O que o analista de marketing online deve ter
Por Marcelo Marzola em 29 dUTC setembro 2006, 12:09
 

Excelente artigo da ClickZ sobre as características que um bom analista de marketing online deve ter.

Segundo o texto são estas as categorias:

  • Presença. Liderar o processo, entender o problema do cliente, ter uma idéia clara do que pode ser feito pelo cliente e nortear o projeto de análise.
  • Tino comercial. Entender o impacto comercial das suas recomendações e análises.
  • Inteligência/feeling de dados. Estar confortável com números, saber olhar para dados e reconhecer intuitivamente dados que parecem errados.
  • Atenção para detalhes. Saber trabalhar no nível estratégico, mas flutuar para o nível operacional quando necessário.

Concordo com o pessoal da ClickZ e somaria ao texto as características que considero importantes para qualquer profissional:

  • 1) Ser adaptável. Ser como a barata; mudar de DNA com a velocidade máxima. Mas não perder os seus valores, claro.
  • 2) Ser ‘resourceful’. Essa palavra não tem tradução, mas basicamente quer
    dizer que você sabe procurar coisas, encontrar aquilo que não está à mão. E, principalmente, saber quem tem a informação que você precisa (ou pode conseguir ela para você).
  • 3) Ser uma pessoa boa. Por mais sentimental que possa parecer, é fundamental deitar a cabeça no travesseiro à noite e pensar: “hoje eu fiz o bem”. Pessoas boas tem uma chance infinitamente maior de ter sucesso e serem bons profissionais do que pessoas, digamos, não muito boas.

What Makes A Good Analyst?

 

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IBOPE avalia uso de cartões próprios pelos varejistas
Por Claudia Woods em 29 dUTC setembro 2006, 12:09
 

O IBOPE distribuiu press release a respeito dos varejistas que utilizam cartões de crédito de marca própria. A conclusão é a de que há melhorias a serem feitas.

Um dos detalhes mencionados que podem atrapalhar as vendas acontece quando o varejista direciona o usuário para o site do parceiro, para tarefas como consulta a extrato. Essa mudança pode ser um obstáculo na navegação e confundir o usuário.

Segue o texto:

…………………………………

“Os grandes varejistas que possuem programas de private label (cartão próprio) precisam utilizar melhor os websites como ferramenta de negócios e de prospecção de clientes. Essa é a conclusão do estudo Site Fácil -Melhores Práticas em Cartões Próprios do Varejo, lançado pelo IBOPE Inteligência nesta semana.

O estudo avaliou especificamente as páginas de cartões dos varejistas, com foco na tela de abertura da área de cartões de cada site. Dez grandes varejistas tiveram seu canais eletrônicos analisados, entre os quais C&A, Carrefour, Leader Magazine, Marisa, entre outros.

“Submetemos os sites a 24 itens de análise, englobando o acesso à área de cartões, links, design, conteúdos indispensáveis e arquitetura da informação. Mesmo aqueles que mais se destacaram apresentam alguns problemas importantes, como a falta de padrão nas interfaces apresentadas aos usuários”, relata Ricardo Lopes, analista responsável pelo estudo.

Os varejistas que atuam em parceria com instituições financeiras estão entre aqueles que falham na padronização do site. Alguns deles redirecionam os internautas para o site do parceiro, para a realização de algumas tarefas como consulta a extrato ou aquisição do plásticos via internet. Problemas como esse podem ser obstáculos à navegação e ao sucesso da estratégia online das empresa, pois confundem o internauta e geram frustração.

Os resultados do comércio eletrônico e do próprio mercado de private label indicam que o meio eletrônico tende a torna-se cada vez mais um fator crítico de sucesso na estratégia das redes de varejo. Segundo a ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de crédito e Serviços), entre 2000 e 2005 o número de cartões de loja cresceu 105%, alcançando 159 milhões de plásticos e R$ 27 bilhões em faturamento no ano passado.

Paralelamente, o número de internautas que visitam sites de comércio eletrônico também cresceu, somando atualmente 7,1 milhões de usuários residenciais, ou seja, 52,9% do universo de internautas com acesso residencial no Brasil, de acordo com dados do IBOPE//NetRatings.

“O desafio dos sites de varejistas, que até então tinham uma vocação mais institucional, é incorporar conteúdo e prestação de serviços aos clientes de cartões, aproveitando o crescimento do comércio eletrônico e da base de portadores de plásticos próprios. As áreas de cartões dos sites precisam se beneficiar desse novo cenário, atraindo os clientes ao site para vender e fidelizar por meio do canal eletrônico”, aconselha o analista.

