O que significa o Silverlight para a Microsoft
Por Rogério Coelho em 31 dUTC julho 2007, 05:07
 

Desde que a Microsoft divulgou o Silverlight, muitas pessoas têm se perguntado se ele seria o nêmesis do Flash. De uma certa forma o Silverlight é diferente do Flash, pois ele é essencialmente o .NET framework portado como um web plugin, ou seja permite o uso de múltiplas linguagens de programação como o .NET suporta.

Alguns dizem que finalmente será possível escrever um código Javascript que funcionaria em todos os navegadores sem necessidade de adaptações – e todo desenvolvedor Web sabe como muitas vezes isso é um terror.

Opções de linguagem à parte, acredito que a estratégia da Microsoft esteja voltada para “espalhar” o .NET muito mais e a Web é um mecanismo muito valioso para isso. Desta forma, ela poderá vender mais suas ferramentas de apoio e desenvolvimento para o Silverlight.

Se ele vai ganhar o espaço do Flash ou não, isso depende de como a Adobe vai encarar a entrada do Silverlight no mercado. O Flash tem uma grande quantidade de recursos, mas sua popularidade está principalmente nos recursos multimídia e de vídeo.

E quem acha que a Sun vai ficar só olhando? Ela já apresentou um projeto chamado “JavaFX Script”, para a produção de aplicativos acessíveis via Web – e com recursos para os dispositivos móveis, que estão cada vez se tornando comuns na nossa vida e a promessa de uma capacidade de acesso decente sem fio à Web nestes dispositivos.

Temos aí esta demanda, cada vez mais crescente, de aplicativos mais eficientes unindo o potencial das máquinas com a capacidade de conexão.

Surge o mundo do “Rich Internet Application”, que já está mudando a forma como interagimos com a Web e como ela agora se torna cada vez mais útil para todos nós. E isso cria novas oportunidades de negócio para quem surfa nesta onda.

 

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Vim de preto para gastar menos
Por Herman Fuchs em 30 dUTC julho 2007, 03:07
 

google_blackle.jpg

Quer ser politicamente correto ao pé da letra? Use cor preta como background do seu site.

Sem entrar em detalhes sobre conforto para leitura, hábitos ou preferências, os sites em fundo preto obviamente “acendem menos luzes”, vamos dizer assim.

Este é o propósito do Blackle.com, que estima uma economia de 750 megawatts/hora por ano seriam possível se o Google migrasse para o “lado negro”.

Ficou interessado? Leia o artigo do Wall Street Journal que cita estudos sobre como sites com fundo preto proporcionam uma importante economia de energia, principalmente em monitores CRT.

E pensar que antigamente era tudo assim

Mais detalhes no eMarketer: Does a Darkened Google Really Save Electricity?.

 

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Second Life é mal compreendido
Por Luiz Felipe Alcântara em 18 dUTC julho 2007, 04:07
 

No post anterior vimos que as empresas ja começam a repensar iniciativas de marketing no Second Life, diante de um público real e ativo bem menor do que se divulgava e não exatamente interessado em marketing.

Tenho um argumento muito simples e bem óbvio para quebrar esse gêlo. É necessário superar a compreensão de que o Second Life é puramente um jogo, um tamagotchi dos tempos de banda larga, no qual você vai ao McDonald’s e pede um Número 1 para alimentar o seu ‘bonequinho’.

Utilizar no Second Life um modelo de negócios baseado em uma experiência real é o caminho tortuoso: os avatares não precisam dormir, comer, fazer sexo ou qualquer coisa que um ser real necessite.

No entanto, o Second Life hoje é o primeiro esboço de uma revolução possível, capaz de propor uma nova forma de navegação e interação na web.

 

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Há vida útil para o anunciante no Second Life?
Por Douglas Tokuno em 18 dUTC julho 2007, 04:07
 

O jornal Los Angeles Times publicou um artigo mostrando que as agências de propaganda estão retirando os pontos de presença de seus clientes do mundo virtual Second Life, sejam outdoors ou lojas completas. Segundo o jornal, o tamanho do público presente no Second Life é bem menor do que se imagina… e não necessariamente interessado em marcas e compras.

O site do Second Life afirma existir “mais de oito milhões de residentes” no mundo virtual, mas esse número é extremamente exagerado. Pelo apurado pelo LA Times, o número máximo de avatares “vivendo” ao mesmo tempo é de apenas 40 mil.

Além da “baixa população”, esses usuários são, em sua maioria, desinteressados no marketing online e até ativamente hostis a ele. Recentemente, um grupo de avatares atacou as lojas da Reebok e da American Apparel.

