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Na sequência do posts anteriores (Desafios ao usar Rich Internet Media e Os elementos interativos na página), prosseguimos nas considerações sobre a comunicação com o usuário que lida com uma complexidade maior do que as aplicações tradicionais com navegação página-a-página.
Sobre as modificações na interface. Há uma série de vantagens em atualizar apenas uma parte da página na interface em vez de carregá-la novamente ou de abrir uma página nova. Há rapidez no acesso aos dados e controle de erros.
Gerenciar a navegação dos usuários e o controle de erros é função crítica em qualquer aplicação. Mas é particularmente difícil fazer diante do modelo tradicional, onde os usuários ficaram acostumados a realizar uma ação e esperar um resultado.
O desafio-chave está em projetar modificações certificando-se que o usuário as visualize. Nós devemos usar que nós aprendemos sobre a atenção visual e ativar essa atenção do usuário:
- A atenção visual é atraída pelo movimento ou pelo contraste de cor de elementos.
- Quando um usuário efetua um clique, geralmente seus olhos permanecem fixos nesse ponto por um algum tempo e depois mudam para olhar em algum outro lugar. Garantir que a mudança ocorre rapidamente e o mais perto possível a onde o usuário está olhando é importante.
- A atenção visual só pode somente ser focalizada em uma coisa de cada vez. Muitas modificações estratégicas acontecendo ao mesmo tempo não ajudam na usabilidade. Neste caso é mais eficiente realizá-las em conjunto para que o usuário tenha uma só resposta.
- Usar imagens ou ícones que representem claramente uma ação reduz a necessidade do usuário de ter que ler ou procurar uma função. Criar uma imagem que funcione literalmente como um atalho para a ação vale mais do que palavras.
- E, último mas não menos importante, incluir de forma clara a informação da ação de processamento ou carregamento, o famoso “loading”. O usuário precisa saber que algo está acontecendo e que ele precisa esperar até que possa interagir com outros elementos até que esse processamento termine.
No próximo post encerramos com a quebra do modelo tradicional de navegação página-a-página.
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