De acordo com o estudo, o website do Carrefour é o que apresenta as melhores soluções em usabilidade em sua página de cartões, alcançando 74% de conformidade com os padrões recomendados.”

 

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Competição da GM tem branding e crowdsourcing
Por Phillip Klien em 29 dUTC setembro 2006, 12:09
 

A GM criou um desafio onde estudantes americanos poderão criar um comercial de TV para para alguns modelos de seus carros. Melhor: o comercial será exibido nada menos do que no SuperBowl, talvez o minuto mais caro de anúncio em TV de todo o mundo.

A idéia é genial e usa dois conceitos em voga: crowdsourcing e user-generated content.

Genial por quê? Pelo relacionamento com a marca. Imagine a quantidade de pessoas do público-alvo (nos Estados Unidos é permitido dirigir com 15 anos) que vão ficar horas e até dias conhecendo cada detalhe dos carros – estudando todos os features, quase namorando o carro.

Vamos aguardar o resultado final – vamos ver se a GM vai manter a proposta real do ganhador… Também quero ver o impacto em vendas nos Estados Unidos nos próximos seis meses.

Quem quiser estudar mais especificamente sobre crowdsourcing recomendo a leitura do livro The Wisdom of Crowds (foi um dos três livros mais marcantes que li nos últimos dois anos).

 

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eBay vai usar Skype para vendas
Por Felipe Ferrari em 28 dUTC setembro 2006, 08:09
 

Um grande desafio para os sites de vendas é reter o usuário na página de compra, sem que ele desista ou vá procurar outras formas de se informar sobre o produto e adquiri-lo em outro lugar. Este fator ocorre principalmente com mercadorias de maior valor, como eletrônicos, jóias e automóveis.

Muitos sites de e-commerce procuram para prender os usuários no site oferecendo mais informações sobre os produtos. Hoje os chats com atendentes online são muito comuns e alguns utilizam também exibição 3D e vídeos dos produtos. images.jpg

A nova estratégia do eBay para diminuir este comportamento e reter o usuário é utilizar a empresa de comunicação Voip Skype, comprada pelo E-bay ano passado. Através de uma ligação de voz pela web o cliente obtém mais informações sem sair da página de compra. A integração com o telefone gera mais receita para o eBay e também mais cadastros para o Skype.

Este novo recurso do eBay, que terá o nome “Skype Me”, deve ser anunciado ainda nesta semana.

eBay revela estratégia desenhada para Skype

 

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Quando os números não batem
Por Marcelo Marzola em 28 dUTC setembro 2006, 07:09
 

Anunciantes americanos pressionam veículos para que adotem auditoria pelos guidelines do IAB.

Notícia interessante sobre o posicionamento do mercado americano em relação a problemas de discrepância. A diferença nos números dos adservers de anunciantes e dos veículos é um assunto que há muito vem causando problemas e parece que finalmente os anunciantes decidiram dar um basta na questão.

Este movimento começou no ano passado, quando os principais portais dos Estados Unidos admitiram mudar o momento de contagem da ‘impressão’, para que ele estivesse mais próximo da efetiva visualização dos anúncios. Esta mudança começou à luz da orientação do IAB para tentar consolidar as visões de ambos os lados, o que culmina com o guideline de medição para anunciantes e veículos.

Agora é a vez dos anunciantes exigirem dos veículos que suas impressões sejam auditadas estejam em conformidade com os guidelines do IAB (ou seja, com processos de contagem mais adequados).

Estive com o Presidente do IAB EUA (Greg Stuart) no mês passado, e a Predicta será uma das empresas envolvidas neste processo de regulamentação do mercado.

Leiam a matéria, é interessante! Diz lá que o objetivo do guideline é garantir consistência no mercado online, para onde as empresas destinam uma fatia de sua verba publicitária que vem crescendo (25% em relação a 2005, sem contar buscas).

Entre os sites grandes já certificados estão AOL, CNET, Disney e DoubleClick. Em fase de certificação estão iVillage, 24/7, Real Media, Forbes e The New York Times.

Major Marketers Call For Online Ad Audits

 

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Prepare-se para o IE7, as métricas podem mudar
Por Rodrigo Polacco em 19 dUTC setembro 2006, 11:09
 

A Microsoft já disponibilizou uma versão prévia do Internet Explorer 7 para download. Ainda não é a versão definitiva, mas sim o RC1 (Release Candidate 1). Existe uma discussão de que até o final do ano ela irá forçar a atualização para os usuários de Windows XP. Ou seja, seu computador pode estar baixando o IE 7 aos poucos e subitamente seu browser pode mudar para a nova versão.

