Mensurar comportamento na internet é algo difícil. O formato aberto da web aliado a uma gama enorme de formas de acessos maximiza a experiência do usuário com os ambientes online, mas complica a medição do comportamento. Especialmente em um ambiente onde tudo muda tão rápido.
Com isso, surge a questão se devemos atualizar as formas de medição para ter uma métrica mais apurada ou manter a forma original para manter processos existentes e análises de tendências.
O Google recentemente mudou a forma de cálculo de uma métrica muito importante da análise do comportamento do usuário na ferramenta Google Analytics: o tempo médio por visita, muito usada para medir aderência do site, dificuldade de navegação e outros pontos para análise.
Vamos entender melhor como se captura esta informação de tempo médio por visita. Cada página contém uma tag (código HTML que captura a interação do usuário com esta página) que envia uma requisição (ou request) para exibir aquela página. O sistema de medição então subtrai a data+hora do último page view pela data+hora do primeiro page view da visita e assim consegue o tempo da visita. Somando os tempos e visitas, consegue-se a média.
Esta métrica já não é uma medida exata do tempo que o usuário navega no site. Destaco duas formas que esta métrica pode não refletir o comportamento da navegação do usuário.
Primeiro, o usuário pode estar envolvido em outras atividades durante a navegação (participando de uma conversa em um sistema como MSN, ao telefone ou ausente da máquina), o que inflaciona o tempo real de interação.
Segundo, as informações do tempo do último page view não são computadas na métrica. Como o usuário pode fechar o browser, e/ou alterar o site navegado e esta interação não é medida, perde-se o tempo que o usuário permaneceu no último page view da visita.
Mesmo assim, a métrica é importante e pode ser usada em várias análises e tendências. Por exemplo, a Nielsen determinou que está desistindo de medir page views e focando em métricas como o tempo.
O formato antigo do Google Analytics de análise desta métrica é calculado dividindo o tempo total das visitas pelo total de visitas. Ou seja, se o site medido tivesse um total de 10 visitas com 600 segundos (em todas as visitas), o tempo médio por visita (Average Time on Site) é de 1 minuto (60 segundos).
O problema é que muitas visitas podem ser visitas de apenas 1 page view (também chamadas de visitas do tipo “bounce” ou visita rejeitada, ou seja, visitas com o tempo total de 0 segundos). E assim puxando a métrica do tempo médio por visita para baixo.
Agora, imagine que o exemplo acima (10 visitas com 600 segundos de tempo total) tenha recebido 4 visitas com apenas 1 page view. Isso quer dizer que as outras 6 visitas tiverem média bem acima dos 60 segundos (67% acima, com um total de 100 segundos).
O Google atualizou no dia 20 de julho o sistema do Google Analytics para usar o denominador de visitas com mais de 1 page view (visitas que não foram do tipo “bounce”) – pois assim a métrica de tempo por visita é bem mais próxima do tempo real de navegação.
O problema é que, mesmo sendo uma métrica mais apurada, os usuários não gostaram desta alteração. Inclusive, os usuários reclamaram tanto que o Google reverteu a mudança e voltou a solução inicial em menos de dois meses.
Todos devem estar perguntando a razão deste retrocesso. Com a mudança, o resultado fica melhor! Ou seja, porque não correr para a diretoria e falar que o tempo no site agora é bem maior?
Eu acredito que muitas empresas criaram processos de otimização baseados em tendência. E quando você altera o formato de cálculo de um indicador de performance chave (KPI), você altera os processos das empresas. Realmente o trabalho necessário de atualizar os processos é pesado. Mas as empresas devem entender que a mudança faz parte da internet, e que a mudança é inevitável. E que os sistemas precisam sempre se atualizar para chegarem mais próximos ao comportamento real do usuário. Devemos sempre melhorar as métricas, mesmo que isso nos force a atualizar a cultura, conceitos e processos de nossas empresas.
Eu acho que neste caso os clientes não gostaram da forma como a mudança foi implementada, sem comunicação. De repente um trabalho melhor na comunicação dos benefícios da atualização e um planejamento de atualização (e não colocar no ar sem informar aos clientes) poderiam ter melhorado a reação. Mas estas são desvantagens de uma ferramenta que é muito boa – mas é gratuita.
USA Today: Nielsen drops page view rankings.
Google Analytics Blog: Reverting Back to Original “Average Time on Site” Calculation Today.
janeiro 20th, 2008 at 17:12
muita coisa se comenta na web, em todos os sentidos, e em muitos blogs, todos falam em pageview, se é o melhor meio de medir, e tal.
Mas todos se esquecem que a internet é muito dinâmica, o meio mais democrático que existe, vamos falar que é o mundo mais democrático que existe, e acho que até já estamos carecendo no mundo, de um estudo sociólogo sobre a web, apesar que acho que muita gente, os experts, lógico utilizam a sociologia na sua forma de entender e até programar, sem perceber, é claro, por instinto, pois é muito mais fácil um profissional de ti ou web aplicar sociologia na sua forma de programar ou formatar uma ideia, que um sociólogo, logo de cara, sair alardeando por ai teorias sobre a web, sem ao menos uns 2 ou 3 anos de estudo.
Ai ele tem de começar do zero, pois a internet já mudou de novo, logo…..
Basta lembar que o Brasil saiu de mero coadjuvante, para o time de atores principais na web.
Somos o primeiro na América Latina, idem em alguns sites, nos tornamos até laboratório para determinados lançamentos, tendências. Logo, a tecnologia criou a internet, possibilitou seu surgimento, mas é a massa, os usuários que determinarão pra onde ela vai, que tecnologia vai vingar, que site vai morrer na praia, lembrando que muita coisa que é sucesso, não passava de brincadeiras, experiências, passa tempo, como foi com o despretensioso PHP, o Netscape deixou a banda passar e está morto, deixando várias crias, viva o firefox e seus irmãos.
O secondlife precisa ser reinventado, o Yahoo já foi a estrela, tio Bill achou que a web era uma modinha passageira e levou dois anos para acordar, o Ebay surgiu por acaso, na tentativa de alguem se desfazer de algumas bonecas e tralhas velhas, o ranking do Uol e do Terra estavam em respectivos 104 e 184, para subirem para 34 e 65, para agora estacionarem em 47 e 96, lembrando que o Globo era 505 e o ig 305, passando respectivamente para 115 e 105, olha o Globo ai, gente…….
A tendência agora é comunidades, interatividade, saber entender o que quer o usuário, e parece que têm muita gente aí boa nisso, que se cuidem os mastodontes.
Logo, sempre digo e acho, a própria web vai resolver isso, não adianta ninguém tentar impor, o mercado vai tratar do assunto.
Não importa se o ajax atrapalha o pageview, e outras tecnologias, não adianta ter um site lindo em flash, photoshop, php, java, ruby, ou seja lá o que, os crawling são feitos para ler tags, palavras, conteúdos, e quanto mais conteúdo interativo tiver um site, mais visitas ele vai ter, que o diga o myspace, para tristeza do orkut.
O pageview é uma mera questão que vai se resolver sozinha, os profissionais que vão ter de rebolar para que suas campanhas veiculadas dêem resultados em vendas, se não, aí entra o Seo, as ferramentas que detectam os erros, e o bom é que quando existem serviços mal feitos, aí entram os expecialistas para fazer a coisa andar, incapacidade de alguns, bom para os profissionais e viva a web.
Pagerank, pageview, hits, crawling, alexa, ta tudo ai de mão beijada, é só entender e usar.
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