. Se sua senha é “teste” pode-se trocar para “testeA” depois “testeB”.
2. Não use números óbvios
Existem muitas senhas que são básicas e comuns demais. Evite senhas comuns como:
- Datas: aniversário, casamento ou outras datas importantes;
- Nomes: Nome do filho, esposa, sobrenome;
- Número: 123456, 654321, qwert123 etc.
Muitas pessoas ainda usam este tipo de senha. São as primeiras tentativas usadas por quem quer descobrir uma senha. Evite senhas simples como essas.
3. Letras e números
É recomendável utilizar números e letras em sua senha para maior dificuldade de acesso. Utilizar tanto letras maiúsculas quando minúsculas também são recomendadas. Caracteres especiais como %, # e & podem ser utilizados também.
Utilize palavras que não tenham relação com a sua vida pessoal; ou seja, não use “informática” como senha se você trabalha na área.
Como exemplo de senha baseada em palavra podemos citar a de uma amigo que utilizava “abacaxi9”. Uma senha muito engraçada e difícil de ser pensada por alguém.
Em uma senha considerada “case sensitive” as letras maiúsculas ou minúsculas são diferenciadas. Para ajudar na segurança ou mesmo no cadastro, é recomendável usar pelo menos uma letra maiúscula e alguns números em sua senha. Muitos websites possuem regras para suas senhas (devem ter X letras e X números no mínimo).
4. Senhas únicas
Algumas senhas são mais importantes que outras. Podemos classificá-las assim:
Senhas de banco: Esse tipo de senha tem de ser única.
E-mail 1: este é o seu e-mail pessoal principal. Não o utilize para cadastrar-se em muitos sites; utilize-o apenas para trocar mensagens com seus amigos, fugir do spam e ter mais segurança em suas mensagens.
E-mail 2: é recomendável uma senha única para o e-mail secundário. Esse e-mail é utilizado para cadastro em sites como Orkut ou outros lugares onde o e-mail fique visível para os outros usuários. Lembre-se de que quando você perde a sua senha, você pode mandá-la para o seu e-mail usando a ferramenta “esqueci minha senha” na maioria dos websites. Deste modo, se a senha do Orkut é igual a do e-mail, se alguém descobrir a senha do seu Orkut pode descobrir todas as suas outras senhas através do “esqueci minha senha”.
E-mail 3: outro e-mail deve ser criado para melhor protegê-lo. O terceiro e-mail será utilizado para cadastro em websites que você não considera seguro. Fique pronto para o spam.
Messenger: o e-mail utilizado no messenger pode ser o seu e-mail primário. É importante lembrar que se esta senha é descoberta, sua identidade ficará totalmente aberta.
5. Senhas repetidas
Uma vez registrado em um website, o webmaster ou administrador saberá a senha cadastrada no sistema e poderá usá-la para fins maléficos.
Nem todas as senhas precisam ser diferentes. Algumas senhas podem ser repetidas, porém em locais não relacionados.
Você está cadastrado em um site de automobilismo e também em um fórum de automobilismo. Como os dois webmasters sabem a sua senha, ela pode ser usada para algo maléfico, pois esta pessoa terá acesso ao outro site também. Uma situação como essa pede senhas diferentes, pois os sites são relacionados. Se a sua senha do fórum foi descoberta por algum motivo, alguém mal intencionado poderia utilizá-la no website de automobilismo.
Por outro lado, essa senha pode ser repetida em um site de fotografia, onde fica mais difícil de relacionar os dois sites a um mesmo usuário.
6. Descobriram minha senha
Troque a senha o mais rápido possível.
E se mudaram a senha?
Como explicado acima, você poderia utilizar a ferramenta “esqueci minha senha” enviando-a para o seu e-mail. Como seu e-mail possui uma senha única, ele estará seguro.
O seu e-mail é a chave para todas as suas senhas, não divulgue para pessoas desconhecidas.
