Desafios Rich Media: quebrando o modelo tradicional de navegação
Por Rogério Coelho em 31 dUTC agosto 2007, 03:08
 

Na sequência do posts anteriores (veja abaixo), sobre os desafios de usar Rich Media, prosseguimos nas considerações sobre a comunicação com o usuário, considerando que estamos de complexidade maior do que as aplicações tradicionais com navegação página-a-página.

O quarto desafio da série é quebrar o modelo tradicional de navegação página-a-página.

Enquanto interagimos com o mundo, desenvolvemos um modelo mental de como as coisas trabalham. A maioria dos usuários desenvolveu um modelo mental de que cada clique o leva a uma nova página. E que clicar no botão “voltar” o leva de volta à página anterior.

Este é um modelo mental forte e razoavelmente exato para a maioria dos sites e aplicações. Os usuários continuarão a aplicar seu modelo mental tradicional nas aplicações RIA, a menos que possam identificar que o RIA usa um modelo diferente.

A primeira parte deste desafio é pensar muito sobre onde usar páginas simples e onde usar o RIA em uma página. Pensar sobre a interação inteira de sua aplicação e quebrá-la apropriadamente. Não tentar colocar tudo em uma página simplesmente porque você pode.

Um fator importante para isso é o uso provável do botão “Voltar”. Considerar que os usuários podem querer voltar a uma determinada página ou parte da interface e não simplesmente desativar o uso do botão “Voltar”. Não se deve reduzir o controle dos usuários sobre a interface, portanto é importante medir o quanto o uso do botão “Voltar” impacta na usabilidade do RIA na sua aplicação.

Um outro desafio é como expressar visualmente a diferença entre páginas e mudanças nestas páginas. Neste ponto é preciso uma integração entre o designer e o desenvolvedor, pois não se pode “abusar” do visual nem também deixá-lo de lado. Mesmo com o crescente número de conexões banda-larga, não podemos criar aplicações pesadas achando que a conexão dará conta.

Lembre-se das conexões compartilhadas, que mesmo sendo rápidas não necessariamente terão o desempenho esperado e sua aplicação não pode depender explicitamente delas.

Realizando testes contínuos e evoluindo gradualmente a aplicação, como falamos no início, você encontrará este equilíbrio.

Leia a sequência de posts anteriores:
Desafios ao usar Rich Internet Media
Os elementos interativos na página
Desafios Rich Media: identificar e apresentar as modificações na interface

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Qual dos dois consome mais energia: fundo preto ou branco?
Por Rogério Coelho em 29 dUTC agosto 2007, 02:08
 

Recentemente tivemos aqui um post sobre o uso do fundo preto nos sites como medida de economia de energia.

Tratava da proposta do Blackle.com, que é basicamente limitar o uso de fundo branco nos sites para gerar uma grande economia de energia. Se o Google tivesse fundo preto, por exemplo, só isso traria uma economia significativa.

No entanto, artigo da BusinessWeek fala que haveria economia nos mais antigos monitores de CRT, mas que para os novos monitores LCD, cada vez mais presentes, não há tanta diferença.

Como o artigo descreve, o preto não é criado pela falta de eletricidade ou desligar a luz. Em muitos casos uma tela negra parece meio roxa, devido a combinação dos pixels. Ou seja, também consome energia.

Vale a pena ver o outro lado da história. Até o Google se defendeu no caso.

Business Week: Google Won’t Go Dark to Go Green.

Na Medida: Vim de preto para gastar menos.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Desafios Rich Media: identificar e apresentar as modificações na interface
Por Rogério Coelho em 28 dUTC agosto 2007, 05:08
 

Na sequência do posts anteriores (Desafios ao usar Rich Internet Media e Os elementos interativos na página), prosseguimos nas considerações sobre a comunicação com o usuário que lida com uma complexidade maior do que as aplicações tradicionais com navegação página-a-página.

Sobre as modificações na interface. Há uma série de vantagens em atualizar apenas uma parte da página na interface em vez de carregá-la novamente ou de abrir uma página nova. Há rapidez no acesso aos dados e controle de erros.

