Agências e anunciantes estão sempre em busca de novas ferramentas de marketing que permitam uma comunicação eficiente com seu público-alvo.
Na internet essa necessidade é cada vez mais intensa e as novidades não param de chegar. Algumas delas extremamente brilhantes pela criatividade e a maneira como interagem com sua audiência.
Um exemplo vem da Goodby Silverstein & Partners. É a agência de publicidade que criou a campanha “Got Milk” em 93 para o California Milk Advisory Board. A campanha se tornou um ícone pop da cultura norte-americana e atingiu recorde de consumo em 2001.
É impossível não lembrar dos bigodinhos brancos estampados em Whoopi Goldberg, Bill Clinton, de Angelina Jolie, Naomi Campbell e vários políticos, estrelas de cinema, televisão e esportistas.
A nova ação brilhante da Goodby Silverstein & Partners foi concebida na internet e prende a atenção de crianças, adolescentes e adultos. Trata-se de um advergame que consegue divertir e ao mesmo tempo divulgar a marca e o conceito da campanha com maestria.
Em um tabuleiro em 3d, uma família de fugitivos desprovidos de leite tenta invadir o “Forte Fridge” para conseguir um copo especial que promete leite para o resto da vida. Você ainda é perseguido pelos seguranças do “Forte Fridge”, que se te alcançarem o jogarão na “Milktraz”. Ainda existem mini-jogos que são etapas para concluir o objetivo.
Vale a pena conferir em Gotmilk.com.
Essa nova onda de sites gráficos e interativos está crescendo e estimulando a criatividade das agências. Mas é preciso avaliar a eficiência e evitar as falhas comuns.
Veja por exemplo a Miss Dewey. É incrível e super bem feito: um search engine interativo, onde você é recebido pela Miss Dewey. Se não começar a digitar o que deseja buscar, ela vai tentar chamar sua atenção, sempre da maneira mais engraçada possível.
O problema está no fato de que se você não está em busca de diversão, mas de um search engine, provavelmente jamais voltará a conversar com a Miss Dewey. A menos que seja para mostrar a um amigo mais curioso.
O marcado brasileiro tem hoje 32,1 milhões de usuários, segundo o IBGE, sendo 78% pertencentes à classe A/B dentre os quais, 70% acessam via banda larga.
Ou seja: é possível fazer esse tipo de campanha por aqui? Claro que sim. Principalmente se o produto é voltado para a nata brasileira. Mas e se parte de sua audiência estiver dentre os 21% desafortunados que ainda usam acesso discado? Esses, certamente agonizarão frente a ferramentas tão brilhantes e que não farão nenhum sentido além da palavra “loading”.
Mas essa não é a única saída. Existem ferramentas de segmentação que conseguem avaliar o tipo de acesso do usuário e apresentam peças diferentes para cada público. Mas isso depende da boa vontade da agência, que terá trabalho para criar duas campanhas diferentes.
A má utilização dessas ferramentas acaba prejudicando gravemente o anunciante. Um exemplo são as campanhas que estimulam o usuário a clicar compulsivamente em peças publicitárias com o objetivo de aumentar as taxas de click. Uma análise mais aprofundada mostrará que os resultados são na verdade irreais e não elevam a taxa de conversão.
A utilização inteligente eleva não só as taxas de click, mas ajuda a cumprir os objetivos. É o caso de uma recente campanha que integrava marketing viral e um hotsite gráfico, com o humor como pano de fundo: O Bar da Boa. O usuário podia enviar um e-mail para os amigos com o seu nome tatuado no ombro da Juliana Paes e o do amigo nas costas de um troglodita.
As inovações são bem-vindas, na Califórnia, no Brasil ou em qualquer lugar.