Mas a senha do e-mail também já foi alterada:
Ao se cadastrar para um e-mail, normalmente pode-se colocar outro e-mail deste modo você pode utilizar a mesma ferramenta utilizada acima. Como as senhas dos dois e-mails são diferentes, a pessoa terá que descobrir três senhas no total.
Tudo deu errado e agora?
Você está com problemas agora – dois de seus e-mails já foram invadidos além da outra senha perdida. Porém, ainda há uma solução. Se um dos e-mails for de um portal ou algum serviço pago, você poderá contatá-los por telefone ou pessoalmente. Conferindo dados pessoais, a empresa fornecerá a senha. Por outro lado, se todas as contas forem de e-mails grátis, infelizmente você esta perdido. =(
7. Quantas senhas… como vou lembrar de todas?
Uma estratégia para lembrá-las bem simples é anotar todas as suas senhas em um papel e colocá-lo em um lugar seguro.
Suas senhas devem ser relacionadas. No exemplo do “abacaxi”, meu amigo poderia colocar sua segunda senha como “sucodeabacaxi” e sua terceira como “caipirinhadeabacaxi”. Relacionar senhas a um contexto ajuda a lembrar delas mais facilmente. Outro modo seria utilizar números para representar. Ou seja, você poderia utilizar a senha “abacaxi2” para o e-mail secundário. O numero “2” é uma mudança muito pequena em uma senha para outra, porém é um diferencial que muitas pessoas não pensariam.
Case sensitiva, explicado acima, pode ser utilizado para modificar uma senha de outra. Ao invés de colocar “Abacaxi”, a sua segunda senha poderia ser “ABacaxi”. Alguns sites não possuem case sensitive, logo sua senha seria a mesma com letras maiúsculas ou minúsculas.
Você também pode criar uma relação entre uma senha e outra, por exemplo, criar senhas relacionadas com o websites visitado “automobilismoabacaxi”.
Pode-se escrever de traz para frente “ixacaba” ou escrevendo duas vezes “abacaxiabacaxi” para o seu e-mail secundário ou mesmo utilizando a língua do P “papbpapcpapxpi” difícil de descobrir não é? O importante é que uma relação ou formula é criada entre suas senhas para facilitar. Existem muitos modos divertidos ou engraçados de criar uma senha crie o seu próprio.
8. Keyloggers, phishing e scammers
O último tópico, porém o mais importante: fique atento sempre que estiver usando a internet.
Keyloggers: são programas (ou vírus) que gravam tudo que é digitado no seu computador, inclusive suas senhas. Esses programas podem atacar o computador do mesmo modo que vírus ou trojans.
Phishing: existem websites que parecem reais, porém são cópias perfeitas criadas para enganar o usuário. Para driblar esse problema, sempre olhe no endereço do link antes de clicar – verifique se você está no website onde deveria estar. E-mails também podem ser utilizados como phishing ao apresentar mensagens mentirosas que parecem reais.
Scammers: são pessoas que utilizam a ingenuidade das pessoas para roubar senhas. A primeira regra para não passar apuros é lembrar que nenhum website sério pede a sua senha em um e-mail ou messenger. Dados cadastrais são pedidos apenas para recuperar sua senha perdida.
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O Brasil registrou no mês passado número recorde de 41,565 milhões de pessoas com acesso à internet, ultrapassando a barreira dos 40 milhões de internautas pela primeira vez, segundo pesquisa realizada pelo Ibope/NetRatings.
A empresa, que mede a internet brasileira desde setembro de 2000, informou ainda que o número de usuários com acesso à web em casa também foi o maior já registrado, chegando a 35,5 milhões de pessoas.
Segundo o coordenador do estudo e gerente de análise da empresa de pesquisa, Alexandre Magalhães, o crescimento acelerado do mercado de informática no Brasil e avanço nas políticas públicas referentes ao acesso à rede são os principais fatores por trás dessa contínua expansão da internet no Brasil.
“São dados positivos… E refletem as políticas públicas de abertura de pontos de acesso à internet em escolas… além da avalanche de facilidades para adquirir computadores novos… por causa da concorrência entre os fabricantes de computador”, afirmou em comunicado divulgado à imprensa.