Gerenciar a navegação dos usuários e o controle de erros é função crítica em qualquer aplicação. Mas é particularmente difícil fazer diante do modelo tradicional, onde os usuários ficaram acostumados a realizar uma ação e esperar um resultado.

O desafio-chave está em projetar modificações certificando-se que o usuário as visualize. Nós devemos usar que nós aprendemos sobre a atenção visual e ativar essa atenção do usuário:

  • A atenção visual é atraída pelo movimento ou pelo contraste de cor de elementos.
  • Quando um usuário efetua um clique, geralmente seus olhos permanecem fixos nesse ponto por um algum tempo e depois mudam para olhar em algum outro lugar. Garantir que a mudança ocorre rapidamente e o mais perto possível a onde o usuário está olhando é importante.
  • A atenção visual só pode somente ser focalizada em uma coisa de cada vez. Muitas modificações estratégicas acontecendo ao mesmo tempo não ajudam na usabilidade. Neste caso é mais eficiente realizá-las em conjunto para que o usuário tenha uma só resposta.
  • Usar imagens ou ícones que representem claramente uma ação reduz a necessidade do usuário de ter que ler ou procurar uma função. Criar uma imagem que funcione literalmente como um atalho para a ação vale mais do que palavras.
  • E, último mas não menos importante, incluir de forma clara a informação da ação de processamento ou carregamento, o famoso “loading”. O usuário precisa saber que algo está acontecendo e que ele precisa esperar até que possa interagir com outros elementos até que esse processamento termine.

No próximo post encerramos com a quebra do modelo tradicional de navegação página-a-página.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Desafios Rich media: os elementos interativos na página
Por Rogério Coelho em 24 dUTC agosto 2007, 08:08
 

Na sequência do post anterior (Desafios ao usar Rich Internet Media), vimos que a interação mais “rica” leva o usuário a lidar com uma complexidade maior do que as aplicações tradicionais com navegação página-a-página.

Interfaces eficientes vão permitir que ele interaja diretamente com os elementos da página – ele poderá interferir nos elementos gráficos, arrastá-los, usar teclas de atalho, poucos cliques e por aí vai.

O desafio inicial é mostrar de forma objetiva o que pode ser feito com estes elementos da página e como usar os novos controles. Se o usuário identifica rapidamente um controle, facilmente vão entender como usá-lo.

Além de assegurar que os usuários conheçam e entendam os controles e a forma de navegar pelo sistema, você deve ter uma ajuda clara e objetiva do uso do sistema.

Considere usar um vídeo tutorial com as etapas. Ao invés do usuário ter que ler uma enorme lista de comandos, é muito mais agradável e fácil ver o sistema em ação, minimizando até um erro na interpretação da ajuda, muito comum quando se cria documentações muito técnicas.

Confira se os controles e o modelo de interação estão sendo usados constantemente durante toda navegação na interface, para que o usuário aprenda e se acostume com o novo sistema.

Após garantir a consistência dos elementos interativos, vamos ao desafio 3, que é identificar e apresentar as modificações na interface.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Ele só ensina o que não presta
Por Bruno Mori em 23 dUTC agosto 2007, 02:08
 

Na onda de conteúdo gerado por usuários, misturando postagem de vídeos e dicas de como resolver situações com truques estilo McGyver, temos o site Tricklife.com.

Aprenda a fazer coisas para facilitar a seu dia-dia como abrir o carro sem a chave usando uma bola de tênis ou conseguir tirar refrigerante de uma máquina sem pagar, esconder dinheiro no celular e outros conteúdos não muito politicamente corretos como abrir uma fechadura com um clip de metal.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Desafios ao usar Rich Internet Media
Por Rogério Coelho em 21 dUTC agosto 2007, 09:08
 

Após anos e anos de aplicações web presas às limitações do uso de HTML, a chegada da onda RIA (Rich Internet Applications) utilizando o tão conhecido AJAX, Flash e mais recentemente o Silverlight, ajuda a minimizar essas limitações mas também traz novos desafios.