Do ponto de vista do usuário a nova versão possuirá uma série de melhorias de segurança, além de integração com RSS, navegação com “abas” e outros benefícios já bastante difundidos e utilizados no Firefox.

Para seu website, essas mudanças poderão mudar o jeito que seus visitantes navegam em seu site. Por isso, é recomendado que você baixe a nova versão do browser, instale num outro computador (que não o seu de uso diário) e navegue pelo seu site para identificar os impactos causados pela nova versão. Lembramos que esta não é a versão definitiva ainda.

Mantenha-se informado das futuras atualizações no Blog do IE aqui: http://blogs.msdn.com/ie/archive/category/8680.aspx

Baixe uma cópia do IE 7 aqui: http://www.microsoft.com/windows/ie/default.mspx.

 

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Fox e Amex oferecem conteúdo para testar investimento maior
Por Claudia Woods em 19 dUTC setembro 2006, 11:09
 

Uma nova parceria entre o American Express e o canal de televisão aberta americano Fox exemplifica o uso da Internet como um canal de pré-teste para investimentos mais caros, como mídia de tv.

A parceria oferece acesso exclusivo às previas dos próximos capítulos do seriado Prison Break (a ultima febre nos EUA) apenas para clientes do American Express.

Através da captação dessas informações, o Amex consegue avaliar a afinidade entre seus clientes e o seriado antes de investir em mídia na televisão. Obviamente esse tipo de teste tem suas limitações. Não podemos assumir que todos os clientes do American Express que assistem o programa Prison Break têm o habito de entrar na Internet para ver novidades sobre o programa. Mesmo assim, o pré-teste pode se provar mais eficaz do que os testes tradicionais de focus groups por fornecerem resultados mais tangíveis sobre a afinidade entre uma marca e um programa de televisão.

Caso a Amex ache vantajoso anunciar durante o programa Prison Break, poderá fazê-lo de forma consistente e linkada à estratégia online. É um excelente exemplo de marketing integrado.

Mais detalhes: Fox, AmEx Offer Content To Target Audience

 

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Gerenciamento de performance é negócio grande
Por André Barros em 19 dUTC setembro 2006, 11:09
 

O noticiário internacional de negócios reporta que a Business Objects adquiriu, por US$ 56 milhões em dinheiro, a Armstrong Laing (ALG).

A aquisição da desenvolvedora de software de gerenciamento de rentabilidade é mais um passo da Business Object em direção ao crescimento na área de softwares de gerenciamento de performance, ou corporate performance management (CPM).

A ALG Software tem cerca de 400 clientes (American Express, British Airways e Heineken entre eles), que utilizam seus softwares para medir o desempenho da empresa e a rentabilidade.

A Bussines Objects também integrou suas aplicações de gerenciamento de desempenho com sua suíte de análise de dados, a partir da incorporação da SRC Software, em uma transação avaliada em 100 milhões de dólares. E confia na boa rentabilidade da área, que cresceu 70% em relação ao ano passado.

 

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Campanhas virais distribuídas YouTube já perto do limite?
Por Rodrigo Polacco em 12 dUTC setembro 2006, 11:09
 

O público consumidor tem sido cada vez mais impactado por diferentes formatos publicitários.

Isso ocorre em função da pulverização da atenção dos consumidores em diversos meios de comunicação, como TV, internet, jornal, rádio, celular e marketing direto, entre outros.

Com o consumidor saturado de informações, o desafio dos anunciantes tem sido conseguir a atenção dos consumidores, pois os formatos mais tradicionais não têm mais conseguido alcançar a eficiência que se tinha no passado.

Para se ter um exemplo, aqui no Brasil na década de 80 bastava ao planejador de mídia voltado a produtos de varejo ter verba para algumas inserções no horário nobre da TV de maior cobertura (Rede Globo) e pronto, estava praticamente tudo resolvido. O foco deste profissional estava para a capacidade de negociação, pois fórmulas matemáticas previam a eficiência baseada na cobertura e freqüência da campanha.

Com este novo cenário, os mídias (ou planejadores de mídia) estão sendo forçados a repensar o planejamento criativamente, pois como diz o dito popular: “o que foi sucesso ontem não garante o sucesso de hoje”.

Afinal de contas a nova moeda é a atenção do consumidor. Para conseguir a atenção do consumidor itens como novidade, relevância e adequação podem diferenciar uma campanha de sucesso de uma campanha qualquer.

