No post anterior vimos que as empresas ja começam a repensar iniciativas de marketing no Second Life, diante de um público real e ativo bem menor do que se divulgava e não exatamente interessado em marketing.
Tenho um argumento muito simples e bem óbvio para quebrar esse gêlo. É necessário superar a compreensão de que o Second Life é puramente um jogo, um tamagotchi dos tempos de banda larga, no qual você vai ao McDonald’s e pede um Número 1 para alimentar o seu ‘bonequinho’.
Utilizar no Second Life um modelo de negócios baseado em uma experiência real é o caminho tortuoso: os avatares não precisam dormir, comer, fazer sexo ou qualquer coisa que um ser real necessite.
No entanto, o Second Life hoje é o primeiro esboço de uma revolução possível, capaz de propor uma nova forma de navegação e interação na web.
O jornal Los Angeles Times publicou um artigo mostrando que as agências de propaganda estão retirando os pontos de presença de seus clientes do mundo virtual Second Life, sejam outdoors ou lojas completas. Segundo o jornal, o tamanho do público presente no Second Life é bem menor do que se imagina… e não necessariamente interessado em marcas e compras.
O site do Second Life afirma existir “mais de oito milhões de residentes” no mundo virtual, mas esse número é extremamente exagerado. Pelo apurado pelo LA Times, o número máximo de avatares “vivendo” ao mesmo tempo é de apenas 40 mil.
Além da “baixa população”, esses usuários são, em sua maioria, desinteressados no marketing online e até ativamente hostis a ele. Recentemente, um grupo de avatares atacou as lojas da Reebok e da American Apparel.
Os visitantes do Second Life não estão interessados em comprar produtos da vida real, como lençóis de cama ou televisores. Talvez por isso a Nissan, fabricante de automóveis, transformou sua loja de carros no Second Life em uma espécie de parque de diversões automotivo, no qual os visitantes podem experimentar veículos impossíveis de se fabricar na vida real.
O MarketingSudies.net, site de estudos sobre marketing, recentemente publicou uma série de artigos sobre o assunto e concluiu que “o marketing no Second Life é um desastre esperando para acontecer”. Espera-se que o Second Life 2 seja mais amigável às empresas que queiram ganhar dinheiro no mundo virtual.
O site do Second Life.
Artigos no Marketing Studies.