No mês passado, 23,1 milhões de pessoas navegaram pela web pelo menos uma vez em suas residências, número 29% maior que em maio de 2007 e também recorde.
A pesquisa aponta também que o brasileiro continuou a ser o usuário residencial que navega por mais tempo dentre os dez países acompanhados pela Nielsen/NetRatings.
O usuário brasileiro navegou por 23 horas e 48 minutos, em média, no mês passado à frente de países mais desenvolvidos como Japão e Estados Unidos.
Mais detalhes no Terra: Brasil supera marca de 40 milhões com acesso à web.
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Share of screen time: menos TV e mais PC.
Estudo da IPSOS MediaCT aponta a predominância da TV como meio de consumo de vídeos, mas indica que a internet começa a ganhar espaço no mercado americano. O estudo revelou que o tempo gasto para assistir vídeo (ou share of screen time) na TV caiu 5 pp. (de 75% para 70%), enquanto no PC cresceu 8 pp. (de 11% para 19% – quase o dobro).
Outro fato interessante é o tempo gasto em cinemas, que também caiu, apenas 2 pp. (de 7% para 5% – reduziu 1/3). Será o fator Tropa de Elite?
Segundo os pesquisadores da IPSOS, assistir vídeos online “tornou-se uma atividade onde muitos dos americanos passaram da fase de experimentação para uso regular. Hoje, mais da metade dos usuários com mais de 12 anos já viu algum vídeo online nos últimos 30 dias. A crescente sofisticação dos PCs domésticos e a onipresença das conexões banda larga dentro ou fora de casa facilitaram o processo de experimentação de vídeo digital e, posteriormente, fizeram com que muitos adotassem o PC como um canal confiável em vídeo para entretenimento.“
Onde os vídeos online são assistidos? No PC, que continua crescendo como o aparelho onde mais se assiste vídeos, mesmo com a chegada de DVD players portáteis, media players e celulares 3G.
Será uma questão do ser humano querer concentrar suas atividades em um único dispositivo? Os PCs estão se tornando inseparáveis de seus donos ou vice-versa?
Todas as faixas etárias estão assistindo mais vídeos, a diferença é que os adolescentes entre 12 e 17 anos estão vendo mais vídeos em dispositivos portáteis. É o mesmo grupo que assiste menos TV.
Para a indústria de vídeo estas são informações importantes, como saber quanto tempo o consumidor fica olhando para a tela e se prefere assistir em streaming ou fazer download. Há um novo conjunto necessidades e preferências do público para gerenciar o que assistir.
Players de vídeo como Apple TV e Roku NetFlix procuram fazer uma ponte entre os tradicionais hábitos televisivos e a tendência crescente do público preferir escolher os conteúdos.
Ainda é uma realidade distante para o brasileiro, devido à baixa penetração da internet (22% contra 71% nos EUA). Mas com a chegada da classe C na internet, que na internet encontra facilidade de crédito nas principais redes varejistas do país e pacotes populares de triple pay nas operadores de TV a cabo, a tendência é que este número cresça.
É uma questão de tempo a massificação deste fenômeno em território tupiniquim.
O release sobre o estudo disponibilizado pela IPSOS:
PC Encroaching On TV’s Dominance In Share Of Screen Time With Digital Video Users.
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Você em alguma situação já clicou em cancelar quando queria salvar, ou vice versa? Vou ajudar a explicar porque isso acontece.
O posicionamento das ações principais à direita é o mais natural para mim, porque sou usuário do Windows e nele esse é o padrão adotado. Para usuários de MacOS e Linux o padrão muda.
A imagem é uma captura de tela do Office 2007 da Microsoft
Os desenvolvedores transportaram para suas interfaces os padrões que lhe eram mais familiares, o que fez com que na internet não houvesse padrão, nem Windows, nem Linux ou MacOS.
Pronto! Estes são os motivos, você talvez tenha convivido com essa salada de botões até hoje sem se dar conta, mas e agora, José? Temos usuários que interagem com os dois padrões na intenet, qual adotar?