Neste mesmo cenário, na internet os veículos estão buscando suprir a necessidade da relevância através de segmentações mais assertivas, o que é bastante transmitido na figura do Targeting Comportamental.

Já os mídias encontraram na internet a possibilidade da criação de campanhas virais (ou Buzz Marketing) de sucesso devido a adequação do meio para divulgação de informações.

Com este novo filão surgiram agências especializadas na criação de campanhas virais utilizando vídeos no Youtube, advergames, e-mail marketing e blogs. Neste filão alguns já se destacam, como é o caso de Cal McAllister, fundador de uma empresa especializada em vídeos-virais, que já atendeu clientes como Microsoft e Nike.

Em sua última campanha (“Tea Partay”) para a Smirnoff, apesar de toda a controvérsia causada pela distribuição no Youtube, Cal MacAlllister conseguiu um resultado bastante positivo. Foram mais de 1 (um) milhão de visualizações do vídeo, que possui cerca de dois minutoes e meio de duração. Um resultado bastante impressionante, não? Mas isso é apenas o que foi medido dentro do Youtube, pois a campanha conta também com um hotsite (www.teapartay.com), de onde é possível baixar o vídeo que pode ser compartilhado por e-mail, em FTPs e sites pessoais.

Traçando um paralelo com os formatos mais tradicionais de publicidade online, fica a pergunta: quantas impressões seriam necessárias para termos 1 milhão de cliques com mais de 2,5 minutos de interação com a marca? Quem sabe? O fato é que idéias criativas e inovadoras podem apresentar resultados surpreendentes.

Talvez a farra da publicidade gratuita no Youtube acabe, mas certamente outras formas impensadas surgirão.

Leia no Advertising Age: sociedade de consumidores nos Estados Unidos investigam se vídeos virais violam a privacidade do consumidor. Viral Video Marketing Under Scrutiny By Watchdog Groups

 

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Telefonia e internet na disputa pelo last mile
Por Marcelo Marzola em 11 dUTC setembro 2006, 11:09
 

Excelente a matéria e discussão (Telefónica e Tim: players se preparam para a convergência).

Queria dar a minha contribuição. No meu ponto de vista, essa sinalização de compra está um passo antes, no que o mercado chama de consolidação. O mercado brasileiro pós-privatização criou algumas empresas de telefonia, mas este perfil do mercado (vide mercado americano/europeu) não tolera todas essas empresas.

A tendência é então a de consolidação em poucas empresas (é claro que com todo cuidado e observação dos órgãos que regulam mono/oligopólios, como o CADE).

A consolidação é um esforço para a grande batalha: telefonia versus lógica. Ou seja, a questão é, no final das contas , qual o cabo que vai te dar comunicação (entenda comunicação como telefonia fixa local + longa distância + internet + quem sabe um pouquinho mais pra frente, telefonia móvel) – o RJ45 de rede ou o bom e velho cabo de cobre?

Vemos então as duas forças do mercado de comunicação. De um lado a telefonia, do outro internet/banda larga (via TV a cabo)… É a briga da NET com a Telefonica, por exemplo. Acho que as empresas de TV a cabo têm relativa vantagem (em termos de custo de operação).

Se você parar para pensar um pouco, a pergunta maior é: quem domina o “last mile” (last mile, pra quem não conhece o termo, é a expressão usada no mundo de telecom para descrever a “última milha” do cabo que chega até a sua casa. Porque não adianta você ter uma rede central de altíssima velocidade se a última milha ainda é de cabos de cobre. Pelo outro lado, não adianta tentar dar capilaridade a cabos de fibra ótica (pois o custo é muito alto).

E qual o melhor “last mile”? E aí temos as novas formas de comunicação que estão surgindo como a internet de alta velocidade via a rede de energia elétrica (por falar em capilaridade…) ou então pela tubulação de gás (que também tem grande penetração no Brasil).

Mas será que a gente precisa mesmo de um “last mile” com um meio físico? O futuro não é wireless? É aí que entra o concorrente que eu, pessoalmente, acho o mais forte – o Wi-Max (rede wireless de alto alcance e alta velocidade).

Então, as telecoms provêem a espinha dorsal de acesso subterrâneo/submarino à internet e players locais criam várias redes wi-max, que depois vão se consolidando. Ué … mas o pessoal de TV a cabo não tinha a vantagem? Agora parece que a vantagem está nas telecoms…

(Claro, se vocês acompanharam, o leilão de wi-max no Brasil acabou em pizza na semana passada e foi suspenso por o que alguns dizem ter sido marmelada. Coisas da nossa terra.)

 

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