Os visitantes do Second Life não estão interessados em comprar produtos da vida real, como lençóis de cama ou televisores. Talvez por isso a Nissan, fabricante de automóveis, transformou sua loja de carros no Second Life em uma espécie de parque de diversões automotivo, no qual os visitantes podem experimentar veículos impossíveis de se fabricar na vida real.

O MarketingSudies.net, site de estudos sobre marketing, recentemente publicou uma série de artigos sobre o assunto e concluiu que “o marketing no Second Life é um desastre esperando para acontecer”. Espera-se que o Second Life 2 seja mais amigável às empresas que queiram ganhar dinheiro no mundo virtual.

O site do Second Life.
Artigos no Marketing Studies.

 

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Atender clientes sem esquecer os processos
Por Tomas Penido em 14 dUTC julho 2007, 02:07
 

Entre os desafios que encontramos diariamente aqui na Predicta, um me chama mais a atenção:

- Como nos adaptar às constantes mudanças do nosso mercado, às crescentes demandas por customização de nossos clientes e ainda assim manter a empresa com planejamento estruturado e processos claros?

Todos os dias, através de nossos canais internos, somos estimulados a criar novas soluções e flexibilizar os produtos e serviços que oferecemos. É possível atender a todas estas demandas na velocidade necessária sem deixar de lado a estruturação da empresa?

O caminho está em criar produtos, projetos e processos que contemplem a nossa realidade, que contemplem as mudanças.

As principais metodologias de gerenciamento de projeto e gestão da qualidade operacional entendem que a mudança é a única certeza de todo projeto. E dizem mais:

  • Gerenciar um projeto é gerenciar mudanças.
  • Para gerenciar as mudanças é preciso controle.
  • Para ter controle é necessário que tenhamos métricas conclusivas.

Métricas… não é essa a nossa principal competência? Olhando por este viés, a nossa tarefa torna-se mais fácil. Que tal utilizar o principal produto que entregamos aos nossos clientes, as métricas, em nosso dia-a-dia?

“Hay que flexibilizar pero sin perder el control jamás.” (Tomás “Guevara” Penido)

Para que possamos crescer de maneira constante e sustentável precisamos incorporar o planejamento à nossa rotina. Aqueles minutos a mais que gastamos montando um plano de ação, documentando nossas atividades e estruturando e revisando os nossos processos nos ajudarão a economizar tempo e esforço no futuro, fazendo com que a nossa base de conhecimento se solidifique.

Com uma base de conhecimentos sólida, contemplando as nossas descobertas, os nossos erros e acertos, as solicitações de nossos clientes, a documentação de nossos produtos e as melhores práticas para a execução de nossas tarefas, teremos mais tempo para abraçar novos desafios assim como recursos para desenvolver plataformas mais completas, que necessitarão do mínimo de customização para atender as expectativas dos nossos clientes. Desta maneira não utilizaremos apenas nossa capacidade de flexibilizar os nossos processos, mas nos tornaremos uma empresa altamente flexível.

É por isso que sou o principal defensor dos processos. Simplesmente porque acredito que eles construirão a Predicta do futuro.

 

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Nielsen informa: sai page view, entra o tempo
Por Herman Fuchs em 11 dUTC julho 2007, 04:07
 

O número de page views cada vez mais deixa de ser o critério mais importante para as métricas de websites.

A Nielsen//NetRatings passou a utilizar o tempo de permanência do usuário como principal critério para a mensuração de audiência, ao invés de page views, confome divulgou em press release que você pode ler abaixo.

No blog deles, explicam alguns dos motivos: os sites não dependem mais do recarregamento das páginas (o que determina os page views) para entregar ao usuário o conteúdo que ele deseja.

Este conteúdo pode vir impactado por tecnologias cada vez mais presentes, como rich media, Ajax e streaming – tanta coisa acontecendo neste caso e o page view não dá contar de revelar isso bem.

Blog da Nielsen/NetRatings:
Going Beyond Page Views: Measuring Audience Engagement in Web 2.0.
Press release da Nielsen, reproduzido pelo Marketwire:
Nielsen//NetRatings Adds “Total Minutes” Metric to Syndicated Service as Best Measure of Online Engagement.

 

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Relacionamento nas equipes: quando o inimigo é você
Por Walter Silva em 09 dUTC julho 2007, 12:07
 

Todos nós já trabalhamos com pessoas que exercem de forma brilhante os papéis que lhes foram designados, mas possuem algum tipo de deficiência em sua personalidade que torna o convívio difícil e até contraproducente.

Se você concorda com a afirmação acima, pare e reflita por um instante: será que o problema é seu colega ou você?