Acredito que mais uma vez a solução é aplicar o bordão mais manjado dos defensores da usabilidade, “foco no usuário”. Como? Adote o padrão de acordo com o sistema operacional que o seu usuário utiliza.
Talvez caiba uma exceção se você está produzindo uma nova versão de um sistema, pois é interessante observar o padrão adotado no sistema legado e ouvir a opinião dos seus usuários.
Bem, se você não sabe quem é seu usuário e não sabe o sistema operacional que ele usa, a melhor decisão aí é abortar seu projeto…
Artigo recente publicado no site Useit, do guru Jakob Nielsen: OK–Cancel or Cancel–OK?.
Artigo do Luke Wroblewski sobre formulários: Web Application Form Design.
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A sonda Phoenix da NASA que está em Marte tem um endereço Twitter:
Twitter.com/Marsphoenix
No momento já são mais de 23 mil seguidores.
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Com a chegada anunciada da Web 3.0, ambiente que terá como principal pilar a inteligência e melhor organização do conteúdo da rede através da semântica, começam a pipocar os experimentos que fundem a organização semântica com a navegação 3D.
O TagGalaxy, por exemplo, acredita que em breve as buscas tenderão a ser 3D e não mais listas enfileiradas como é feito atualmente. Assim, ao pesquisar uma determinada palavra-chave, o usuário recebe uma quantidade de fotos na forma de um planeta e a navegação é totalmente 3D.
E à medida que o usuário pesquisa, são exibidas tags relacionadas. Por exemplo, em volta da palavra pet orbitam as palavras dog e cat, entre outras.
O projeto é experimental e defendido na Universidade de Ciências Aplicadas de Nuremberg pelo desenvolvedor Steven Wood.
Teste o TagGalaxy. Compare com o resultado de busca de imagem atualmente.

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A força dos blogs está em possibilitar que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento técnico, publique suas idéias e opiniões e que outras pessoas publiquem comentários sobre o que foi escrito, criando um grande debate aberto a todos.
Antes dos blogs, a web era descrita como uma biblioteca. Os sites publicavam informações que podiam ser consultadas por qualquer pessoa com acesso a uma conexão de internet.
No cenário de hoje, não é apenas uma biblioteca, mas grande e ativa conversação global.
As conversas, idéias e opiniões que se dão neste ambiente podem se tornar virais e atingir um enorme número de pessoas em um curto espaço de tempo. Há milhões de “blogueiros” opinando sobre notícias, acontecimentos, produtos…
Estas opiniões atingem a imagem que os leitores formam sobre sua empresa e seus produtos e influenciam decisões de compra, no melhor estilo “boca-a-boca” virtual – com força e credibilidade.
Todas estas vozes podem ser encaradas como um problema ou como oportunidade. Fique atento a elas. Não as ignore porque elas não irão embora. É uma nova realidade que veio para ficar e com ela a necessidade das empresas se adaptarem.
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Ok, o primeiro passo já foi dado: agências e anunciantes já perceberam a importância da mídia online e investem (ainda que timidamente) parte de seu orçamento neste canal. É um bom começo, mas não resolve se for encarado apenas como um “outro canal”, ao invés de compor um planejamento integrado de comunicação da empresa.
Não estou falando apenas em criar peças de propaganda com a mesma linha criativa para TV, rádio e internet… mas em aproveitar e integrar todos os pontos de contato com o cliente – mídias, lojas, call center, entregas, cobrança, auto-atendimento – para manter um “diálogo” coerente e contínuo com este cliente.
Mesmo as grandes agências já perceberam a importância disso. Em recente entrevista para a revista Exame, a Shelly Lazarus, CEO mundial da Ogilvy & Mather, comentou que os novos meios de comunicação respondem por 56% do faturamento do grupo. “Hoje não existe distinção se vamos falar com o consumidor pela internet, pelo celular, pela televisão ou por uma sacola distribuída no supermercado. Procuramos simplesmente o melhor meio de atender à necessidade do cliente e toda a equipe trabalha em conjunto nisso”, acrescentou.
