A partir de 2007, a Toyota assume o primeiro lugar no setor automobilístico e supera os criadores dos sistemas de produção automotiva (Ford e GM). Seus números são melhores, inclusive, do que os das montadoras que se fundiram para sobreviver como, por exemplo, a DaimlerChrysler e a Renault-Nissan.
Como eles conseguiram esse feito?
A raiz dessa conquista, provavelmente, está nos primórdios de sua existência com a criação do TPS (Toyota Production System). Uma das características mais marcantes do TPS é a qualidade que deve ser assegurada a cada etapa do processo, pelo próprio processo. Defeitos são sinônimos de problemas, que, para serem eliminados, precisam ter suas causas combatidas. Mas não basta combater a causa: faz-se necessário incorporar ao processo mecanismos capazes de impedir que ela volte a existir.
Fazer com a qualidade o que cliente deseja da maneira menos dispendiosa possível é o que garante preços competitivos e rentabilidade. Trata-se de identificar o que é valor para o cliente e ser operacionalmente eficaz ao criá-lo. Quando se tem processos capazes de assegurar qualidade, fazendo certo da primeira vez sempre, o resultado é certo: clientes satisfeitos (experiência com a marca, fidelidade, confiança, etc.) e níveis de lucratividade elevados (baixos custos, menos retrabalho, produtos melhores, etc.).
Não é à toa que a Toyota é modelo de produção, não somente na indústria automobilística, mas em qualquer indústria. Entretanto, o TPS não é nenhuma “fórmula secreta” (como a da Coca-Cola) e seus conceitos são amplamente estudados. Acredito que muito pode ser aproveitado para qualquer segmento de produtos e/ou serviços.
Qualidade está intrinsecamente relacionada à lucratividade e algumas (na verdade muitas) empresas dão pouco valor aos processos que garantam qualidade. Vale a pena investir e estudar algumas soluções simples que trazem excelentes resultados.
Na Wikipedia: Toyota Production System.
Na Folha de São Paulo: Toyota supera GM como líder mundial em vendas.
