Emetrics Summit, dia 2: O que seu cliente está fazendo agora?
Por Claudia Woods em 09 dAmerica/Sao_Paulo maio 2007, 06:05
 

No segundo dia do evento, Seth Romanow e Chris Worland, da Microsoft, falaram sobre a possibilidade de ampliar o contato com o cliente a partir de apenas sete cliques

Não é só nos reality shows que podemos saber em tempo real o que um grupo de pessoas desconhecidas está fazendo. No marketing online isso também já é possível, utilizando as ferramentas de métricas na web, como as que a Predicta desenvolve aqui no Brasil. Mas já não basta observar o que o cliente está fazendo. É preciso descobrir e analisar seus passos o mais rápido possível.

Na palestra de hoje do Emetrics Summit, em São Francisco, EUA, Seth Romanow e Chris Worland, da Microsoft, falaram sobre a importância de captar informações sobre seus clientes na web e aprender com elas, em real time. Para Romanow e Worland, esperar a segunda visita de um cliente para usar o que você descobriu sobre ele pode ser tarde demais.

Mas a segmentação em tempo real depende da simplificação do processo de identificação do usuário. Pensando nessa agilidade, Romanow e Worland buscaram respostas para as seguintes perguntas:

“Eu consigo criar segmentos dentro desse comportamento?”;
“Essa informação será útil e eu conseguirei oferecer algo mais segmentado a partir dela?”;
“Qual é o benefício dessa segmentação para o usuário e para a empresa?”.

A partir disso, eles chegaram em três características principais de segmentação em tempo real:

  • O Clickstream: olhar três dados da última visita do cliente: a data da última visita, o número de pageviews e o tempo gasto no site;
  • O IP: este dado mostra o local de onde o cliente acessa, possibilitando segmentação por região;
  • A língua: Romanow e Worland citam o exemplo de sites de língua inglesa, que devem levar ao cliente a grafia de sua região, seja ele americano ou britânico. As ferramentas de Web analytics e o conhecimento de quem analisa essas informações já chegou em tal nível que é possível trazer, em tempo real, minúcias como a troca de grafia de “favorite” para “favourite.

Essas informações são armazenadas em cookies, o que permite a agilidade na utilização das informações e oferece desde a primeira visita uma experiência maximizada e segmentada. Segundo os palestrantes, tudo isso é possível com apenas sete cliques.

Mas, apesar da rapidez, é preciso saber o que fazer com os dados coletados entre esses sete cliques. Ontem, no período da tarde, os participantes do Emetrics assistiram à palestra de Eric Peterson, que divulgou resultados de uma pesquisa com mil empresas norte-americanas, que avaliava a utilização das ferramentas de Web Analytics para otimização de seus negócios. Segundo Peterson, ainda não há muitas pessoas capazes de analisar corretamente os dados gerados pelas ferramentas e que é preciso usar essas informações de forma estruturada, para que os resultados apareçam.

Segundo a pesquisa de Peterson, da qual participaram quase mil empresas americanas, apenas 7% utilizam as ferramentas de Webanalytics de forma estruturada e menos de 20% dos profissionais da área realmente entendem os dados gerados por elas.

São informações surpreendentes.

Eric Peterson conta mais sobre suas pesquisas no blog Web Analytics Demystified.

 

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