Provavelmente você atribuiu a responsabilidade ao seu colega, o que é natural, dado que é muito mais fácil enxergar problemas nos outros do que em nós mesmos.

Mas será justo atribuir a ele 100% dessa responsabilidade? Como em um casamento, na relação profissional são as pequenas atitudes que acabam deteriorando o dia-a-dia. Nesse caso, todos nós temos determinados comportamentos que não servem para absolutamente nada além de irritar os outros.

Ninguém é perfeito. Todos lutamos contra os próprios demônios e cometemos erros. No entanto, muitas vezes nos tornamos míopes e defendemos com unhas e dentes atitudes vazias, acreditando que elas são parte fundamental do nosso sucesso.

Marshall Goldsmith, uma autoridade em treinamento de executivos, principalmente quando se trata de comportamento, conseguiu sintetizar os 20 hábitos irritantes que mais estimulam problemas de relacionamento nas empresas, independentemente do seu tamanho. Gostaria de dividi-los com vocês (fui obrigado a manter alguns em inglês, para não alterar o sentido):

1. Vencer demais. A necessidade de se sentir vencedor a todo custo e em todas as discussões – quando importa, quando não importa e principalmente quando vencer ou não está totalmente fora do foco da discussão;

2. Adicionar valor excessivo. A necessidade de dar pitaco em qualquer discussão;

3. Passing judgement. A necessidade de pré-julgar os outros e impor seus padrões a eles;

4. Fazer comentários destrutivos. Utilizar sarcasmos desnecessários e observações ferinas achando que nos farão soar afiados e inteligentes;

5. Começar frases com não, mas ou no entanto. O uso excessivo de qualificadores negativos que dizem secretamente para o seu interlocutor: “Eu estou certo, você está errado.”

6. Dizer ao mundo o quão esperto nós somos. A necessidade de mostrar para as pessoas que nós somos mais espertos do que elas acham.

7. Falar com raiva. Usar volatilidade emocional como uma ferramenta.

8. Negatividade ou “Deixe-me explicar porque isso não vai funcionar”. A necessidade de compartilhar nossos pensamentos negativos, mesmo quando não somos perguntados.

9. Não compartilhar informação. A recusa em compartilhar informações visando ganhar ou manter uma vantagem sobre os outros.

10. Não dar reconhecimento adequado. A incapacidade de elogiar e recompensar o trabalho bem feito.

11. Buscar ganhar créditos não merecidos. A forma mais irritante de superestimar nossa contribuição para qualquer sucesso.

12. Dar desculpas. A necessidade de caracterizar nosso comportamento irritante como algo permanente e imutável para que as outras pessoas tenham que nos desculpar por ele.

13. Clinging to the past. A necessidade de tirar nossa responsabilidade em determinado assunto e culpar pessoas e eventos do nosso passado; uma variação de “culpar os outros”.

14. Playing Favorites. Falhar em ver que estamos tratando pessoas de forma injusta.

15. Recusa em admitir culpa. A inabilidade de tomar responsabilidade por nossas ações, admitindo erros ou reconhecendo que nossas ações afetam os outros.

16. Não escutar. A forma mais passivo-agressiva de desrespeito com os colegas

17. Falhar em expressar gratidão. A forma mais básica de mau hábito.

18. Punir o mensageiro. A necessidade de atacar o inocente que geralmente está querendo apenas nos ajudar.

19. Passing the buck. A necessidade de culpar todo mundo menos nós mesmos;

20. Necessidade excessiva de ser “eu”. Exaltar nossas falhas e virtudes simplesmente porque acreditamos que elas definem o que nós somos.

Há quem diga que alguns desses hábitos acima são virtudes. Na minha visão geral, ao contrário, são atitudes que irritam as pessoas à nossa volta e nos impedem de atingir nosso potencial como equipe.

Que tal analisar cada um desses maus hábitos procurando identificá-los em seu comportamento? Está com dificuldade em enxergar, mas ainda assim quer melhorar? Peça ajuda a um colega de trabalho e ouça atentamente seu feedback (sem retrucar! E no final agradeça).

Fica aqui o meu convite para que você reflita sobre o assunto e tente colocar em prática o que acredita poder fazer para melhorar. Você não vai mudar da noite para o dia, pois muitos desses hábitos nos acompanham há anos. Mas apenas reconhecer e querer evoluir já é um grande passo.

HAI!

Fontes:

  • Harvard Business Review on Leadership – Vários autores – Harvard Business School Press (September 1998)
  • What Got You Here Won’t Get You There – Marshall Goldsmith – Hyperion (January 9, 2007)
 

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