Vergonha nacional leva ao site do Senado: novo Google Bomb
Por Douglas Tokuno em 19 dAmerica/Sao_Paulo setembro 2007, 05:09
 

O Google é a maior ferramenta de busca da Internet e estar bem posicionado em seu ranking é essencial para ter melhores índices de visitas nos sites. Seu algoritmo de indexação é um segredo e foi criado inicialmente por Larry Page, em 1995, como parte de um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford.

Dele se aproveita um fenômeno conhecido como Google Bomb, caracterizado por tentativas de influenciar a classificação de uma determinada página ou site nos resultados retornados pelo Google, normalmente com intenções humorísticas ou políticas.

Em função do sistema utilizado pelo Google para criar o algoritmo de PageRank, uma página terá uma classificação melhor à medida que o website que dá acesso a ela use melhores termos de referência. Uma bomba é criada caso um grande número de sites apontem para estes locais.

Assim surge uma nova forma de spam, o spamdexing, que é a prática de fazer modificações no código fonte de forma a enganar o robô e provocar maior visibilidade a uma determinada página, colocando-a em melhores posições na página de resultados. Ou ainda para influenciar a categoria onde a página foi designada.

Não é difícil conseguir uma bomba do Google. Veja um exemplo possível:

  • 1. O usuário escolhe uma palavra ser procurada: “mentiroso”.
  • 2. O usuário escolhe o website como alvo: “http://exemplo.com/”.
  • 3. O usuário cria um link como este: “<a href=”http://exemplo.com/”>mentiroso</a>”.
  • 4. O usuário coloca este código no seu website, em sua assinatura em fórums, em blogs etc.
  • 5. O usuário fala com outras pessoas sobre a bomba e pede para colocarem e fazerem uso dela em seus códigos.
  • 6. O GoogleBot faz a indexação e classificação do resultado da busca: “http://google.com/search?q=mentiroso” tendo a página web da vítima entre os primeiros classificados.

Os casos mais famosos do Google Bomb no Brasil foram “déspota cachaceiro”, que redirecionava para a biografia do presidente Lula, e agora com “vergonha nacional”, que direciona para o site do Senado Federal, após a absolvição do presidente do Senado Renan Calheiros.

Impedir esta prática é mais um desafio encarado pelos principais buscadores para garantir sua confiabilidade e integridade.

 

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