Mas, o desafio agora é dar uma visão única para este público-alvo, de forma a permitir que os diversos momentos de contato com eles sejam planejados e coerentes. É claro que alguma mídias tradicionais como a TV não permitem uma boa customização, no máximo campanhas com ondas seqüenciais – embora a TV digital interativa deva mudar isso. No entanto, novos canais como a internet ou a telefonia móvel permitem esta personalização da mensagem e este será o próximo grande salto, rumo ao efetivo resultado que pode ser extraído de um planejamento integrado.
Diversas formas podem unificar o planejamento destes canais. Para ilustrar com um exemplo, vamos imaginar um banco que se relaciona com seus clientes por diversos canais e precisa aproveitá-los para ampliar o relacionamento do cliente com a instituição.
Então, o banco deve saber quando o cliente se relaciona por cada canal, qual é a operação realizada, os produtos que já possui e assim por diante para entregar a mensagem mais relevante para cada cliente e a cada interação, aumentando assim o índice de conversão das campanhas.

Em campanhas tradicionais, se o banco precisa vender cartões de crédito, bombardeia todos os clientes com as mesmas peças através de todos as mídias – inclusive para clientes que já possuem aquele cartão! E acabam ignorando os demais canais de contato, bem como toda a informação que dispõem a respeito do cliente.
Em uma campanha integrada, os canais se complementam. Por exemplo, a internet pode apresentar peças de teaser até iniciar a campanha da TV; após a qual a internet pode entregar anúncios do cartão para os clientes que ainda não o possuem e anúncios de cartões adicionais para quem já é titular de um (através de identificação pelo homebanking).
De forma complementar, as agências e caixa-eletrônicos devem ter peças de merchandising e os call centers scripts e conhecimento sobre o cliente para suportar a oferta.
Se o cliente faz uma busca sobre cartões de crédito, também é possível entregar conteúdos diferentes se ele já foi ou não impactado pela campanha, além de marcar seu perfil como alguém interessado na oferta, para segmentações futuras.
Por fim, após a contratação do cartão, deve-se parar de impactá-lo com esta oferta para não jogar mídia fora, aproveitando o espaço para novas ofertas.
Parece bom, não é? O que falta para todas as campanhas serem assim? A tecnologia ainda é nova e nem todos a conhecem bem, mas o que falta de verdade é a cultura da maioria das agências para planejar uma campanha integrada – falta visão mais ampla sobre o negócio do cliente.
Citando novamente Shelly Lazarus, ela atribui seu sucesso a frente da Ogilvy ao fato de participar de conselhos de administração de grandes empresas, o que lhe concede a visão de resultados que as empresas têm: “adoro atuar em conselhos, pois isso amplia meus horizontes em questões pouco comuns no dia-a-dia da publicidade”.
A entrevista no portal Exame: A amiga íntima dos CEOs.
Mais sobre ela na Ogilvy: Shelly Lazarus.
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Resiliência é a palavra da “moda”. Vem da Física e se refere à propriedade de alguns materiais de acumular energia, quando exigidos e estressados, e voltar ao seu estado original sem qualquer deformação.
O termo resiliência não é mais exclusivo da Física e hoje é usado na saúde, na psicologia e até na gestão de recursos humanos, como uma característica importante ao indivíduo, em um mundo onde o stress domina o dia-a-dia profissional. O que é conceito antigo numa área de conhecimento vira “última palavra” em outro.
E a área de tecnologia não fica de fora desta generalização do termo. Hoje, o termo resiliência pode ser aplicado nas características de um produto (como no Roteamento Resiliente Distribuído da 3Com) ou na área de segurança onde o CERT desenvolve o Resiliency Engineering Framework.
Para a equipe de infra-estrutura da Predicta, mais do que um modismo, o conceito de resiliência tem a ver com atender a demanda das áreas de negócios.
