O impacto do novo telefone celular anunciado pela Apple trouxe um sopro de energia ao mercado.
Com o lançamento e a demonstração do iPhone no início do mês pela Apple, o mercado de ações reagiu imediatamente e apontou aumento de 8,31% para a Apple. E derrubou os principais concorrentes de smartphones, como a Palm, que caiu 5,69% e a RIM – BlackBerry, que caiu 7,85%. Sobrou até para os fabricantes tradicionais como Nokia, Samsung e LG.
O produto que começará a ser vendido somente no meio do ano nos EUA e em 2008 na Ásia tem todas as expectativas de ser um sucesso e trouxe preocupações para alguns fabricantes de componentes. Com estimativa de venda de 10 milhões de unidades em 2008, fornecedores de memória flash e telas de toque terão que acelerar sua produção para atender a demanda.
Isso sem contar o oba-oba gerado por inúmeros jornais e revistas do mundo todo com mais um lançamento revolucionário da dupla Steve Jobs + Apple. Estes exemplos só confirmam a tese de que a Apple (leia-se Steve Jobs) é o estado da arte em inovação. Fizeram isso com o iMac, iPod e agora com o iPhone.
Sendo assim, esse tipo de inovação pode ser copiado ou aplicado por outras empresas?
Acho muito difícil. A indústria automobilística anualmente mostra uma série de inovações em seus carros conceito, mas que demoram até 10 anos para chegar ao consumidor final.
O modelo de inovação – e segundo Clemente da Nóbrega, existem vários tipos – é único e considera o fator Steve Jobs (lembre-se que antes de recontratá-lo a Apple quase quebrou).
Compare com a Microsoft, também é considerada uma empresa inovadora. A Microsoft acabou de anunciar o lançamento de um novo sistema operacional (produto inovador?) e o mercado não mostrou tanta empolgação.
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