O que acontecerá com o page view?
Por Rodrigo Polacco em 22 dAmerica/Sao_Paulo março 2007, 05:03
 

Durante anos, os analistas de marketing, engenheiros de sistemas e analistas financeiros trabalharam juntos para definir o que deveria ser mensurado e como deveriam ser mensurados os resultados dos sites.

Neste processo, verificou-se que o tripé visitante (quem), visita (quando ou quais momentos) e page view (o que ele busca) eram os vetores mais relevantes para formar conclusões mais sólidas.

Em 2000 já possuíamos um refinamento de métricas inimagináveis em outros mercados. Era possível saber quais foram os produtos visualizados na sua loja e quais foram os abandonados pelas pessoas – coisas impossíveis antes devido aos custos de pesquisa no mundo off-line.

Desta forma, o page view veio se firmando ao dar informações sobre os caminhos usados pelas pessoas para entrar no site, onde elas costumam abandonar a navegação, a profundidade média de navegação e a previsão do inventário publicitário, entre outras métricas.

Com a evolução da internet, os sites queriam melhorar a experiência da navegação do visitante e permitir que ele pudesse personalizar as páginas que via. Ou ainda, o próprio site queria personalizar o conteúdo exibido de acordo com o perfil de navegação do visitante, visando aumentar a capacidade de persuasão e retenção.

Novas tecnologias surgiram para atender essas demandas. As mais conhecidas atualmente são Ajax e Flash. Ferramentas para otimização de conteúdo se popularizaram, mas com a inserção dessas novas tecnologias o conceito de página entrou em crise, pois agora dois usuários poderiam entrar na mesma “página” do site e ver conteúdos completamente diferentes.

Por exemplo, em minha home page personalizada do Google existem diversos blocos de informação, como horóscopo e UOL Cinema, que podem ser diferentes do que você selecionou para você, como na figura abaixo.

google_rss.jpg

Hoje nos principais fóruns de discussão de Webanalytics a pergunta que paira no ar diz respeito ao impacto destas novas tecnologias na aferição da audiência do site. Para alguns, o page view já não é uma métrica válida, já que as páginas podem ser em grande parte distintas. Alguns analistas acreditam que o page view vai morrer.

Em minha opinião, o page view ainda está na adolescência e não deve morrer tão cedo assim. Em primeiro lugar porque é ele quem diz por onde seus visitantes entram no site, por onde saem e o que procuram.

Em segundo lugar, as homes dos portais sempre exibiram conteúdos diferentes e mesmo assim sempre se utilizou a série histórica de page views para alguns tipos de análise.

Na verdade o que deverá ocorrer é uma evolução nas métricas do site, que passarão a ter uma granularidade maior de informações. Ou seja, os sistemas de Webanalytics conseguirão detalhar quais foram os conteúdos mais vistos dentro das páginas do site.

Agora começam a surgir novas questões como: quais são os elementos mais visualizados na página, a quantidade de usuários que selecionaram esse bloco para sua home page ou, dentre os usuários que mais visualizam a home page, quais são as ferramentas mais utilizadas. Tudo isso poderá ser quantificado. E os gerentes de negócios terão uma oportunidade única de conhecer melhor os comportamentos e desejos dos seus visitantes dentro do site.

Mais detalhes no iMedia Connection: The Death of The Page View.

 

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