Nos últimos dias, temos batido recordes internos de tráfego, atingindo a casa de 150 mbps de tráfego internet – isto em épocas em que, tradicionalmente, nosso tráfego é baixo. Dentro do modelo de trabalho da Predicta, as áreas de negócios aceitam as campanhas sem a obrigatoriedade de consultar previamente a infra-estrutura para uma análise de capacidade do ambiente.
O que faz o nosso ambiente possuir a “resiliência” necessária para atender estas demandas? Desde o desenvolvimento do nosso produto, onde as três camadas (web, application e banco de dados) são planejadas para trabalharem independente uma da outra, até o modelo de contratação de links de internet, redundantes e com a capacidade de absorver este crescimento.
Isto nos possibilita o crescimento vertical (ampliando a capacidade dos servidores) e horizontal (acrescentando novos servidores ao nosso parque). Possibilita ainda a atuação rápida em caso de necessidade de ajustes já que, com a independência de camadas, podemos atuar no ampliação do ambiente sem paralisar as atividades do ambiente de produção.
Atualmente buscamos cada vez mais desenvolver este modelo de resiliência – as equipes de desenvolvimento e infra-estrutura buscam, constantemente, novas tecnologias e conceitos que possam agregar cada vez mais ao nosso produto, diferenciando-o através de qualidades que atendam o nosso cliente.
No próximo artigo falarei um pouco do conceito de computação em nuvem (cloud computing) e como ela irá incorporar-se ao nosso conceito de resiliência.
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Ao assistir na última semana a transmissão de algumas palestras da Reuters Technology (link abaixo) pude observar novamente o temor de empresas em relação ao domínio econômico e de presença do Google no mundo de negócios.
A novidade desta vez foi observar receio em empresas tipicamente do mercado tradicional (não online), como a Nokia Siemens Networks e o grupo WPP de Publicidade – que cunhou para o Google o termo “frenemy” (friend+enemy).
É pertinente o receio? Depois de no início imaginar se tratar de um exagero, comecei a pensar na minha vida hoje e os contatos com o Google – quase o tempo todo.
Quando vou para qualquer lugar novo, utilizo o Google Maps; a qualquer momento, acesso meu e-mail pelo smartphone, através do Gmail; se preciso acessar algum site novo nem tento a URL, busco logo no Google Search; se em uma mesa de almoço fala-se sobre uma cena de filme, em poucos segundos o telefone 3G a exibe pelo YouTube.
Isso traz mudanças em mercados improváveis como o de logística de entregas (com rotas do Google Maps), o de clipping de notícias (com o iGoogle) ou o de editoras e livrarias (com o Book Search). Isso sem contar as iniciativas que ainda não se sabe até onde irão, como o Google Health, e a plataforma de telefones celulares Android. Será que laboratórios, médicos e fabricantes de celulares não devem se preocupar?
Relatórios da Predicta – líder de mercado em operação de publicidade on-line no Brasil – dão conta que 91% das busca orgânicas (não patrocinadas) que levam a grandes portais têm origem no Google. Observo ainda, em conversas com grandes anunciantes da web, que estes costumam direcionar entre 75% e 85% de sua verba de links pagos para o Google.
O que significa esta onipresença do Google para a publicidade? Esta é a pergunta de um milhão de dólares… Ao mesmo tempo que um eventual monopólio preocupa, é inegável o favor que a empresa presta a este mercado, criando novos pontos de contato com públicos qualificados em situações antes não imaginadas – dirigindo o carro, durante o almoço, no bar, lendo e-mails, etc.
Momentos adequados, nos quais uma marca pode fazer-se presente para os possíveis consumidores, de acordo com a relevância para eles.
Como profissional de inteligência em mídia on-line, ofereço louros ao Google por ter criado estes novos canais; sim criado, pois não foi uma simples substituição de empresas existentes, foi através da inovação e competência. Fico feliz por termos estes novos espaços no inventário publicitário, ainda que receoso de um dia ficar na mão de um só veículo forte. E você? Também tem medo do “Google-mau”?
As palestras na Reuters: Media and Telecoms Summit.
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