Esse novo modelo fornece oportunidades para que se crie projetos de aplicações que tragam ao usuário uma experiência muito melhor, com mais rapidez de acesso, resposta e usabilidade. Mas se você não se planejar para aproveitar todos estes benefícios o preço pode ser alto.

A interação mais “rica” requer uma compreensão melhor dos usuários, da forma do homem interagir com a máquina e de como o sistema deve funcionar. Requer um planejamento, ou seja, pois lida com uma complexidade muito maior do que as aplicações tradicionais com a navegação “página-a-página”.

A chave entre o uso do RIA e as outras aplicações de internet tradicionais é a quantidade e qualidade da interação na relação do usuário com o sistema. Em uma aplicação tradicional baseada em página, a interação é limitada a um conjunto pequeno de controles, como check boxes, radio buttons, os campos tradicionais de formulário.

Isto limita bastante nossa habilidade de criar aplicações úteis. A maioria de aplicações de internet foi mais desajeitada e mais difícil do que as aplicações no desktop. Com o RIA podemos aproximar a web da experiência desktop, usando um número maior de controles para melhorar interação dos usuários, permitindo interações eficientes, a gerência melhor do erro, o gabarito e a experiência total do usuário.

Estas características são também aquelas que fornecem a maioria de desafios para os desenvolvedores que desejam assegurar aplicações mais eficientes.

Desafio 1: decidir o quanto de recursos avançados usar

Ao projetar RIA, é sempre uma tentação adicionar muitas características novas que geram muitos recursos. Mas não se pode cair nesta tentação. Todos sabem o quanto grandes mudanças afetam o usuário, como muitas das pessoas as estranham, resistem, principalmente usuários de internet regulares, que há anos convivem com o modelo tradicional.

É preciso analisar e testar gradualmente as modificações. Assim, os grandes pioneiros desta onda tem feito um “beta eterno”, incluindo os recursos por etapas. Isso gera dois resultados positivos: o primeiro é que você gradualmente vai fazendo seu usuário se acostumar com as novidades e dar valor a elas.

O segundo é a constante sensação de evolução que seu produto ganha, quando o usuário percebe que você está trabalhando nele e assim quer cada vez mais descobrir seus recursos e até dar ótimos feedbacks.

Entender seu usuário durante todo o projeto (e não apenas na fase de planejamento) e testar sempre a usabilidade do sistema é o que vai determinar o quanto “rica” deve ser sua aplicação.

No próximo post, o desafio 2: os elementos interativos na página.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

As 25 maiores audiências nos Estados Unidos
Por Clecia Simões em 20 dUTC agosto 2007, 01:08
 

A Nielsen//NetRatings acompanhou o número de unique visits e time spent nos sites das principais marcas americanas e divulgou essa semana uma lista das top 25 empresas por audiência. É curioso notar que a Microsoft supera o Google.

A pesquisa conta domicílios e locais de trabalho e cobre julho de 2007. Na lista estão as seguintes empresas (Parent), com usuários únicos (Unique Audience) e tempo por pessoa (hr:min:sec):

1. Microsoft, com 121.499.000 de usuários únicos e 2:07:26 por pessoa
2. Google, com 117.705.000 e 1:34:07
3. Yahoo, com 111.390.000 e 2:58:43
4. Time Warner, com 104.946.000 e 4:05:58
5. News Corp. Online, com 76.705.000 e 2:26:30
6. eBay, com 68.203.000 e 1:44:26
7. InterActiveCorp, com 61.580.000 e 0:22:03
8. Amazon.com, com 50.747.000 e 0:26:23
9. Wikimedia Foundation, com 44.763.000 e 0:18:20
10. New York Times Company, com 44.704.000 e 0:15:43
11. Landmark Communications, com 43.173.000 e 0:47:35
12. Apple Inc., com 42.623.000 e 1:09:21
13. Walt Disney Internet Group, com 42.498.000 e 0:34:22
14. RealNetworks Inc., com 38.665.000 e 0:44:07
15. AT&T Inc., com 38.255.000 e 0:41:45
16. E.W. Scripps Company, com 32.369.000 e 0:08:54
17. CNET Networks, com 31.269.000 e 0:11:43
18. Viacom Digital, com 30.414.000 e 0:43:53
19. United Online, com 28.787.000 e 0:49:27
20. Adobe, com 27.530.000 e 0:04:03
21. Expedia, com 25.972.000 0:17:09
22. Target Corp., com 25.304.000 e 0:10:55
23. Wal-Mart Stores, com 24.792.000 e 0:13:13
24. Verizon Communications, com 24.782.000 e 0:32:20
25. Gorilla Nation Media, com 24.283.000 e 0:11:22

