Mania de entrar nos sites pelo buscador
Por Phillip Klien em 31 dUTC janeiro 2007, 05:01
 

Por que as pessoas usam o buscador como principal instrumento de navegação?

Interessante perceber, a partir do resultado de uma pesquisa da Hitwise (Top US Search Lists of 2006), que os termos mais digitados são os endereços fáceis de lembrar dos sites mais famosos.

Não é difícil acreditar nisso: com certeza você já viu alguém digitar “Orkut” no Google, em vez de escrever orkut.com na barra de endereços do browser.

A dúvida é:

1) O comportamento de navegação dos usuários está mudando e todos estão usando o buscador como porta de entrada para qualquer site (inclusive deixando o buscador como página default do browser)?

2) Estamos recebendo usuários iniciantes que aprenderam a usar o buscador para chegar nos sites?

Independente da causa, o efeito é que a porta de entrada é o buscador. Repare no gráfico – apenas dois entre os dez termos mais buscados não são o site destino. A pesquisa cobre apenas os Estados Unidos.

pesquisa.gif

Leia no eMarketeer: ‘MySpace’ the Top Search Term in 2006
No Webinsider: Feeling lucky today? Mania de entrar pelo Google

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Steve Jobs é um artista da indústria e está no auge
Por Douglas Tokuno em 23 dUTC janeiro 2007, 11:01
 

O impacto do novo telefone celular anunciado pela Apple trouxe um sopro de energia ao mercado.

Com o lançamento e a demonstração do iPhone no início do mês pela Apple, o mercado de ações reagiu imediatamente e apontou aumento de 8,31% para a Apple. E derrubou os principais concorrentes de smartphones, como a Palm, que caiu 5,69% e a RIM – BlackBerry, que caiu 7,85%. Sobrou até para os fabricantes tradicionais como Nokia, Samsung e LG.

O produto que começará a ser vendido somente no meio do ano nos EUA e em 2008 na Ásia tem todas as expectativas de ser um sucesso e trouxe preocupações para alguns fabricantes de componentes. Com estimativa de venda de 10 milhões de unidades em 2008, fornecedores de memória flash e telas de toque terão que acelerar sua produção para atender a demanda.

Isso sem contar o oba-oba gerado por inúmeros jornais e revistas do mundo todo com mais um lançamento revolucionário da dupla Steve Jobs + Apple. Estes exemplos só confirmam a tese de que a Apple (leia-se Steve Jobs) é o estado da arte em inovação. Fizeram isso com o iMac, iPod e agora com o iPhone.

Sendo assim, esse tipo de inovação pode ser copiado ou aplicado por outras empresas?

Acho muito difícil. A indústria automobilística anualmente mostra uma série de inovações em seus carros conceito, mas que demoram até 10 anos para chegar ao consumidor final.

O modelo de inovação – e segundo Clemente da Nóbrega, existem vários tipos – é único e considera o fator Steve Jobs (lembre-se que antes de recontratá-lo a Apple quase quebrou).

Compare com a Microsoft, também é considerada uma empresa inovadora. A Microsoft acabou de anunciar o lançamento de um novo sistema operacional (produto inovador?) e o mercado não mostrou tanta empolgação.

Leia mais no Webinsider: iPhone é um passo para a simplicidade na mobilidade

 

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Mercado online aguarda os efeitos do Cidade Limpa
Por Clecia Simões em 16 dUTC janeiro 2007, 11:01
 

Uma parte da verba destinada à producão de letreiros, faixas, cartazes e outdoors em São Paulo pode parar na web, principalmente se os anunciantes entenderem melhor as características do meio online.

Entrou em vigor no último dia 2 de janeiro a lei que proíbe publicidade nas ruas de São Paulo, depois de muitas liminares (algumas ainda valem, outras não mais) e muita disputa.

A opinião dos paulistanos é divergente. Apesar do evidente excesso de letreiros e propaganda, muitos argumentam a favor das da manutenção dos cartazes. Acreditam que, com o trânsito caótico da cidade, não deixa de ser uma distração olhar para as imagens incríveis de beldades em tamanho gigante durante as sacrificantes duas horas diárias que normalmente o cidadão precisa se submeter para se locomover por aqui.

O que mais polui, segundo pesquisa

Em pesquisa realizada pelo Ibope, a opinião da população sobre quais seriam os vilões da poluição visual é a seguinte:

  • pichações (81%)
  • lambe-lambe (58%)
  • fiação elétrica (38%)
  • faixas e placas (37%)
  • muro (34%)
  • outdoors (11%)

A briga foi feia, pois há cerca de 20 mil anúncios desse tipo em São Paulo e, segundo o Sindicado das Empresas de Publicidade Exterior, o mercado movimenta R$ 240 milhões por ano.

Mas a expectativa no mercado online é bem diferente. Grande parte das empresas que investem nesse tipo de mídia tem em geral uma coisa em comum: pouca verba. Assim, é possível esperar que uma boa fatia desses R$ 240 milhões seja direcionada para web. Sorte nossa…

E por que os anunciantes escolheriam esse veículo?

Muitos anunciantes ainda não estão familiarizados com os benefícios da internet — como alta capilaridade; interatividade do usuário com o produto; possibilidade de utilizar diversos formatos e, por último, a cereja do bolo: mensurar resultados, comprovar retorno real do investimento e poder focar a verba exclusivamente no público-alvo.

Eu não sei quanto a você, mas eu adoro o Cidade Limpa!

 

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