Fonte: Nielsen//NetRatings, 2007

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Mercado de buscas tenta lidar com a explosão dos vídeos
Por Rogério Coelho em 17 dUTC agosto 2007, 12:08
 

Não faz tento tempo assim, navegar na web se limitava a texto, downloads e umas poucas animações flash. O mundo multímidia ainda não tinha chegado a explorar a enorme audiência da internet.

Primeiro o vídeo se limitava a uns poucos usuários, pequenas reportagens, clipes curtos. A explosão veio quando foram abertas as portas para o vídeo caseiro.

E com ela surgem problemas e oportunidades. Um dos problemas é o quanto os provedores estão preparados para suportar o aumento da demanda de banda. O usuário, que não faz nem idéia deste impacto e cada vez mais aumenta o número de vídeos que assiste, faz com que o provedor agora tenha que reavaliar sua estrutura.

Mas falando das oportunidades — o mercado de buscas, que evoluiu muito nos últimos anos, agora tem o desafio de otimizar as buscas por vídeos. As tecnologias atuais ainda estão engatinhando e produzem muitos erros nos resultados. Diferente da busca por texto, a busca por vídeo depende de uma análise muito mais detalhada. Não bastam palavras-chave, pois eles acabam sendo muito genéricas.

Há várias tecnologias sendo usadas no momento. A PodZinger utiliza um sistema de reconhecimento de áudio para gerar uma transcrição, que então é indexada e associada ao vídeo. O grande diferencial é a possibilidade de identificar trechos específicos no vídeo, por exemplo uma conversa ou citação, útil em vídeos longos e podcasts.

Ou seja, a busca deixa de ser apenas uma classificação e ranking para se tornar uma pesquisa mais completa do conteúdo que você procura, isso sim é o futuro. E conhecendo seus resultados, você pode agregar valor à busca, como por exemplo adicionar publicidade no conteúdo.

Neste ponto é que a intervenção humana entra. Com o auxílio de pessoas classificando os vídeos, assim como o projeto Google Image Labeler faz para imagens, fica muito mais fácil, pois você produz resultados muito mais eficientes para o usuário.

Um exemplo desta combinação homem – máquina está no Metacafe, que junta a busca “video-fingerprinting” com cem mil voluntários refinando essa classificação.

Essa forma de indexação de resultados também auxilia no combate à violação dos direitos autorais. E quem conseguir esse equilíbrio vai se tornar o centro deste universo digital.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Robô do Google evolui
Por Rogério Coelho em 15 dUTC agosto 2007, 07:08
 

Artigo bem interessante mostra que o Google está evoluindo o seu robô. Ele agora tem a capacidade de executar instruções javascript, antes somente esperados com ação humana.

Um dos motivadores deste recurso é uso de Ajax em sites, que acaba dificultando uma indexação mais eficiente.

Leia o artigo no Hacker Webzine: Google and Javascript.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo

Coisas do Second Life
Por Herman Fuchs em 14 dUTC agosto 2007, 05:08
 

Fazendo ou não sucesso, o Second Life sempre rende algumas notícias interessantes.

Um banco virtual quebrou devido a proibição de jogos de apostas no Second Life. Leia o artigo no Technology Review: Money Trouble in Second Life.

E no site do banco Ginko Financial, o comunicado oficial.

 

Comentários | Permalink | Envia a um amigo